
Desde o início da colonização do Brasil, os escravos negros africanos foram inseridos abruptamente, e buscavam irmandades de homens pretos, como eram chamadas, a fim de desempenhar uma vida social, inexistente para eles fora dali, devido a labuta interminável de sol a sol. Em templos construídos em taipa, e pau a pique, possuindo imagens de santos negros, como o rei etíope santo Elesbão, a princesa núbia santa Ifigênia, ou o filho de uma escrava nascido na Itália, são Benedito.
Em sua nova realidade como escravo, inserido a uma cultura européia, branca e cristã, absorveu o cristianismo de forma extremamente superficial, confundindo o sagrado e o profano. Porém em maioria dos casos atingidos eficazmente pela estratégia da igreja da época, a docilidade e obediência, habitando em seu imaginário, sua terra longínqua, a África.
Alguma semelhança a vista? Talvez, hoje, buscamos a igreja para simplesmente desempenharmos relações sociais, e ouvir uma música que nos agrade. Os santos africanos foram substituídos pelo rock inglês, buscando identidade. O cristianismo de Cristo absorvido de forma superficial, confundindo o sagrado e o profano.
E a docilidade atingida em sua maioria? Ser nova criatura? Talvez no imaginário, a terra longínqua que habitávamos antes de virmos para igreja de Jesus Cristo.
MARCEL SANTANA
membro da vineyard café
PESQUISE EM NOSSOS POSTS
SEMELHANÇAS
SECRETO

Observamos algumas ações cristãs bem vistas e admiradas como, ir a igreja, doar vestimentas, alimentos, ajudar ao próximo e muitas outras atribuições nesse sentido poderiam fazer parte dessa lista.
Com certeza uma preocupação inerente aos princípios de Cristo, de negar a si mesmo em favor do reino dos céus.
Por que isso intrigaria a alguém em sã consciência? Principalmente nesse mundo corrompido em que pouquíssimas coisas nos espantam, tamanha as atrocidades que vemos nos noticiários todos os dias.
Jesus relatou sobre o caminho a segui-lo, me refiro a aquele estreito, e aquele largo. O estreito nos remete ao que ninguém vê, ou seja, ao secreto. Por exemplo, se um homem desejar uma mulher impuramente em seu pensamento, já está pecando, e sujeito a perdição. Porém aos que vêem pode ser o mais santo.
Pensamos também no dar a esmolas, ou fazer qualquer ato a fim de sermos vistos por homens e receber, à vista, os créditos por isso.
O que ninguém vê? Que Deus que vê em secreto e recompensará em secreto. Mais preferimos os créditos dos homens, a aceitação dos homens, os tesouros acumulados na terra, onde os homens vêem e creditam glória, do que os tesouros que a traça não come e o ladrão não rouba, e que daqui ninguém vê, pois estão no céu...
Me passa pela cabeça, que se levamos roupas na igreja, é porque não nos relacionamos com o visinho pobre e necessitado, e que ninguém verá nosso ato.
Me passa pela cabeça que se levamos alimento na igreja para doação, não nos relacionamos com o visinho pobre que tem fome...
Me passa pela cabeça, como alguém inconformado com meu relacionamento medíocre com a essência de Deus. Não como quem quer desencorajar a ajuda ao necessitado.
Ou talvez não conhecemos ninguém pobre que seja necessitado, ou que essa história de relacionamento e secreto são uma grande besteira?. Ou talvez dê muito trabalho e nos rendam poucos elogios...
MARCEL SANTANA
membro da vineyard café
ONDE GUARDO O CARÁTER?

Onde guardo o caráter, se não tenho dinheiro?
Quem sou se não tenho dinheiro?
Pra que me vale, preocupar-me com os que sofrem?
Aconselhar os que necessitam?
Se não tenho dinheiro sou nada...
Sou pouco, me olham diferente
Nada me vale o que sou
O que faço, o que falo, o que sinto.
Eu quero dinheiro, me dizem que a prosperidade é ter dinheiro
Me sinto cobrado de todos os lados, a pressão é muito grande
A medida que se passam os dias e o dinheiro não vem
Sinto que uma peça a mais é colocada em minha bagagem
E ela pesa, o suor escorre em meu rosto
A crise vem e dificulta ainda mais meu caminho
Tortuoso, montanhoso
Espero que ao menos Cristo e os que me amam olhem pra quem eu sou, não para o que tenho........
Marcel Santana
professor de história
membro da Vineyard Café