
Apesar de medidas adotadas com sucesso em algumas regioes do planeta, "as tendências globais de clima, ozônio, degradaçao dos ecossistemas, pesca, oceanos e fornecimento de água ainda estao em declínio", diz o relatorio Panorama Ambiental Global (GEO-4), do Programa Ambiental da ONU (Unep). O relatorio pede reduçao da emissao dos gases estufa entre 60% e 80% e diz que 60% dos ecossistemas do mundo já sofreram degradaçao e continuam sendo usados de forma insustentável.
De acordo com o GEO-4, 3 milhoes de pessoas morrem todo ano de doenças facilmente evitáveis que se propagam pela água - a maioria crianças com menos de 5 anos. As espécies estao se extinguindo cem vezes mais rápido que os registros históricos - estao ameaçados de sumir do planeta 12% dos pássaros, 23% dos mamíferos e mais de 30% dos anfíbios.
"Estamos diante de uma situaçao que se agrava cada vez mais. Em parte porque demoramos demais para reverter a degradaçao que documentamos, e em 2o lugar porque as demandas em nosso planeta continuaram crescendo ao longo desse período", disse Achim Steiner, chefe do Unep. "Essa equaçao nao se sustenta por muito mais tempo. Na verdade, em certas partes do mundo, já nao se sustenta mais".
Noticia da Reuters.
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ONU divulga relatorio alarmante sobre degradaçao do planeta.
JEZEBEL ESTÁ DE VOLTA
Na Bíblia, ela ganhou fama de manipuladora, inescrupulosa e até devassa. A rainha Jezebel é uma das piores vilãs do Antigo Testamento, sem dúvida. Mas pelo menos tinha um bocado de estilo, a julgar pelo sinete (uma espécie de carimbo pessoal) que uma pesquisadora holandesa acaba de identificar como pertencente à ela - um dos raros casos em que um personagem bíblico deixa traços diretos de sua existência.
A análise que confirmou a associação de Jezebel com o sinete, que é feito de opala e está repleto de desenhos e inscrições, foi feita por Marjo Korpel, especialista da Universidade de Utrecht. Com o trabalho de Korpel, que será publicado numa revista científica especializada em estudos lingüísticos, parece chegar ao fim um mistério de quatro décadas.
Isso porque já se suspeitava que o artefato, obtido nos anos 1960 por um arqueólogo israelense no mercado de antigüidades, tivesse pertencido a Jezebel. Mas havia um problema bizarro: o suposto nome da rainha, gravado na opala, estava escrito errado -- o que levou muita gente a achar que se tratasse de uma outra pessoa, embora de nome parecido.
Com paciência de detetive, Korpel analisou o sinete e o comparou com outros objetos do mesmo tipo e da mesma época, ou seja, produzidos por volta do ano 850 a.C., quando viveram Jezebel e seu marido Acabe, rei de Israel. Pela distribuição das letras e pela presença de uma pequena área quebrada no objeto, a pesquisadora holandesa estimou que originalmente havia mais duas letras hebraicas no sinete - o suficiente para "corrigir" o nome de Jezebel. Além disso, o objeto era muito maior que os outros da mesma época e repleto de símbolos associados à realeza e ao sexo feminino, como uma esfinge com coroa de rainha, serpentes e falcões. Para Morjen, tudo isso torna altíssima a probabilidade de que o sinete realmente tenha pertencido a Jezebel.
Imagem correta
Jezebel (de origem fenícia, segundo a Bíblia) e seu marido Acabe reinaram numa época em que o antigo reino israelita estava dividido em duas partes rivais: Judá, no sul, cuja capital era Jerusalém e cujo povo deu origem aos atuais judeus; e Israel, no norte, onde o casal governava e cuja capital era Samaria.
No Primeiro Livro dos Reis, na Bíblia, Jezebel é retratada como uma mulher corrupta, que faz os habitantes de Israel adorarem deuses pagãos e ainda induz seu marido Acabe a tomar injustamente as terras de seus súditos.
Juízos de valor à parte, o sinete parece mostrar que a rainha de fato era muito influente: ele era usado para ratificar documentos, o que significa que ela podia "despachar" por conta própria em seu palácio.
Jezebel (de origem fenícia, segundo a Bíblia) e seu marido Acabe reinaram numa época em que o antigo reino israelita estava dividido em duas partes rivais: Judá, no sul, cuja capital era Jerusalém e cujo povo deu origem aos atuais judeus; e Israel, no norte, onde o casal governava e cuja capital era Samaria.
No Primeiro Livro dos Reis, na Bíblia, Jezebel é retratada como uma mulher corrupta, que faz os habitantes de Israel adorarem deuses pagãos e ainda induz seu marido Acabe a tomar injustamente as terras de seus súditos.
Juízos de valor à parte, o sinete parece mostrar que a rainha de fato era muito influente: ele era usado para ratificar documentos, o que significa que ela podia "despachar" por conta própria em seu palácio.
fonte: G1 www.g1.com.br
doug
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