
Talvez eu devese ter pensado em outro texto para falar sobre o natal e, talvez eu devesse ter abordado o assunto de outra maneira. Porém, o nascimento de Jesus, na plenitude dos tempos, aponta para sua morte e ressureição. Não dá pra ser diferente. Por isso, vamos lá...
Pensei em JOÃO 17. 1-9 (V.6). Estamos na última semana de Jesus na terra. Jesus REVELA o amor do Pai. Jesus termina o trabalho que Deus dá (obediência).
Algumas coisas ficam claras nas palavras de Jesus: Precisamos da ajuda de Deus o tempo todo e em tudo! Porque na verdade, é tudo sobre ver o enviado de Deus:
Jesus veio fazer visível o Deus invisível;
Jesus foi amigo de pecadores;
Jesus foi enviado ao mundo;
Jesus tinha o amor do Pai;
Jesus tinha o poder do Pai;
Jesus tinha a autoridade do Pai;
E Jesus viu o povo com compaixão. Ele veio servir e não ser servido. Em todo o tempo, Jesus só fez o que fez porque estava ouvindo o Pai. A manjedoura foi só o começo! O prelúdio...
E entre muitas possibilidades, proponho aqui, três prioridades do Reino:
1. Nos mantermos em relacionamento com o Pai;
2. Nos mantermos atentos a revelação do Espírito Santo do que o Pai está fazendo;
3. Não fazermos isso sem a ajuda do céu;
A igreja é a revelação de Deus na Terra. O mundo precisa nos ver, porque se eles não nos virem, não verão a Cristo;
Devemos prover encontros divinos e sobrenaturais. Deus está enviando pessoas em nossa direção. O Pai ama o mundo e nos manda incluir o mundo.
Incluir pessoas é um dom de amor!
Tenha um feliz natal!
No amor dele;
MILTON PAULO
PESQUISE EM NOSSOS POSTS
É NATAL!
SANTA TIETAGEM!

Artistas e gravadoras do segmento evangélico adotam novas terminologias para reforçar o caráter espiritual de seu trabalho
Artistas ou adoradores? Carreira ou ministério? Os termos se confundem quando o assunto é música gospel. Massificada a partir do fim dos anos 1980 como fenômeno cultural de massa, a música evangélica criou ídolos e estabeleceu um mercado milionário. Alguns dos mais expressivos nomes do segmento, como Cassiane, Kleber Lucas ou Ana Paula Valadão, foram alçados ao panteão das celebridades, arrastando multidões de fãs por onde passavam. Pois, agora, parece estar havendo um refluxo. Ainda não dá para saber se o movimento é espontâneo ou se trata apenas de mais uma estratégia de marketing – mas o fato é que músicos, cantores e gravadoras cristãs estão deixando de lado expressões próprias do showbiz e adotando uma nomenclatura, digamos, mais espiritual.
Assim, cantores viraram adoradores, fãs agora são chamados de intercessores e os shows viraram ministrações.
Até as sessões de fotos e autógrafos, ocasiões propícias à tietagem explícita, estão com uma nova roupagem e viraram apenas “encontros para dedicatórias”. “A gente tem tido o cuidado, nas ministrações, de passar a mensagem de que não somos artistas, e sim ministros”, explica, medindo bem as palavras, o baterista André Matos, do ministério de louvor Trazendo a Arca. Recentemente, o grupo acendeu ainda mais a polêmica, ao desligar-se do Toque no Altar, ligado ao Ministério Apascentar. O rompimento teria sido motivado por desentendimentos financeiros, fenômeno tão comum na música secular. “Embora tudo seja preparado para um show – a luz, o palco, o som –, o que fazemos são cultos”, explica o músico. Mesmo assim, ele não se furta a atender os fãs – ops! – intercessores. Na última Expocristã, mostra que reúne boa parte da indústria fonográfica evangélica nacional (ver matéria anterior), a jovem Elizabete Santos, de 19 anos, membro da Igreja Avivamento da Fé, estava toda emocionada ao conseguir sua foto ao lado de André.
“Precisamos quebrar esse espírito maligno de idolatria que está sobre o Brasil”, pontifica a cantora Nívea Soares, do ministério de louvor Diante do Trono. Acostumada a ver multidões nas apresentações do grupo – algumas delas com mais de um milhão de pessoas –, ela diz que aproveita todas as oportunidade para estar junto com as pessoas e desmitificar a própria imagem. “Precisamos sair da plataforma e mostrar o que a gente é, ou seja, pessoas dependentes do Senhor como todos.” O pastor e cantor André Valadão concorda: “Nossa presença em capas de revistas e nas imagens dos CDs e DVDs cria uma impressão que não corresponde à realidade”, explica.
Intérprete de sucessos como Milagre, André ganhou projeção devido à sua participação no Diante do Trono ao lado da irmã Ana Paula – mas agora sabe que é tido por muita gente como referencial. “É necessário que o público encontre isso em algumas pessoas. Deus tem nos dado essa graça.” Aguardando que André atendesse ECLÉSIA, Sabrina Sales Carrocci, 25 anos, da Primeira Igreja Evangélica Batista de Embú das Artes (SP), preparava-se para tirar sua foto com a filha Heloísa, de um ano, nos braços. E era só elogios: “Conheço várias pessoas que foram ganhas para Jesus pelas músicas dele”.
Identificação – Para a psicóloga clínica Rosângela Conceição Souza, essa mudança na terminologia é uma maneira de tentar resguardar os artistas cristãos do estrelismo. Entretanto, lembra que a simples utilização de expressões não é capaz de tornar alguém mais ou menos espiritual: “O que diferencia a pessoa é seu posicionamento e a mensagem que passa pela sua vida”, lembra a terapeuta, que é membro do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos (CPPC). “Os ídolos têm um papel fundamental, sobretudo para os adolescentes e jovens, que é o de contribuir na formação de seu caráter e personalidade. Quando o fã se identifica com alguém famoso, há sempre um aspecto desta pessoa que acaba incorporado à sua personalidade.” “Temos que fazer como Jesus fazia, tratar cada um na sua individualidade e pedir sabedoria ao Senhor para lidar em todas as situações,” acredita a cantora Talita Plagliarin, da Igreja Paz e Vida.
Rodolfo Abrantes, antigo vocalista da banda Raimundos e hoje pastor da Igreja Bola de Neve, diz que entende a tietagem como demonstração de carinho. “Mas existe muita falta de entendimento também. Tratar o cantor como estrela, como ídolo, é meio mau, mas a gente não tem como saber quem é quem, então, amém, Deus sabe”, diz no seu jeito característico. Ele admite que não gosta de ficar tirando fotos com fãs, mas esforça-se para atender todos com gentileza. “Eu já fui mal-educado com muita gente, não quero mais isso”, resume.
Do lado de lá do palco (ou altar, dependendo do ponto de vista), o público crente nutre sentimentos diversos por seus artistas favoritos. E, se existe mesmo a tietagem explícita, muita gente prefere outro caminho. A relação de Edivaldo Pereira de Souza, presbítero da Assembléia de Deus Ministério Belém, com a cantora Lauriete vai muito além do deslumbramento. “Sempre oro por seu ministério, para que ela seja cada vez mais cheia do Espírito Santo, para ser abençoada e abençoar as nossas vidas”, comenta. A cantora corresponde ao carinho: “Eu louvo a Deus porque no meio de tanta gente que nos admira, há também os intercessores, que pedem ao Senhor pela nossa vida e pelo ministério”. Depois de esperar numa fila e conseguir uma foto com o cantor Chris Duran, Juliana Priscila Silva, 19 anos, da Igreja Unida do Parque Cruzeiro do Sul, em São Paulo, explicou o motivo: “O Chris não era evangélico. Gosto de ver de perto o testemunho das pessoas. Ele mostra que é realmente um cristão, que mudou, acho legal a pessoa transparecer isso publicamente”.
O veterano Adhemar de Campos, pastor e autor de centenas de canções evangélicas, não vê problemas em dar autógrafos ou atender os pedidos das pessoas: “Para mim, isso é a continuação da minha realidade de vida cristã como pastor. Como seguidores de Cristo, devemos obedecer seu mandamento de amar as pessoas”, defende. Ele acaba de lançar seu novo trabalho, Comunhão e adoração 6, e sabe que terá que assinar seu nome em muitas capas de CD. Sem problema – “Vamos andar no caminho da simplicidade, fazendo aquilo que agrada a Deus, e vai dar tudo certo”, resume.
ESTER TAMBASCO
via ECLÉSIA
CULTURA DO ESFORÇO: UM PRINCÍPIO DETURPADO

Vivemos em uma sociedade onde o esforço e o trabalho são as figuras determinantes para a obtenção de resultados esperados. Para se conquistar aquilo que se almeja é necessário batalhar por isto. Logo, se você quer passar no vestibular, você precisa estudar muito, se você quer emagrecer você precisar fazer exercícios e comer menos, se você quer ganhar mais dinheiro você precisa trabalhar muito. Acredito que toda ação leva a uma reação, e que colhemos o que plantamos. Porém, construímos uma cultura do esforço e do trabalho, esta passou a determinar nossa vida e deturpar princípios elementares da vida cristã.
Com a cultura do esforço e do trabalho passamos a nos achar capazes de tudo! Baseamo-nos em nosso próprio esforço para obter aquilo que desejamos, inclusive nossa salvação. Vivemos em dias onde a própria “igreja” promove um discurso que afirma o fato de que nós alcançamos a Salvação, nós aceitamos a Cristo, nós temos que nos santificar e nós, e nós e NÓS! Será que a Bíblia não é clara o suficiente ao mostrar que o evangelho não tem nada haver com nós, mas sim com ELE?
Somos miseráveis homens e mulheres sustentados nas mãos de um Deus irado, que estava pronto a lançar toda a sua ira sobre nós a fim de fazer justiça, pois quebramos a sua lei! Mas Deus, ao invés de lançar a sua condenação sobre os culpados, nós, os pecadores, Ele derrama toda a sua ira sobre o seu filho, que é Santo e jamais transgrediu a sua lei! (Isaías 53:10) Será que isso não deixa claro que não há nada haver com a gente ou com o nosso ridículo esforço?
Nunca, com todo o esforço que possamos ter, NUNCA agradaremos a Cristo! Por mais que realizemos boas ações ou cumpramos todos os nossos abomináveis ritos religiosos, jamais seriamos merecedores deste favor! Porém, Deus, ao olhar para nós, nos vê sob e maravilhoso sangue do seu filho Jesus, isso nos torna filhos de Deus e nos livra de sua ira. Mas ainda permanecemos querendo nos esforçar para sermos santos ou merecedores de nos achegarmos a Deus e termos sua graça e misericórdia.
Miseráveis homens que somos ao nos iludir pensando que podemos fazer algo! Ele já fez tudo. Não é necessário se esforçar para ser salvo ou para ser santo, Ele nos salva, Ele nos torna santos. Chega desse discurso legalista que diz que “somos salvos pela fé, mas a santificação é pelo esforço”, ou que precisamos fazer algo para sermos aceitos, tornando-nos “bonitinhos” de acordo com o medíocre padrão desse “evangeliquez” universal que predomina e aliena as mentes de tantos crentes.
Que o verdadeiro Evangelho seja revelado nesses dias a fim de restaurar princípios tão elementares como este, que foram deturpados por teorias humanas ao longo da história e que vem enganado tantas pessoas e levando milhares delas para o inferno.
Luzia Gavina
CANSADO DE TEOLOGIA

Cansado de teologia. É assim que me sinto. Cansado de ver um povo enganado, iludido, "declarando" "profetizando" prosperidade. Cansado de ver tanta gente "bradando aos céus", "exigindo" e "cobrando" de Deus por promessas que o Todo Poderoso nunca fez.
Durante nove anos vivi no meio de pessoas que "exalavam" fé. Uma fé sem resultados. Uma fé inútil. Vi pessoas que não tinham dinheiro nem para pagar o ônibus que os levavam até a "igreja". E foram essas mesmas pessoas que deram a seus líderes dinheiro suficiente para comprar carros blindados e mandar os filhos estudarem no exterior.
Quanta incoerência! Enquanto esses líderes pregavam a tal "teologia" que os tiraria da crise financeira, as pessoas continuavam vivendo a mesma vida de dificuldades, e muitas vezes, com um certo "ressentimento" para com Deus, que não cumpria com aquelas promessas que saiam do púlpito. Vi gente preocupada em combater o gafanhoto, sem perceber que este se apresentava com a bíblia na mão sobre o altar.
Em todos esses anos, vi uma teologia cheia de facilidades. Onde a porta larga conduzia ao céu e a estreita à perdição. Vi uma teologia onde o Espírito
Santo fazia de tudo: fazia pessoas caírem no chão, rirem descontroladamente, falarem em "línguas estranhas"; só não fazia uma coisa: gerar arrependimento para santificação.
Vi ainda apóstolos. Auto-entitulados. Os que não eram auto-entitulados, foram ordenados por homens que eram. Vi homens se dizerem íntegros e "de probidade", mas eram corruptos e endemoninhados.
Conheci uma teologia que nos fez "deuses". Conheci uma teologia de mentiras, de palavras que voltam vazias, de profecias que não se cumprem nunca.
Conheci uma teologia de emocionalismos. De música de fundo na hora da oração que leva a emoção; De voz trêmula para gerar o choro; de teatro, de frases mentirosas como: "Eu sinto a presença de Deus", quando o que realmente se sentia era o desejo de manipular as pessoas.
Conheci uma teologia de orgulho e soberba. Uma teologia de homens que se diziam ser donos da verdade. Conhecedores da "revelação completa". Conheci uma teologia que subestima os reformadores. Afinal, sua "doutrina" é superior.
João 10:10 - "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.Conheci a teologia criada pelo Demônio. A teologia que rouba o povo de Deus, mata os sonhos e destrói a confiança no Evangelho. O mais triste, é que eu fui mais uma vítima desta teologia.
I Timóteo 4:1, 2 - "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizado a própria consciência”.
DEUS ME SALVOU DESSA TEOLOGIA.
Hoje, vivo a Teologia da verdade. A Teologia bíblica. A Teologia que não acrescenta nada a Palavra. Vivo a verdadeira Teologia da Graça. A Teologia que não cobra nada de Deus. Pede pela "Sua misericórdia". Vivo a Teologia do Pai Nosso, a Teologia do arrependimento diário. A Teologia da gratidão a Deus.
Hoje, vivo a Teologia que ao invés de buscar a bênção, busca o abençoador. Hoje, vivo uma Teologia que não distorce as Escrituras. Vivo a Teologia de Deus.
por e-mail:
Pr. Walker R. da Cunha.
Ex-pastor Neopentecostal
(por motivos óbvios).
PAPAI NOEL EXISTE?

Esta uma pergunta que mais ou cedo ou mais tarde as crianças nos fazem? O que dizer? Manter a fantasia comercial? Simplesmente negar a existência? Dizer que é um mito? Ele é uma invenção cruel do mercado? Um ser maligno disfarçado de bom velhinho? Ou haverá outra resposta?
Vamos começar nosso estudo estabelecendo a verdade sobre Papai Noel.
Minha primeira afirmação é dizer a você que nunca perca nenhuma oportunidade de ensinar seus filhos sobre a Verdade, nem negue uma conversa franca. Eu começaria nossa conversa dizendo que não só ele existe, como está vivo e um dia vamos nos encontrar.
Vamos aos fatos.
Durante o século IV de nossa era, um jovem rapaz de nome Nicolau viveu na terra de Myra, atual Turquia. Myra ficava perto da atual cidade de Finike. Ele foi criado por pais que fielmente lhe ensinavam a Bíblia e amavam a Deus.
Nicolau gostava particularmente de ouvir as historias sobre Jesus. Enquanto sua mãe lhe contava como Jesus curava os enfermos, cuidava dos oprimidos e pobres e fazia milagres, isso foi provocando em Nicolau uma tremenda paixão por Jesus, e ele de repente se achou desejando ter encontrado Jesus enquanto este ainda andava pela Terra. Mais tarde ele descobriu a igreja, o corpo vivo de Cristo na Terra, responsável por levar adiante sua missão e representa-lo entre os homens.
Quando ele se tornou um adolescente seus pais, que eram muito ricos, morreram e lhe deixaram uma grande fortuna. Com tempo de sobra, ele freqüentemente ia à igreja em todos os cultos possíveis, buscando a vontade de Deus para sua vida.
Algumas semanas mais tarde, o bispo da cidade também morreu, e o responsável por escolher um novo bispo para a região teve um sonho, onde Deus o mandava escolher o primeiro Nicolau que entrasse pela porta da igreja para ser o futuro bispo local.
Você pode imaginar o jovem Nicolau surpreso quando foi confrontado pelo oficial da igreja com uma historia tão estranha. Após muita consideração, ele aceitou a designação como Bispo de Myra por volta do Ano 300 DC.
O Bispo Nicolau foi um grande defensor da Palavra de Deus. Quando heresias surgiram negando a divindade de Cristo (Arianismo – Concílio de Nicéia 325 DC) ele foi um fiel defensor da verdade sobre a personalidade única de Jesus, um com o Pai e parte da Trindade com o Espírito Santo.
Devido ao seu ardor na pregação e defesa do evangelho ele acabou preso pelo Imperador Diocleciano, e acabou libertado anos depois quando Constantino aceitou o cristianismo.
Cedo em seu ministério, o jovem bispo Nicolau sabia o valor da fé que se transforma em obras. A sua fé o motivava a tomar iniciativas. Ele se sentia pessoalmente responsável por buscar soluções para as necessidades de sua paróquia, e dedicou sua enorme fortuna pessoal herdada para este fim.
Baseado em Mateus 6:1-4, ele tinha o habito de se disfarçar e levar incógnito comida, roupas e recursos financeiros aos necessitados de sua região. As pessoas que recebiam estes presentes não tinham a menor idéia sobre quem lhes havia socorrido, e assim a coisa seguiu acontecendo por anos.
Existe uma história que conta que certa vez um homem nobre de sua região perdeu tudo o que tinha e ficou na miséria. Ele tinha três filhas e na sua difícil situação financeira, ele não teria condição de lhes proporcionar o dote, como era de costume na época. O dote, um costume dos povos antigos, tinha por finalidade ajudar o jovem casal em seu começo de vida. Uma mulher sem dote naquela época e região estava fadada ou à escravidão, ou o pior destino: a prostituição.
Sabendo disso, Nicolau decidiu socorrer a família, e quando a mais velha se aproximou da idade de casar, ele foi, na calada da noite, à casa do velho pai e lá deixou um saco de dinheiro equivalente ao valor de seu dote. Quando a segunda chegou à mesma idade, o fato se repetiu. O velho homem, intrigado, decidiu descobrir quem era o seu benfeitor.
Em volta de sua casa passou um fio fino com sininhos para que quem por ali passasse à noite esbarrasse e ele pudesse descobrir a identidade. Passados alguns dias, uma noite os sininhos tocaram, e ele descobriu que seu amigo secreto era o bispo da igreja. Nicolau lhe pediu segredo, porém em breve todo o povo descobrira quem lhes havia socorrido por todos estes anos.
Nicolau passou a ensinar à igreja sobre a benção de fazer o bem nos moldes de Mateus 6:1-4, e logo muitos aprenderam quão grandemente Deus usa aqueles que fazem o bem sem buscar reconhecimento.
Logo muitos na cidade passaram a fazer coisas parecidas uns aos outros, e quando a conversa ia para o ponto de saber-se quem havia socorrido as pessoas diziam: “Vai ver que o Bispo Nicolau foi quem lhe deu”. A prática do bem trouxe muita alegria ao povo de Myra.
Marinheiros Italianos que aportavam em Myra, levaram as histórias sobre Nicolau para sua terra natal. A história de dar em segredo tomou conta de boa parte da cristandade e foi uma grande de benção lá pelo século V.
Existem muitas lendas em torno de São Nicolau, de que ele participou do concílio de Nicéia é um dos fatos não comprovados. De fatos milagrosos e visões espetaculares, como era comum na idade média, existem vários outros relatos.
Depois de algum tempo sua fama chegou à Alemanha, onde ele virou Saint Nicklaus, na Holanda virou Sinter Klaus e foram os holandeses que levaram a tradição aos Estados Unidos onde ele virou Santa Claus, e daí para o resto da América. Martinho Lutero, por exemplo, substitui o portador dos presentes pelo menino Jesus, ou em alemão – Christkindl. Com os anos, a palavra passou a ser pronunciada kriss kringle e, ironicamente, agora é considerada outro nome para o Papai Noel.
Sua morte foi por volta de 340DC e seus restos mortais foram trasladados para a Itália em 1087. Mais de 400 igrejas foram erguidas em sua memória na Europa e nenhum santo é mais reverenciado do que ele pelos católicos Europeus, depois da Virgem Maria.
Realmente a figura gorda, de barba e vestida de vermelho popularizada pela Coca-Cola, é uma pálida figura do Nicolau que serviu a Deus na Turquia. Mas como eu disse no começo, ainda que esta figura seja uma criação comercial, o bom Nicolau, servo de Cristo, não só existiu, mas pela sua fé em Cristo, demonstrada por suas obras, ganhou a vida eterna, e está vivo (Como disse Jesus aquele que crer em mim ainda que esteja morto viverá). E um dia eu irei encontra-lo, baseado não em suas boas obras, ma na obra daquele que ele amava, que nasceu, cresceu, viveu entre nós, morreu, ressuscitou e está vivo – Jesus, o Cristo.
Tanto Nicolau, quanto qualquer outro que receba a Jesus como Senhor e referência de sua vida poderá ter acesso ao mesmo prêmio – a vida eterna.
O que você deve falar a seus filhos ou netos sobre Papai Noel?
Papai, as renas voam? Como o Papai Noel vem do céu para trazer presentes? Como ele passa pela chaminé se aqui não tem? Ele não morre de calor naquela roupa pesada no verão?
Estas são perguntas comuns das crianças. Para não deixa-las sem resposta, fale coisas como:
Papai, as renas voam?
“Você já viu alguma voar?”.
Como o Papai Noel vem do céu para trazer presentes?
“Ele não vem!”.
Então quem traz os presentes?
“Ah,... Isto é um segredo”.Cochiche.
Lembre a eles que depois da morte de Nicolau, as pessoas assumiram a prática de presentes secretos, em nome de Jesus. “É o mesmo hoje”. Eles ficarão satisfeitos com a resposta.
Eventualmente seus filhos serão capazes de entender o significado mais profundo da história de São Nicolau – O serviço ao próximo, sem espera de reconhecimento e como conseqüência de nossa salvação e amor a Jesus.
Primeiro eles entenderão a história de forma infantil... concretamente. O Apóstolo Paulo escreveu “Quando eu era menino, falava como menino, pensava com menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.” I Cor. 13:11. Da mesma forma, virá o dia em que as crianças serão capazes de compreender o significado por trás dos símbolos. Os símbolos não são importantes, mas as verdades que eles representam.
Você será capaz de ajudar seus filhos a entender o princípio de dar em segredo, sem jamais precisar contar uma mentira. Simplesmente conte a eles a verdadeira história do Papai Noel. Todos os anos.
Seja honesto, mas com sabedoria, responda suas perguntas. Eles se tornarão capazes de fazer a transição do concreto para o conceitual, sem dificuldades. Nos próximos anos, seus filhos manterão a tradição de contar a história de São Nicolau, aos filhos deles. Os jovens de hoje serão os adultos de amanhã. À medida que cada geração avança para a idade adulta, eles receberão a custódia do verdadeiro sentido do Natal – A GRAÇA DE DEUS DEMONSTRADA E ENCARNADA EM FAVOR DOS HOMENS: JESUS.
Vamos dar aos nossos filhos tradições saudáveis, que eles possam passar para seus descendentes.
Perguntas freqüentes sobre o Natal e Papai Noel
Pergunta: Se mentirmos à nossas crianças sobre o papai Noel, quando eles crescerem não vão pensar que possivelmente mentimos a eles sobre Jesus Cristo também?
Resposta: Não devemos nunca mentir aos nossos filhos sobre coisa alguma. Conte a eles a verdade sobre São Nicolau, que ele foi um homem de verdade e que servia a Jesus. Eu acredito que muitos pais cristãos vão ao outro extremo, proclamando o Papai Noel como um ser místico, eles inadvertidamente contam uma mentira. Eles caem na própria armadilha da qual acusam a outros.
Eu nunca encontrei uma pessoa que tenha rejeitado Jesus Cristo por que lhe foi ensinado sobre São Nicolau quando criança.
Pergunta: Papai Noel tem todos os atributos de Jesus Cristo? “Ele sabe quando você está dormindo, acordado etc...”.
Resposta: Como São Nicolau foi meramente um homem ele não possuía nenhum destes atributos. Este perfil que acima é descrito vem de canções como “Eu pensei que todo mundo fosse filho de papai Noel..”. Este tipo de informação não deveria ser passado como sendo um fato.
Se seus filhos perguntarem se estas coisas são verdade, diga a eles que estas idéias vem de propagandas e músicas, só isso, mas que não são verdadeiras.
Pergunta: Meus filhos me perguntam se o Papai Noel do Shoping é o verdadeiro. O que eu deveria dizer?
Resposta: Diga a verdade: Não, é só um homem vestido de Papai Noel.
Pergunta: Não deveríamos enfatizar o aspecto espiritual do Natal e simplesmente ignorar esta história de papai Noel?
Resposta: Ao mesmo tempo em que deveríamos dar uma atenção especial ao lado espiritual do Natal, não tem nada de errado em observarmos o aspecto cultural também. Ou você não gosta de comer chester, tender, e nozes no Natal? Ou não gosta de receber presentes de amigo oculto? São coisas boas, e que todo mundo participa para socializar-se e fazer amigos. A razão pela qual alguns cristãos acham tão difícil praticar os dois lados do natal (cultural e espiritual) desafia a lógica.
Pergunta: Não deveríamos dar nossos presentes de natal a Jesus ao invés de uns aos outros? I João 4:12.
Resposta: O costume de dar presentes a Jesus se originou com os Três Magos (Mateus 2:1-12), tal prática é maravilhosa. Mas não tem nada de errado em darmos presentes uns aos outros. Este é um aspecto cultural do Natal que muita gente gosta. Inclusive eu e você.
Feliz Natal
Claudio Oliver
Com a preciosa ajuda de
Gabrielle Volpe
KÁREN

Na minha sexta série conheci uma Karen. Linda! Irmã do Willian, que pela irmã linda que tinha e um quadro do Jô Soares no “Planeta dos homens”, sempre ouvia: “Vai pra casa Padilha!”.
Porém, esta é a história de uma outra Karen, vivida por um outro pastor... O pastor Ken Blue. Ele conta que Karen era uma jovem mãe solteira que freqüentou sua igreja por pouco tempo, e acabou se tornando uma ilustração impressionante de como algumas pessoas são preparadas para se submeter a pessoas autoritárias. Em suas palavras:
“Karen nos procurou com um monte de necessidades emocionais e financeiras. Nós a atendemos colocando-a em um grupo caseiro que lhe deu bastante apoio, pagamos a maior parte das suas dívidas mais urgentes e consertamos seu carro. Embora ela se mostrasse agradecida, ficou evidente que gentileza era algo estranho para ela; nosso amor e aceitação a deixavam meio constrangida. Minha pregação, que geralmente enfatiza o fato de Cristo nos aceitar pela graça, também era um problema para Karen. Ela disse ao líder do seu grupo de estudos nos lares que meus sermões eram “desequilibrados” e não representavam o “pleno conselho de Deus”.
No domingo seguinte, após o culto, ela me parou à porta e, tremendo de raiva, exigiu que eu lhe dissesse por que eu “tratava o pecado com tanta brandura”. Ela queria saber quando eu iria finalmente pregar sobre “santidade, compromisso e morte para o eu”. Eu respondi com alguma coisa como: “Bem, eu acho que não dá para dizer tudo em um sermão...” Diante disso, ela se virou e saiu, não voltou mais.
Na época em que isso aconteceu, ela estava recebendo aconselhamento de um amigo meu. Após pedir (e receber) sua permissão, para me informar sobre o passado dela, ele me contou sua história.
Karen cresceu no que nós chamaríamos de um lar disfuncional e abusivo. Seu pai era um alcoólatra e sua mãe uma perfeccionista tirânica. A mãe de Karen fazia-lhe exigências que não eram cabíveis e então a castigava por não tê-las satisfeito. Ela queria que Karen tivesse “valores religiosos”, por isso mandou-a para uma igreja da localidade que era famosa por seu ensino moralista. Foi nessa igreja que Karen aprendeu alguma coisa que a predispôs ao abuso espiritual no futuro. Seu pastor e seus professores de escola dominical a convenceram de que se ela se esforçasse o máximo para cultivar as “virtudes cristãs”, Deus a abençoaria. Karen, desesperada pela aceitação de Deus e pela aprovação da igreja, realmente passou a dar tudo de si. Seu desempenho era particularmente excepcional na escola dominical e, na lista de sua classe, seu nome ostentava muitas estrelas.
Apesar de seus esforços honestos e escrupulosos, a vida de Karen não melhorou; pelo contrário, só piorava. O alcoolismo de seu pai foi se tornando ainda mais intolerável e a dureza de sua mãe se deteriorou em crueldade sádica. Era óbvio que o desempenho religioso de Karen não produzira a benção prometida. Ao invés de concluir que havia algo errado com a fórmula “OBRAS =BENÇÃOS”, ou que seus líderes religiosos estavam errados, Karen concluiu que o erro era dela – ela ainda não tinha feito o suficiente. Ao invés de desistir, ela fez um voto de fazer ainda mais e tentar com mais empenho ainda. De algum modo, ela se agarrou à falsa esperança de que se ela fosse boa o suficiente, Deus um dia iria sorrir para ela.
Se lhe tivessem ensinado o evangelho da graça gratuita de Deus e que ela era aceita por Deus simplesmente porque Jesus a tornara aceitável, Karen poderia ter sido poupada de um bocado de dor e teria conseguido escapar das garras do abuso espiritual, mais tarde.
Depois de uma breve estada conosco, Karen começou a freqüentar uma igreja de nossa área que era conhecida pelo seu legalismo e estilo autoritário de liderança. A essa altura, Karen se sentia forte o suficiente para tentar mais uma vez viver a vida santa que, segundo ela pensava, finalmente faria com que ela estivesse bem diante de Deus. A lista de “faça isso, não faça aquilo” da igreja e a tendência desta para controlar sua vida deram a ela um caminho a seguir”.
Infelizmente esta história é real . E talvez você também conheça “uma meia dúzia” de Karen a sua volta...
MILTON PAULO
ONDE ISSO VAI PARAR? - SNAP a pulseirinha do sexo.
É a nova febre entre os adolescentes. Trata-se de um jogo iniciado na Inglaterra que ganhou a internet e agora está espalhado pelo mundo todo inclusive no Brasil. Os adolescentes escolhem uma pulseirinha de uma determinada cor e isso dita uma liberação imediata para um favor sexual. Vai de um simples beijo na boca até uma transa completinha.
O objetivo da pulseira é comunicar aos adeptos do joguinho qual o limite dele na abordagem. Sendo assim, fica mais fácil de discernir as intenções. Pois é, há uma visível evolução nas relações. Antes era preciso muito bate papo, meses de namoro e até um vínculo de casamento para que houvesse relação sexual, hoje, basta empunhar uma pulseira e com poucas palavras estão na cama fazendo tudo que tem direito.
Detalhe, na década de 80 isso até aconteceu, mas de uma forma bem diferente, em festas fechadas e com adultos. Hoje é em campo aberto, em qualquer lugar e com adolescentes. Onde isso vai parar? Só Deus sabe. Eu por aqui vou fazendo a minha parte e denunciando a prática, mas você que está me lendo aí pode fazer a sua também repassando esse texto...
Via Pr. Márcio
SECRETO

Observamos algumas ações cristãs bem vistas e admiradas como, ir a igreja, doar vestimentas, alimentos, ajudar ao próximo e muitas outras atribuições nesse sentido poderiam fazer parte dessa lista.
Com certeza uma preocupação inerente aos princípios de Cristo, de negar a si mesmo em favor do reino dos céus.
Por que isso intrigaria a alguém em sã consciência? Principalmente nesse mundo corrompido em que pouquíssimas coisas nos espantam, tamanha as atrocidades que vemos nos noticiários todos os dias.
Jesus relatou sobre o caminho a segui-lo, me refiro a aquele estreito, e aquele largo. O estreito nos remete ao que ninguém vê, ou seja, ao secreto. Por exemplo, se um homem desejar uma mulher impuramente em seu pensamento, já está pecando, e sujeito a perdição. Porém aos que vêem pode ser o mais santo.
Pensamos também no dar a esmolas, ou fazer qualquer ato a fim de sermos vistos por homens e receber, à vista, os créditos por isso.
O que ninguém vê? Que Deus que vê em secreto e recompensará em secreto. Mais preferimos os créditos dos homens, a aceitação dos homens, os tesouros acumulados na terra, onde os homens vêem e creditam glória, do que os tesouros que a traça não come e o ladrão não rouba, e que daqui ninguém vê, pois estão no céu...
Me passa pela cabeça, que se levamos roupas na igreja, é porque não nos relacionamos com o visinho pobre e necessitado, e que ninguém verá nosso ato.
Me passa pela cabeça que se levamos alimento na igreja para doação, não nos relacionamos com o visinho pobre que tem fome...
Me passa pela cabeça, como alguém inconformado com meu relacionamento medíocre com a essência de Deus. Não como quem quer desencorajar a ajuda ao necessitado.
Ou talvez não conhecemos ninguém pobre que seja necessitado, ou que essa história de relacionamento e secreto são uma grande besteira?. Ou talvez dê muito trabalho e nos rendam poucos elogios...
MARCEL SANTANA
membro da vineyard café
NÃO TENHO TEMPO
Neste final de semana me foi apresentado pelo Ziel Machado o texto abaixo, e logo após, algumas questões inquietantes que me fez (re)pensar muito acerca do que tenho feito com o tempo que me é dado por Deus.
Sugiro que leia o texto, reflita, e logo após leia as perguntas e reflita ainda mais.
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NÃO TENHO TEMPO
Não tenho tempo, é a desculpa mais barata diante das exigências da eternidade; é a objeção mais usada por aqueles que estão ‘ocupados’ em suas ‘importantes’ trivialidades; é a queixa que mais se ouve nos lábios de gente esgotada em nossa época onde existe todo tipo de implementos técnicos para economizar tempo; é a confissão mais amarga de uma humanidade pobre em sua capacidade de reconhecer o elemento eterno.
Na boca de um cristão esta expressão ‘não tenho tempo’, chega a ser uma confissão de pecado, pois Deus dá tempo para tudo o que Ele quer que se faça. Quem trabalha tanto ao ponto de não ter tempo para a quieta comunhão com Deus, o estudo da Bíblia, e o companheirismo com os outros, faz mais do que Deus espera dele.
Nos lábios da humanidade contemporânea chega a ser uma confissão de algo dolorosamente inevitável, pois somente Deus tem e dá verdadeiramente ‘tempo’. Aquele que não recebe seu tempo das mãos de Deus, o vê escapar como a areia que escorre por entre os dedos.
Tempo não é somente ‘dinheiro’, o tempo é vida. Nossa vida será conforme nosso tempo, vida eterna por meio da fé em Cristo Jesus, o mesmo hoje, ontem e pelos séculos. Receba tempo cuja qualidade é eterna.Isto não significa muito tempo, ou um tempo sem limites. A eternidade é uma qualidade que faz parte da vida de Deus.
Que testemunho se chegássemos a ser cristãos com tempo para a oração e para o amor, tempo para testificar com alegria acerca de Cristo, tempo para viver.
Bem aventurados os que têm tempo, pois Deus trabalha por meio deles!
Hans Bürki
Do livro WACHEN and WAGEN.
Questões para se pensar:
Parte I
1. Como tenho gastado minha vida?
2. Com o que tenho gastado minha vida?
3. O que me tira o sono?
SUGESTÕES PARA PENSAR
Parte II
1.Revisar as prioridades de nossas vidas.
2. Qual tem sido o eixo central de minha vida profissional: Afã (ânsia, empenho) ou gratidão?
3. Quais são as coisas ‘muito importantes’ que acabam por nos ‘roubar’ a vida?
4. O mais importante é aprender a viver e não somente existir!
5. Não é tanto o que temos, mas a nossa atitude diante do que temos!
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Esse texto ainda nos leva a refletir no que Salomão escreveu em Eclesiastes 3:1-15
Eclesiastes 3:1-5
1 Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião. 2 Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar; 3 tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir. 4 Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar; tempo de chorar e tempo de dançar; 5 tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar e tempo de afastar. 6 Há tempo de procurar e tempo de perder; tempo de economizar e tempo de desperdiçar; 7 tempo de rasgar e tempo de remendar; tempo de ficar calado e tempo de falar. 8 Há tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz. 9 O que é que a pessoa ganha com todo o seu trabalho? 10 Eu tenho visto todo o trabalho que Deus dá às pessoas para que fiquem ocupadas.
11 Deus marcou o tempo certo para cada coisa. Ele nos deu o desejo de entender as coisas que já aconteceram e as que ainda vão acontecer, porém não nos deixa compreender completamente o que ele faz. 12 Então entendi que nesta vida tudo o que a pessoa pode fazer é procurar ser feliz e viver o melhor que puder. 13 Todos nós devemos comer e beber e aproveitar bem aquilo que ganhamos com o nosso trabalho. Isso é um presente de Deus. 14 Eu sei que tudo o que Deus faz dura para sempre; não podemos acrescentar nada, nem tirar nada. E uma coisa que Deus faz é levar as pessoas a temê-lo. 15 Tudo o que acontece ou que pode acontecer já aconteceu antes. Deus faz com que uma coisa que acontece torne a acontecer.
No que e como você tem gastado seu tempo?
pense.
Doug.
Vineyard Café
A surpreendente novidade

Otto Maduro definiu religião como "um conjunto de discursos e práticas, referente a seres anteriores ou superiores ao ambiente natural e social, em relação aos quais os fiéis desenvolvem uma relação de dependência e obrigação" Religião e luta de classes. Petrópolis: Vozes, 1981. Por trás de toda experiência religiosa existe uma mesma lógica: a relação de dependência e obrigação entre os deuses e seus fiéis. Como numa espécie de contrato, as partes estão comprometidas: o fiel obedece e cumpre obrigações e o tal deus recompensa abençoando. Na lógica religiosa "não existe almoço grátis". Outra maneira de dizer isso é afirmar que a religião está baseada na relação de méritos, que resultam em bênçãos, e deméritos, que resultam em maldições. Para que um determinado deus faça alguma coisa, os seus seguidores devem cumprir obrigações para com ele. O favor dos deuses custa caro.
Nesse sentido, o Cristianismo é o fim da religião, pois faz desmoronar a lógica da justiça retributiva. A mensagens dos apóstolos e dos cristãos chamados primitivos faz surgir no cenário religioso do mundo antigo uma novidade que até hoje ainda não foi bem compreendida. A surpreendente novidade do Cristianismo atende pelo nome de Graça de Deus. O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo é singular: ele não pode ser comprado. Não há nada que uma pessoa possa fazer para merecer o favor de Deus. Não há nada que uma pessoa possa fazer para atrair sobre si a ira de Deus. Essa é a essência da obra de Jesus Cristo na cruz do Calvário: "Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens ... Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado (Cristo), para que nele (Cristo) nos tornássemos justiça de Deus" 2Coríntios 5.18,20.
A partir de Jesus Cristo não mais precisamos temer a ira de Deus, pois "nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo" Romanos 8.1, e não precisamos mais barganhar com Deus para alcançar seu favor, pois "Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com Ele, e de graça, todas as coisas?" Romanos 8.32. Libertos das obrigações em relação a Deus, estamos livres dos estreitos limites impostos pelos ritualismos e moralismos da lógica religiosa, o que nos exige responder por que, então, ainda nos dedicamos a fazer a vontade de Deus. Somente uma resposta é possível: fazemos a vontade de Deus porque a graça de Deus assemelha nosso coração ao coração de Deus. Antes, escravizados pela lógica "obedecer para receber a bênção", fazíamos a vontade de Deus para fugir de sua ira e alcançar o seu favor. Agora, libertos pela graça, fazemos a vontade de Deus porque a ela nosso coração se afeiçoou: fomos transformados no entendimento, e passamos a considerar a vontade de Deus algo bom, perfeito e agradável Romanos 12.1,2. Aquele que foi alcançado pela graça, já não tem obrigação de fazer a vontade de Deus. Mas tem prazer Salmo 1.2. São esses os que podem dizer: "Pela graça de Deus, sou o que sou, e sua graça para comigo não foi inútil" 1Coríntios 15.10.
Ed René Kivitz
Via Irmãos.com
O MUNDO PODE SER MELHOR

Este é um trecho do livro Ortodoxia Generosa de Brian McLaren. Leia e reflita se vc tem feito do mundo um lugar melhor.
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Um dia [minha filha] Emma viu uma mulher caminhando em nossa direção coberta por um véu e perguntou o inevitável, “o que é isso, mamãe?”
“Emma”, eu respondi, “aquela senhora é muçulmana de um lugar bem distante. E ela se veste assim – e cobre sua cabeça com um véu – porque ama a Deus. É como seu povo mostra seu amor por Deus”.
Minha filha considerou aquelas palavras. Ficou olhando atentamente a mulher que passou por nós. Ela apontou para a mulher, e então apontou para o meu cabelo, e mais adiante questionou, “mamãe, você ama a Deus?”
“Sim querida”. Eu ri. “Eu amo. Você e eu somos cristãs. Senhoras cristãs mostram seu amor por Deus indo à igreja, comendo pão e vinho, servindo aos pobres, e dando aos que têm necessidade. Não vestimos véus, mas amamos a Deus”. Depois disso, Emma aproveitou cada oportunidade para apontar para as mulheres muçulmanas durante nossas compras e me dizer, “mamãe, olhe, ela ama a Deus.” Um dia, estávamos saindo do carro na garagem na mesma hora que nossas vizinhas paquistanesas. Emma viu a mãe, usando um lindo véu, apontou para ela e gritou, “olha, mamãe, ela ama a Deus!”
Minha vizinha ficou surpresa. Eu disse a ela que havia ensinado Emma sobre as senhoras muçulmanas que amam a Deus. Enquanto segurava suas lágrimas, essa pessoa quase estranha me abraçou dizendo, “eu gostaria que todos os americanos ensinassem seus filhos assim. O mundo seria melhor. O mundo seria melhor.”
Amém
Doug
FERIDAS

Os humanos sofrem bastante. Muito, para não dizer a maior parte, do nosso sofrimento tem origem na relação com aqueles que nos amam. Estou constantemente ciente de que a minha agonia profunda provém, não dos terríveis eventos que leio nos jornais ou vejo na televisão, mas da relação com as pessoas com quem partilho a minha vida diária. São precisamente os homens e mulheres, que me amam e que estão muito perto de mim, os que me ferem. À medida que ficamos mais velhos, geralmente vamos descobrindo que nem sempre fomos bem amados. Com freqüência, os que nos amaram também nos usaram. Os que se interessaram por nós foram, por vezes, também invejosos. Os que nos deram muito, por vezes, exigiram também muito em troca. Os que nos protegeram quiseram também possuir-nos nos momentos críticos. Habitualmente, sentimos a necessidade de esclarecer como e por que é que estamos feridos; e, com freqüência, chegamos à alarmante descoberta de que o amor que recebemos não foi tão puro e simples como tínhamos julgado.
É importante esclarecer estas coisas, especialmente quando nos sentimos paralisados por medos, preocupacões e anseios obscuros que não compreendemos.
Mas compreender as nossas feridas não basta. Ao fim, temos que encontrar a liberdade para passar por cima das nossas feridas e a coragem para perdoar aos que nos feriram. O verdadeiro perigo está em ficarmos paralisados pela raiva e pelo ressentimento. Então começaremos a viver o complexo do "ferido", queixando-nos sempre de que a vida não é "justa".
Jesus veio livrar-nos destas queixas auto-destrutivas. Ele nos ensina a por de lado as nossas queixas, perdoar os que nos amaram mal, passar por cima da sensação que temos de sermos rejeitados e ganharmos coragem para acreditar que não cairemos no abismo do nada, mas no abraço seguro de Deus cujo amor curará todas as nossas feridas.
HENRI NOUWEN
A IGREJA EMERGENTE - TEORIA E PRÁTICA

Muitos dos críticos e curiosos da igreja emergente procuram compreender o que se passa em termos teóricos. Mas o fato é que o movimento emergente é um conjunto de práticas cristãs, e não de nova teologia cristã. E práticas essas que nem são assim tão consistentes de comunidade para comunidade (daí o não ser correto a denominação “igreja emergente”, mas sim “movimento emergente”).
Existem práticas comuns, com certeza: A rejeição da instituição, a rejeição das hierarquias religiosas, todos os cristãos ativos com os seus dons, um foco missional, e um foco no reino de Deus. Isso das velinhas e dos rituais antigos são pormenores que não são nem importantes nem generalizados, mas que pelos vistos chamam a atenção dos críticos.
Quanto a teologias, na realidade não há nada de novo, há talvez uma compilação de várias teologias que se tornam relevantes para um movimento comunitário e missional em que todos os membros são parte ativa, e em que a estrutura é um organismo e não uma instituição. E aí poderemos falar de Brian McLaren, ou de N.T. Wright. Mas aqui está o truque: O fato de irem buscar a teoria a essas fontes, não significa que essas pessoas façam parte do movimento. Basta lembrar, por exemplo, que N.T. Wright é um bispo anglicano, e a igreja anglicana é tudo menos emergente. Por isso, pegar na teologia deles, e deduzir que é isso que a igreja emergente defende, é algo no mínimo caricato.
O movimento emergente é uma prática cristã influenciada por um lado pelo pós-modernismo, e por outro lado pelas práticas da igreja primitiva (igreja do 1º século), que procura viver em igualdade, em comunidade, como um organismo horizontal (não hierárquico), e com um foco na implantação do reino de Deus. E é só.
VIA: voxemergente.com
GRATIDÃO

Agradecer pelas coisas boas que acontecem na vida é fácil, mas agradecer por tudo em nossa vida - tanto pelas coisas boas como pelas ruins, pelos momentos de alegria e pelos momentos de tristeza, pelos sucessos e pelas falhas, pelas recompensas e pelas rejeições - requer muito trabalho espiritual. Só seremos pessoas verdadeiramente gratas quando pudermos agradecer por todas as coisas que nos conduziram até o presente momento. Enquanto dividirmos nossa vida entre eventos e pessoas que gostaríamos de lembrar e aqueles que preferiríamos esquecer, não poderemos pensar na plenitude de nosso ser como dom de Deus pelo qual devamos ser gratos. Não tenhamos medo de olhar para tudo o que nos trouxe para onde estamos agora e confiar que, em breve, veremos nisso a mão de condutora de um Deus amoroso.
henri nouwen
Comi a merenda antes do recreio, é pecado?

Pergunta:
Pr.Marcio, sou noivo e vou casar com minha namorada, mas confesso que ja comi o lanche antes do recreio, pq o sexo antes do casamento é pecado e o que isso acarretaria em minha vida? Não consigo sentir este peso sobre minha vida?!!
Paz!!
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Resposta:
Meu irmãozão, Paz!!!!!!!!
Olha só, vou ser claro e objetivo com você... transou, transou... aconteceu, já era. mas não é por isso que tudo está perdido e que deve vir um mar de condenações sobre você. É bom saber que vocês vão casar, porque aos olhos de Deus você já casou! O casamento pra Deus é consumado com a transa, onde você se torna uma só carne com sua esposa.
Veja o que diz Mateus 19.5-6: "E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem." essa passagem deve ser interpretada da seguinte forma: Deixará o homem pai e mãe - O homem deve estar pronto para formar um novo núcleo familiar, deixando o seu núcleo original, sua família de origem; Se unirá a sua mulher - Vai consumar o casamento com o sexo o que os unirá fisica e espiritualmente; E serão dois numa só carne - A unidade promovida pela consumação do casamento através do sexo unirá o casal de forma indissolúvel, isto é, não tem mais forma de desatar esse laço, ele é eterno. O conjuge então apenas fica livre se houver falecimento do outro ou traição da outra parte.
Resumindo, se você não está pronto pra assumir essas consequências diante de Deus, não transe, mas se está pronto pra entender e assumir os votos do casamento, então saiba dessa verdade: Transou, casou. Não tem mais volta. Daqui pra frente, amigão, se transar com outra mulher é adultério.
Quanto ao peso, isso vem com a descoberta de que existe uma responsabilidade imensa em transar com sua namorada, porque ela deixa de ser sua namorada e passa a ser sua esposa e se essa relação terminar do nada, nenhum dos dois estará livre para se relacionar de novo com outras pessoas, senão cometerão adultério.
Abraço forte!
E no mais... tudo na mais santa paz!
Por Pr. Marcio de Souza
EM ESPÍRITO E EM VERDADE

Alguém me disse que a proposta de Jesus não vingou na história. Ao ensinar que Deus é Espírito e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade, estava respondendo uma pergunta da mulher samaritana que queria saber o lugar certo de adorar.
A pergunta da samaritana fazia sentido para uma mente religiosa, que aprendeu a se relacionar com Deus a partir de lugares, pessoas e rituais sagrados. A religião faz isso mesmo, oferece uma forma e um conjunto de regras para que a relação com o divino aconteça da maneira correta. As pessoas precisam de dias, horas, atividades e lugares específicos onde materializar a pessoa e a presença de Deus. Precisam também de pessoas sagradas, que representem Deus, ouçam a voz de Deus e falem em nome de Deus.
Parece coisa de criança, que quando pergunta quantos dias faltam para a a Páscoa, a gente tem que mostrar os quadradinhos do calendário ou colocar um montinho de palitos de fósforo, que vão sendo subtraídos a cada dia, e então a gente diz: "falta um monte assim". A mente humana tem necessidade de dar forma, mensurar e delimitar, para poder avaliar, contabilizar e controlar.
Quando a samaritana perguntou a respeito do lugar certo para adorar, na verdade trazia uma afirmação nas entrelinhas de sua questão: existem regras que explicam como Deus funciona. Este é o pensamento mecânico, de causa e efeito, do tipo "se, então": se eu sou fiel no dízimo, então Deus me abençoa; se eu sou assíduo aos cultos, então vou crescer na fé; se eu leio a Bíblia todo dia, então terei sabedoria; se obedeço a Deus, então ficarei livre das desgraças; se eu me santifico, então minha adoração será recebida por Deus; se, então, se, então...
Mas Jesus não acreditava nisso. Sua proposta foi radical. Ensinou que jamais alguém deveria tentar confinar Deus a um lugar, um ritual, uma doutrina, uma idéia, uma forma e muito menos uma fôrma. No lugar da objetividade do relacionamento que pode ser medido e verificado, Jesus propôs a subjetividade da intimidade que ocorre na dança da Santíssima Trindade: adorar ao Pai, no espírito que é Santo, e no Filho que é a verdade. Não é tanto uma questão de regras de adoração para que Deus funcione, mas das coisas do coração, que como disse o filósofo, tem razões que a própria razão desconhece.
Não concordei com aquele alguém que me disse que a proposta de Jesus não vingou na história. Mas devo admitir que vingou em muito menos gente do que nossas estatísticas religiosas contabilizam.
2009 | Ed René Kivitz
Pastoral publicada no informativo semanal IBAB de 2 de abril de 2006.
CABELOS BRANCOS

Não sou saudosista. Mas no meu último aniversário, pude observar que já estou descendo do outro lado da montanha! A primeira metade da vida já passou. E se o salmista estiver com a razão – e geralmente ele está – passar dos 70 ou 80 anos é “enfado da carne...”. É, demorou mas cheguei ao meio do caminho!
Bom, dos meus 42 anos, 25 deles passei envolvido com o Evangelho, com Igreja e com igreja. Vi coisas do arco da velha, mesmo não tendo nascido há 10.000 anos atrás!
Vi os “corinhos” invadir a liturgia dos cultos tradicionais, num tempo que bateria era instrumento do demônio. O órgão era sacro e a guitarra profana;
Vi o Katsbarnéa nascer. Não só ele, mas também a Oficina G3, o Resgate, o Troad, e muitos outros que surgiram por um breve espaço de tempo e depois sumiram;
Sou do tempo do Janires e a Banda Azul. Do Sergio Pimenta...
Sou do tempo do “culto ao ar livre” com caixote de maçã como palco e sempre um bêbado se “convertendo” e chorando no ombro dos diáconos na praça;
Sou do tempo que os diáconos da igreja discutiam, se era permitido ou não, ter barzinho em casa;
Do tempo dos encontros da Comunidade da Graça no CPP nas noites de segunda-feira;
Fui viúvo do Caio Fábio, órfão da Vinde! E depois vi o Caio renascer como a Fênix;
Fui do tempo em que o púlpito não era palco nem palanque, e a congregação não era platéia;
O pastor que me batizou não era considerado um showman. Era sempre muito hospitaleiro e tinha as mãos ásperas pelo manuseio do torno e da solda. Lida com o batente durante o dia e com o rebanho a noite e nos finais de semana;
Fui do tempo em que cantores que se dedicavam a louvar a Deus não tinham fã clube. Eles não sabiam o que significa tietagem após suas apresentações;
Há 25 anos atrás, o sonho da igreja era conquistar o mundo para Cristo e nosso maior inimigo nesse processo era o diabo... Nosso inimigo não era a “igreja concorrente”. Hoje parece que o sonho é outro e, nossa igreja sempre está errada na boca de outro pastor;
Fui do tempo, das campanhas missionárias. Noite de domingo com arrecadação específica e alvo, onde o dinheiro era investido no envio de missionários para o campo, e não para outras finalidades;
Bons tempos!
Mas confesso: Não tenho saudades de tudo! Esse mundo pós-moderno e a possibilidade de ver o que Deus está fazendo nessa geração me fascina! Encanta-me, me desperta para inúmeras possibilidades.
E mesmo aos 42 anos, ainda tenho fôlego – talvez não para correr ou voar, mas para caminhar. E continuo sonhando com ser/fazer/estar Igreja. Sonho a igreja para minha filha e quem sabe os meus netos.
Sonho um tempo melhor que o meu. Sonho um tempo sem esse maldito mercado gospel, com seus ídolos forçados, e seus subprodutos.
Sonho com o dia que este mercado fique saturado a ponto de NINGUÉM suportar mais patrocinar os projetos megalomaníacos dessa gente;.
Sonho com o dia que cada vez mais cristãos se conscientizem de que seu papel não é o de manter esta indústria religiosa, que se apresenta como “ministérios”, e sim, de trabalhar pela transformação do mundo. Começando na minha casa, na igreja onde sirvo;
Sonho com o fim dessa feira de vaidades. O fim da contabilidade de vendas de produtos, da venda de pacotes mágicos para crescimento de igrejas e de estratégias evangelísticas mirabolantes. O fim do “próximo lançamento”;
Sonho com o dia em que o importante seja o que é certo, e não o que dá certo. O dia em que voltaremos ao velho e bom Evangelho, sem invencionices. Ao discipulado, vida-na-vida, sem a pressão pela multiplicação;
Sonho com o dia que deixaremos que Ele acrescente em número, enquanto nós focamos a qualidade de nossa vivência cristã: No nosso dia-a-dia. Na maneira como nos comportamos, vivemos e agimos;
Sonho com o dia em que os milagres aconteçam em ambientes domésticos e seculares, no dia-a-dia, como o meu pastor tem insistido em me ensinar: “no chão da vida! Onde as coisas de fato acontecem!”.
Enfim, sonho para os meus próximos 40 anos, com algo parecido ao que o profeta Habacuque falou: “que a Terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor como as águas enchem o mar”. Não através de eventos extraordinários, marchas, cruzadas, mas através de gente anônima, ilustres desconhecidos, vivendo o Reino no chão da vida e, ofuscando o brilho daqueles que se acham indispensáveis na expansão do Reino de Deus.
Que venha o Reino!
milton paulo
pastor na vineyard café
IGREJA PRA QUE TE QUERO?

Pra que preciso fazer parte de uma igreja? Por que preciso me reunir com outros cristãos para cultuar a Deus? Qual o valor e a importância de cantar para Deus ou orar? O que mais se pode ou deve fazer quando os cristãos estão reunidos para o culto? Será que Deus fica alegre quando cantamos para Ele e triste quando faltamos o culto?
Essas são algumas das perguntas que mais ouço ao longo dos meus dias. Perguntas às vezes sinceras e honestas feitas por gente que precisa de resposta. Outras vezes, perguntas feitas com rancor e ranço por gente que quer justificar suas desilusões pessoais.
Ao longo dos anos tenho procurado responder estas perguntas! Confesso que muitas vezes não consigo. Hora, pelo tamanho dos traumas sofridos pelos interlocutores, hora pela má vontade de outros. De qualquer maneira, algumas das respostas que encontrei estão em seguida.
Penso que a comunidade cristã tem pelo menos 10 boas razões para se reunir em celebração:
- Para derramar o coração na Presença de Deus;
- Para descrever e afirmar o reino de Deus;
- Para mobilizar o povo de Deus na direção do reino de Deus;
- Para ajudar o povo de Deus a celebrar sua experiência no reino de Deus;
- Para ajudar o povo de Deus a enfrentar o anti-reino de Deus;
- Para ajudar o povo de Deus a manter a unidade do Espírito;
- Para celebrar a história com o seu povo como fonte de inspiração para a caminhada do povo de Deus;
- Para manter o foco do povo de Deus na pessoa de Deus;
- Para ensinar, consolar e encorajar o povo de Deus;
- Para proclamar o evangelho da graça de Deus.
Grande abraço!
milton
PROTEÇÃO DIVINA

Eu sou do tempo que brincar na rua era a máxima das crianças da decada de 80. Todo tipo de brincadeira. Das mais puras até as mais "safadinhas". Era um prato cheio para psicólogos, recrutadores, assistentes sociais e afins. Dava pra ter uma ideia, bem formada inclusive, dos perfis dos adultos que seriam no futuro.
Fui conhecer o ATARI, avô do PS3 (porque na verdade existiu o bisavô, um tal de DINAVISION ou DINACON, não sei direito se são estes ou se é assim que se escreve, que eu não vi e consequentemente não joguei) aos 9 ou 10 anos de idade. Como era de familia classe média ganhei um SUPERGAME (um primo pobre do ATARI), porem compatível com os cartuchos (você sabe o que é cartucho??) do primo rico.
Muitas coisas ficaram para trás. "...Tempo bom eh eh não volta mais..." Imagino o Tomaz fazendo coisas que eu fazia e minha mãe morreu sem saber. Os perigos que ele possa correr e eu estarei em casa, no trabalho, envolvidos em outros afazeres sem ter a minima noção deste perigo. Sinceramente, espero que ele cresça assim, enfrentando e se possivel superando os desafios da vida, porem eu sei que o meu filho sera uma "criança de tapete". Talvez empinemos uma pipa no parque mas ele vai preferir o pai dele brincando no Wii.
Mas existem tambem muitas coisas que atravessam gerações e dentre tantas uma que é "patente brasileira" é o pastel de feira. Nos ultimos anos tenho ido com uma certa frequencia às feiras livres que acontece em varios lugares aqui da região e não há vigilancia sanitária que interdite qualquer estabelecimento com um "tacho" de ágata com óleo saturado. Multidões cercam barracas, isso mesmo, multidões e barracas. Com um preço "tabelado" vc se ajeita no mais vazio e este "vazio" corresponde pelo menos uns quatro a cinco pedidos na tua frente. E aquele "potinho" de vinagrete no balcão então, dando ao pastel um sabor especial de "Varejão".
Nestas condiçoes, não tem como eu não pedir uma PROTEÇÃO DOS CÉUS. Meu filho com um pouco mais de 1 ano já experimentou destas iguarias. A minha geração ja experimentou de "um tudo" nesta vida. A geração passada então, não experimentava ja fazia parte do cotidiano, rotina. Lembro da minha mãe contando de como se conservava carne de porco. Na própria banha do bicho. Lascava um toucinho e fritava na propria gordura da conserva.
E cá estamos contando história numa espécie de "diário virtual". Meio as avessas é verdade, pois no diário da minha irmã nem a melhor amiga tinha acesso e hoje que desconfiamos da própria sombra e pouco nos importamos com relacionamentos verdadeiros e profundos, lançamos nossas vidas aos quatro ventos cibernéticos (orkut, faceboock, twitter e blog).
E os ateus, agnosticos, céticos e afins acreditam que chegamos até aqui por acaso. Se voce que esta lendo se enquadra em um destes grupos e acredita mesmo na inexistencia de Deus ou de uma "proteção superior" tudo bem. Mas quer um conselho, antes de dar aquela bela mordida no kibe da estufa repita esta oração.
"Que não me faça mal mas faça bem, em nome de Jesus. Amem..."
É isto...
fernando vieira
membro da vineyard café
REDENTORA

Me converti ao Senhor e fui por Ele convertido aos 17 anos de idade. 25 anos atrás! Não vou me atrever a dizer que “parece que foi ontem” porque a balança não deixa e, também porque essa caminhada no Caminho teve seus altos e baixos. Momentos marcantes que moldaram e mudaram minha vida para sempre.
Fazendo uma retrospectiva – coisa que fazemos quando a idade vai chegando – me recordo que meus primeiros passos foram dados sob segurança, muita segurança.
A igreja que me acolheu 25 anos atrás, possuía um lastro histórico de mais de 400 anos! Foi uma época boa e, seguir Jesus com eles era simples – difícil – mas simples. Explico:
A gente tinha roupa certa para vestir, a musica certa para ouvir, os amigos certos para andar, o vocabulário certo, a oração certa, as musicas certas e, claro, a doutrina certa que precisava ser obedecida. Tudo muito claro. As coisas não costumavam sair desse rítimo e quando saiam, ou melhor, quando saíamos, éramos punidos, perdendo alguma regalia com o restante do rebanho, ou em casos mais graves, “convidados” a abandonar o rebanho. Claro... Tudo com muita finesse: Os favoráveis levantando uma das mãos, irmãos contrários o mesmo sinal.
Apesar de muros tão altos e portões tão fechados, foi uma época boa. Sou grato a Deus pelo tempo que ali passei. Porém, chegou uma hora que essa maneira de seguir o Caminho não me satisfazia mais. Eu precisava de experiências mais profundas, (talvez essa não seja a melhor palavra), eu precisava de uma experiência mais sincera (de minha parte, não da parte de Deus), mais humana. Eu queria correr riscos com Deus e ter minhas próprias experiências com Ele. Com isso, deixei a segurança atrás do meu muro. E segui outros caminhos.
Optei em preservar a mensagem que recebi e procurar novos métodos de reparti-la. Uma cara nova, para algo (o Evangelho) que não precisa ser mudado. O Jesus é o mesmo, o Evangelho é o mesmo, porém, o relacionamento com Ele precisa ser outro.
Lá se foram mais dez anos. Minha caminhada ficou mais difícil. Aprendi a pensar. Aprendi a me responsabilizar pelos meus atos. Não posso mais me esconder atrás do muro. Me esconder atrás das respostas prontas do meu pastor. Hoje o peso é outro. A cobrança é maior, afinal, a liberdade também é maior e, com ela aumentou a responsabilidade das decisões.
Troquei a certeza de trás do muro pela dúvida das escolhas!
Hoje a sensação que eu tenho em alguns momentos é de estar sendo perseguido por um grande dragão com um ferrão na cauda me chamuscando e cobrando respostas:
Você tem certeza?
Você se divorciou de toda uma representação da cristandade?
Você não acha que esse seu flerte com a cultura vai leva-lo a promiscuidade?
Você não acha que esse sal esta insípido?
Você não acha que esse cristianismo está distorcido?
Você tem certeza mesmo... Veja bem... Tem um monte de gente fazendo diferente.
É. A caminhada ficou mais difícil! Mas sem dúvida alguma, ficou também muito mais dinâmica.
A caminhada passou a ser RESPONSIVA, tentando responder as mudanças e anseios da vida num mundo de ponta-cabeças, onde Deus continua soberano!
A caminhada ficou mais difícil! Mas eu quero mais! Mais com meu Deus, mais do Caminho. Mais dos meus erros e acertos com Ele. Sonho para os meus próximos 40 anos, ser parte de uma comunidade REDENTORA. Nas palavras de Leonard Sweet: sendo “mais rápido que a mudança e tentando dirigi-la”. Ser resposta de verdade.
Quero ler minha história e meu tempo. Ninguém pode deixar de ser reativo e responsivo, porém, ter uma participação REDENTORA “é aprender a decifrar indícios e sinais, pesquisando cenários alternativos para o futuro como exercício profético”. Eu não quero a segurança do muro, prefiro a luta com dragões.
Que venha o Seu Reino!
milton paulo
pastor na vineyard café