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VOCE É IGREJA APESAR DA IGREJA - parte 3 de 3


IGREJA: Compromisso inabalável, porque teríamos razões de sobra para abandonarmos nosso compromisso com a igreja. Porem, nosso compromisso é inabalável, porque inabalável é o compromisso do cabeça da igreja conosco.

Penso que se nós temos razões de sobra para abandonarmos nosso compromisso com a igreja, o Senhor Jesus nem se fala! Porque a igreja é como a arca de Noé: não fosse a tempestade lá fora ninguém iria suportar o mau cheiro do lado de dentro. Ruim aqui, pior lá fora.

Se você acha que a comunidade cristã não é um bom lugar para você, tente lá fora. E na relação custo benefício, nós saímos ganhando vivendo em comunidade.

Comunidade cristã é o lugar prioritário para o desenvolvimento pessoal e a busca da maturidade integral: ser como Cristo. Precisamos de gente para nos tornarmos gente e precisamos de gente como Cristo para nos tornarmos parecidos com Cristo.

Mas, ao mesmo que a comunidade cristã é o ambiente por excelência para formação do carater cristão; é também o ambiente para maior risco de conflitos pessoais, interpessoais, emocionais e espirituais;

Só dentro da igreja, nos bastidores de uma comunidade, nós encontramos todos os recursos necessários para nosso crescimento cristão, também é dentro da igreja que nós encontramos os maiores obstáculos.

Se nós nos lembrarmos bem, os grandes conflitos que Jesus viveu não foi com os fariseus, com as autoridades romanas, com os pecadores, os grandes conflitos de Jesus foram no seu circulo mais fechado de convivência. A palavra que colocou a tensão em risco com maior força foi a palavra de Pedro. E foi um dos discípulos que o Senhor repreendeu com maior veemência.

Então, se teve um discípulo que o Senhor repreendeu com veemência, esse alguém não estava do lado de fora do seu circulo de relações e intimidade. Estava do lado de dentro, entre os três mais chegados. Pedro Tiago e João.

A palavra mais dura que Jesus dirigiu a alguém no novo testamento foi uma palavra dirigida a um dos seus mais chegados. E isso é impressionante e revela o potencial de conflito numa comunidade cristã; Esses conflitos seguem os arquétipos de Lúcifer, os desejos de ir alem dos limites estabelecidos pelo criador.

Isaias 14.12 – 14 - profecia ao rei da babilônia, aplicada a Lucifer... Expressão associada a queda de Lúcifer e ele se torna Satanás. Deus criou Lucifer e Lúcifer criou o diabo. E, essa ambição foi compartilhada ao ser humano. Essa foi a grande tentação de Genesis. A matriz de todos os conflitos. Um ego autônomo. Um eu que se basta.

Segundo Tiago, a guerra vem do egoísmo de voces. Isso está no coração da raça humana. E esse é o motivo de todos os conflitos inclusive nas comunidades cristãs. Por isso que quando Pedro é corrigido ele ouve: arreda-te satanás, porque esta palavra é satânica. Ou porque Pedro está pensando nele mesmo, ou porque está sugerindo um ato de egoísmo ao Senhor!

Alguns comentários sobre a alma humana. Alma humana conforme afetada por esse espírito luciférico e, conforme a descrição da Bíblia sagrada. Eu fiz uma lista de alguns conflitos. Conflitos que acontece dentro de relações que poderíamos classificar como de santidade e dentro de ambientes onde poderíamos imaginar que ali estaríamos seguros;
Mas, justamente nos ambientes que acreditávamos estar seguros, é justamente ai que as ameaças nos chegam e que os conflitos se tornam potenciais e possíveis:

ADÃO E EVA. O que este conflito revela? Dentre tantas possibilidades: NÓS NÃO CONSEGUIMOS PECAR SOZINHOS. Quando a gente peca, a primeira coisa que a gente faz é procurar um cúmplice, alguém que peque coma gente. Parece que isso alivia a culpa, o peso, o fardo.

Então a Eva come e quer que o marido coma também. E nós fazemos isso sempre. Nós pecamos e a admitir a nossa vergonha a gente procura um pecado na vida do outro e, se a gente não encontra a gente induz. Porque isso nos inocenta. “eu fiz, mas você fez também”. É isso que a Eva nos mostra.

E o Adão? Eu fiz. Mas foi por causa dela! É a transferência. Eu não assumo responsabilidades eu transfiro responsabilidades. Se a Eva diz para nós que “eu não consigo pecar sozinha” o Adão concorda: “se eu não tivesse essa mulher, isso não teria acontecido”. Então a gente sempre arruma uma explicação para nosso pecado.

Racionalização. Eu pequei... mas... Toda a vez que eu colocar um mais depois dessa frase “eu pequei”, eu perdi a razão. Para confessar pecado, simplesmente: “eu pequei” porque nada vai justificar você!

CAIM E ABEL: o CONFLITO DA PREDILEÇÃO. O Pai aceitou Abel e não Caim. Porque razões, a Bíblia não deixa claro. Alguns falam sobre o sacrifico de sangue, de animais, por isso o de Abel foi aceito. No sangue estava a remissão...
Mas o pobre do Caim não sabia disso. Levou o melhor dele.

Mas me parece que na relação dos três, alguma coisa aconteceu, entre eles. E Caim, tinha duas possibilidades: humilhar-se e seguir o exemplo de Abel, ou destrui-lo e ficar como único paradigma. Foi o que ele fez!

Me parece, que quando eu peco, e você não peca, a melhor coisa que eu tenho a fazer é destruir você porque isso me inocenta. Mais uma vez, vem o conceito lá de trás, a gente não consegue pecar sozinho. E se eu não consigo encontrar pecado em você eu dou um jeito. É um orgulho, eu rejeito a humilhação e o aprendizado. Daí eu destruo o bom exemplo e fico como o único exemplo possível.

ISMAEL E ISAQUE – NOVAMENTE O CONFLITO DA PREDILEÇÃO. O filho da promessa e isaque, não é Ismael. A mãe de Isaque enxerga no filho de Agar, Ismael um concorrente em potencial. A mãe de Isaque, olha pra mãe de Ismael e vê a ironia e o desdém. Os filhos podem ter inimizade por causa da inimizade das duas mães. E ela dá um jeito de apagar a mãe de Ismael e o próprio Ismael e, se estabelecer como único paradigma.

A guerra entre Ismael e Isaque é uma guerra também de legitimidade: “A promessa tá comigo!”.
Onde os dois ficam disputando quem tem direito “sobre”. E numa briga por direito a Bíblia tem mostrado pra gente que Deus ficar do lado de quem abrir mão do direito: “Bem aventurados os humildes de coração porque eles herdarão a terra”.

Se você quiser uma sugestão e um conselho: Toda vez que você se sentir usurpado no seu direito e você tiver de brigar por ele, você vai sair ganhando se abrir mão do direito.

Primeiro porque não vale a pena você ter na sua mão um direito conquistado no braço. Ainda que seja seu direito. Segundo porque quando a gente a tá brigando por causa do nosso direito é porque a gente tá brigando com usurpadores.

“quando voce briga com um porco você também fica sujo de lama, a diferença é que o porco gosta”.

Então, quando você está no seu direito, abra mão do seu direito e deixe Deus defender a sua causa.

JOSÉ E OS IRMÃOS. Por algumas razões a Bíblia, diz que Deus escolheu José e os irmãos não admitiram isso. Jacó abençoou José e os irmãos não admitiram isso. E os irmãos não buscavam ser iguais a José, eles não admitiam a existência de um José. Esses não são os que buscam o primeiro lugar. São os medíocres que buscam destruir os que buscam o primeiro lugar. Nem toda destruição de um padrão de execelencia é motivada porque o destruidor quer a excelencia, mas é porque é gente medíocre mesmo e quer ficar na zona de conforto. Os irmãos querem destruir um sonhador. Ele sonhou. Um cara movido por utopias. Eles não queriam o sonho de José pra eles, eles queriam que Deus tivesse dado sonho nenhum. Daí ficariam na zona de conforto.

MOISES MIRIAN E ARÃO. Briga motivada por uma observação da |Mirian: “só atrtaves de Moises? Vai funcionar comigo também”. Mas na o é assim. Essa autoridade e unção não se toma de assalto. Unção é inimitável. Autoridade é intransferível. Não dá pra chama a Fer aqui e colocar as mãos na cabeça dela, “irmãos, à partir de hoje...”. e Mirian e Arão achavam que dava.

CORÁ, DATÃ E ABIRÃO. Mesmo caso, que Mirian, com a diferença que Mirian, não queria tirar de Moises, queria ter também, os três não queriam tirar de Moises.
Foi uma insurreição, eles se levantam contra Moises. Mirian e Arão querem compartilhar. Ai Moisés, era um homem “manso”, abria mão do direito e disse pra Deus julgar. Se a terra abrir a boca e comer vocês não é comigo... Ele se submete ao julgamento de Deus.

DAVI E SAUL.
Saul é movido por reivindicação,
Davi é movido por dádiva,
Quando você precisa reivindicar alguma cosia, provavelmente porque essa coisa não é sua, Deus não ter deu, não vale a pena ficar com o que Deus não te deu.

Saul percebe isso e tenta matar o Davi de qualquer jeito, e quando Davi tem essa chance ele não mata, e quando o cara conta, morre, porque estava muito feliz com a morte. Não se dá uma noticia assim da morte de um rei. Morreu o ungido do Senhor. Tem de se respeitar. O que ele está dizendo: esse cara vai me sabotar também!

As recomendações de Davi no leito de morte... lembra da família daquele cara? Então eu prometi que não ia matar, vai lá agora e mata todo mundo. É gente ruim! Tudo da laia de Saul.

UMA MÃE E DOIS FILHOS: “dá com que um filho meu se assente a sua direita e outro a sua esquerda” ai já é um problema de mãe... Na igreja tem muita mãe também que cria caso. Ai é interessante que muita mãe e muito pai projeta no filho o sucesso que eles não tiveram. E querem que o filho seja o sucesso que eles não foram. Dispostos a qualquer coisa.

E quando você lê o evangelho de Mateus, os outros discípulos ficam bronqueados com os dois irmãos, mas eu não sei se os dois tiveram alguma coisa a ver com o pedido da mãe. O que os discípulos criticam nisso, eles também cometem. “o que vocês estão conversando?”. Estavam discutindo quem seria o primeiro. Na sociedade é na hierarquia, no Reino é no serviço.

CONCÍLIO DE JERUSALÉM. Um conflito ético, doutrinário, teológico. Os gentios chegando, os judeus querendo que eles passem pela Lei, os apóstolos querem a coisa de outra maneira... sem passar pelo judaísmo...
Nossas comunidades passam por ai, há preconceito, segregação, conflito ético, racial, teológico, e na igreja isso acontece também, o concilio reflete isso e pior que isso, nosso preconceito e segregação é justificado bíblico e teologicamente.

Tem um edito papal que diz que INDIO, NEGRO E MULHER NÃO TÊM ALMA.
Há uma manipulação de conceito espiritual pela supremacia da raça branca. Me parece que hoje, há essa manipulação do espiritual por uma supremacia econômica, isso acontece dentro da igreja

PAULO E BARNABÉ. Brigam por causa do João Marcos e a viagem missionária. “ouve entre eles não pequena desavença” – eufemismo... quebraram o maior pau! Paulo viaja e Barnabé volta pra casa com João Marcos.

Paulo movido pela tarefa e missão e Barnabé pela pessoa.
O mesmo acontece com a gente hoje! Se tivéssemos um colégio apostólico só de Barnabés, o evangelho não teria chegado até nós. E se tivéssemos só Paulos, o evangelho teria maltratado todo mundo no meio do caminho. Furou com ele, ele degola!

Paulo era movido pela tarefa, Barnabé pelas pessoas. E a igreja precisa dos dois.
A igreja precisa ser liderada por líderes! Lideradas por Paulos e pastoreadas por Barnabés. Precisamos fazer esse casamento.

PAULO E PEDRO. AI a briga é boa! Paulo confronta o Pedro publicamente, por sua hipocrisia. Acusa Pedro de ensinar “faça o que eu falo e não faça o que eu faço”. PORQUE Pedro sendo judeu vive como gentio, e obriga o gentio a viver como judeu. A briga dos judaizantes. Igreja em Gálatas...quando chega os outros judeus,

Mesma coisa: você tá ali sentado tomando seu chopinho, daí chega o pastor e você diz “não é meu não! Quem pediu?”

Ai o Paulo fala: você é um cara de pau! Qual é a sua. É um confronto de coeerência. Pedro estava se acovardando...

EVÓDIA E SINTIQUE. A bíblia não fala porque as duas brigavam. Mas sendo mulheres qualquer motivo, já...
Mais é interessante que Paulo simplesmente diga que elas viam em harmonia. Elas simplesmente estavam discordando.
Eu penso que na igreja, nós vivemos muitos conflitos de opiniões. Porque quando nós temos uma questão onde a Bíblia é clara, ok, ai quando você discorda do que eu estou falando você não está discordando de mim, está discordando da Bíblia.

Mas na igreja, as grandes discordâncias não são doutrinárias e teológicas, são discordâncias de opções, de opiniões, de gosto...

Quando é questão de opinião, vale a opinião do chefe. É bíblico. Se eu sou o pastor da igreja... se a gente não entrar em acordo é minha opinião.
Em casa, vale o opinião do pai ou do filho? É um principio de autoridade. Quem está no comando?

PAULO – IMINEU E ALEXANDRE. Complica de mais porque esses caras se meteram com pecado. Sacrificaram a consciência pura. Dentro da igreja não dá pra dar margem ao pecado. Quando não existe a disciplina impera a baderna. É o que é nosso País.

Paulo ai entrega o Alexandre pro diabo. Tira a mão da cabeça e entrega pro diabo. É tirar a mão da cabeça. É mais que tirar do rol de membros...

Eu entreguei pra satanás: expectativa que ele tome uma surra tão grande que aprenda.
O que é entregar a pessoa a satanás? É EXPOR A PESSOA AS PLENAS CONSEQUENCIAS DA VIDA QUE ELA ESCOLHEU VIVER.
Vai viver assim, ok? Então assuma o ônus. Experiência espiritual.

TIMOTEO E OS RESISTENTES. 2 TM 2.24-26

Mais que pecado. Cativeiro satânico. Amarrado pra fazer a vontade do diabo. Estão pensando que estão fazendo a vontade deles, mas estão fazendo a vontade do diabo.

JOÃO – DIÓTREFES. Já mandei várias cartas e o Diotrefes rasga todas! Ele ama o primeiro lugar!
“não sigam o que é mau, daí ele fala de Demétrios”.

Na igreja tem gente como Diótrefes e como Demétrios. Discipline o Diotrefes e siga o exemplo do Demétrio... Porém, é muito mais fácil se associar aos Diotrefes.

SUGESTÕES:

1. Considere as dimensões divina e humana da Igreja de Jesus Cristo;
a. E onde tem gente tem imperfeição, atrito e conflito. Igreja que recebe revelação divina e pensa com a própria cabeça. A gente vai conviver com essas duas dimensões. Somos o pó da Terra e temos o fôlego da vida soprado em nós. Mas ainda somos o pó da terra.
2. Considere os diferentes estágios da peregrinação espiritual das pessoas que constituem uma comunidade cristã;
a. Somos filhos de Deus, mas ainda não foi manifesto o que havemos de ser. Tem crente que é tudo quanto é jeito! Gente madura, gente recém convertida, gente com 20 anos de discipulado... cristão antigo. Esses processos precisam ser respeitados. Igreja viva é assim! Sempre gente chegando, a gente não vai ter tapetinho limpo... vai ter gente de todo jeito.
3. Considere o processo de construção de uma experiência comunitária;
a. “a gente aqui fala, mas não vive!”. Não é verdade isso! Algumas coisas: aprendi a não ser tão ingênuo na minha convivência com a igreja de Jesus. Aprendi tenho muitos irmãos que são verdadeiros irmãos, mas que vivem uma falsa vida cristã. Esta foi uma grande lição da minha vida. É possível ser um verdadeiro cristão e viver uma falsa vida cristã. Ser um joio parecidinho com o trigo. Ser crente carnal. É possível.
b. Falo com uma pessoa ela critica, falo com outra completamente diferente, ela elogia. É a mesma igreja? É a experiência de cada um!

igreja é assim!

Seja bem vindo.

É NATAL!


Talvez eu devese ter pensado em outro texto para falar sobre o natal e, talvez eu devesse ter abordado o assunto de outra maneira. Porém, o nascimento de Jesus, na plenitude dos tempos, aponta para sua morte e ressureição. Não dá pra ser diferente. Por isso, vamos lá...

Pensei em JOÃO 17. 1-9 (V.6). Estamos na última semana de Jesus na terra. Jesus REVELA o amor do Pai. Jesus termina o trabalho que Deus dá (obediência).

Algumas coisas ficam claras nas palavras de Jesus: Precisamos da ajuda de Deus o tempo todo e em tudo! Porque na verdade, é tudo sobre ver o enviado de Deus:

Jesus veio fazer visível o Deus invisível;
Jesus foi amigo de pecadores;
Jesus foi enviado ao mundo;

Jesus tinha o amor do Pai;
Jesus tinha o poder do Pai;
Jesus tinha a autoridade do Pai;

E Jesus viu o povo com compaixão. Ele veio servir e não ser servido. Em todo o tempo, Jesus só fez o que fez porque estava ouvindo o Pai. A manjedoura foi só o começo! O prelúdio...

E entre muitas possibilidades, proponho aqui, três prioridades do Reino:

1. Nos mantermos em relacionamento com o Pai;
2. Nos mantermos atentos a revelação do Espírito Santo do que o Pai está fazendo;
3. Não fazermos isso sem a ajuda do céu;

A igreja é a revelação de Deus na Terra. O mundo precisa nos ver, porque se eles não nos virem, não verão a Cristo;

Devemos prover encontros divinos e sobrenaturais. Deus está enviando pessoas em nossa direção. O Pai ama o mundo e nos manda incluir o mundo.

Incluir pessoas é um dom de amor!

Tenha um feliz natal!

No amor dele;

MILTON PAULO

IGREJA: VOCÊ É? - parte 2 de 3



A igreja é o único grupo que funciona por causa dos outros e não de si mesma.

Eu gostaria de compartilhar Palavras. Não “o que acontece”, mas o que deveria acontecer.

O que a igreja deveria oferecer.

1. IDENTIDADE
Vamos dedicar nosso tempo, dinheiro, habilidade, como extensão do que somos. Servimos a partir do que somos.

Precisamos nos descobrir. Discernir nossa capacidade, nosso jeito de ser. Isso precisa ser prazeroso. Eficaz.

Igreja deve nos ajudar na identificação de nossa identidade. Auto-descoberta. O desafio de nos sentirmos a vontade sendo que somos. Aqui deve ser o lugar dessa descoberta

Acolhimento. Quem somos como estamos, sem atestados de referencia e bons antecedentes. A igreja deve abraçar todo mundo. Mudar pra ser acolhido não funciona! Devemos ser acolhidos como somos, depois a mudança vem. O contrário causa resistência. É na vida em comunidade que me vejo.

Desmascaramento. Recebo feed back... Vou me descobrindo na comunidade. As pessoas vão dizendo... “É melhor quando v prega do que quando você canta!”.


BOA PARTE DO NOSSO TRABALHO SERÁ FEITO QUANDO AS PESSOAS SE DESCOBRIREM E SABEREM QUE TEM VALOR.

2. MATURIDADE
Preciso crescer! Muita coisa que eu descuro em mim que não pode continuar como é. E muita coisa que pode ser desenvolvido. A igreja me dá verdades!

Romanos 12. 1,2; João 8.32...

“Você vai ficar sabendo que Deus te ama do jeito que c é. Você vai ser liberto do seu problema de rejeição. Vai melhorar sua auto-imagem”.

Isso significa que a vida em comunidade nem sempre vai ser boa. Porque a verdade dói!

Isso até nos relacionamentos mais afetivos.

Quando digo verdades pra Márcia dói. Nela e em mim! A verdade dói, por mais acolchoada que ela venha. A verdade dói!

Na comunidade, entro nas redes de relacionamentos e me vejo no outro!

Sou chamado a crescer. Tenho experiências! Maturidade só em relacionamentos. Só acontece comunidade. Não acontece com CD, dvd em casa...

3. VOCAÇÃO
A maneira como Deus se expressa através de você!

Qualquer que seja seu horizonte de engajamento, neste universo, você foi junto! O trabalho voluntário é expressão do seu “eu” se não, não funciona!

O que você tem de singular que expressa Deus?

O selo da vocação é a COMUNIDADE! Não é uma coisa que você quer muito. É algo que a comunidade diz que você faz bem feito. E você faz tão bem feito porque você é! Não é só na hora de voluntário.

É onde você ouve a voz do espírito. Atos 13... “Separai-me a Paulo e Barnabé...”

Processo comunitário e não algo pontual.

4. CAPACITAÇÃO
Recebo instrução, participo, me envolvo, me qualifico e me aperfeiçôo.

O cara que vier trabalhar com criança de rua, precisa saber de criança de rua! Servir não é realizar tarefas é cuidar de pessoas! (Domingo passado).

Quando tem noticia de criança no jornal eu leio. Eu assisto noticiário. Preciso entender!

É distribuir marmitex e pegar criança de rua no colo. E me sentar no chão com ela. E o nariz dela ta escorrendo e vou limpar na minha camisa.

Não posso só distribuir alimento.

5. SINERGIA
Diversidade, complementaridade (nossas diferenças deve estimular nossa proximidade), devemos trabalhar juntos, PARA O OUTRO!
Visão e experiência correta, mas não completa. Preciso somar com meu irmão para servir o outro. Vãos cooperar um com outro.

ESTAMOS AQUI CUIDANDO DE GENTE!

6. RECURSOS
Humanos, materiais e financeiros.

Próprios e viabilizados.

7. VALORES
Morais, emocionais e espirituais,

Mais que prestação de contas. É ser transparente. Isso é um compromisso moral. Credibilidade pura! Porta aberta,

Aqui deveríamos experimentar o lava pés. Fazer coisa com alguém e com alguens! Fazer coisas em “dois”. Jesus mandou os discípulos dois a dois. Na comunidade encontramos isso. Tem muita coisa que é melhor fazer a dois, mesmo não precisando.

Lava pés: pessoas que nos servem quando precisamos. Na faze boa precisamos fazer bons relacionamentos! Lava pés só acontece quando houver companheirismo.

Mentoria, cobertura, acessória, “autoridade” = disciplina bíblica. A comunidade te dá intercessores. Te dá aconselhamento. Te dá mentoria, caminhada...

Acabei!

MILTON PAULO

IGREJA: VOCÊ É? - PARTE 1 DE 3


Efésios 4. 1 – 16

A IGREJA É VOCE QUEM FAZ!

Eu quero muito falar com vocês hoje à noite sobre Ministério na Igreja e, acho que seria legal definirmos que há duas possibilidades de “estarmos igreja”...

ECLÉSIA DIÁSPORA
Igreja congregada Igreja espalhada
Comunidade cristã intra-muros Comunidade cristã fora dos portões
Cidade edificada sobre o monte Sal da terra

A igreja do Senhor vive esta constância. E Ministério na eclésia é serviço interno na igreja.

Ministério em sentido geral é diaconia, qualquer tipo de serviço. Por exemplo: arrumar as cadeiras. Limpar o chão. Pode ser que você faça isso só uma vez!

Ministério é a tradução de diaconia, serviço. (palavra grega). Num sentido mais especifico, na maneira como pretendo usar aqui, possui quatro características mínimas

Serviço organizado e coordenado. Implica grupo sob liderança;
Serviço com critérios definidos. Qualidade, controle, padrão de excelência. Para saber se as coisas estão sendo feitas como devem ser feitas.
Prestado com regularidade. Implica compromisso. Não é coisa que a gente faz quando dá, quando pode...
Satisfazer necessidade especifica de grupo definido. Senso de missão. Sabemos para o que este grupo existe. Para onde ele canaliza seus esforços, seus recursos, sua agenda, etc...

1. Organizado e Coordenado. Quando o sujeito vem dar uma força no louvor da igreja, ele não tem um ministério. Quando dá, ele ajuda... Não está sujeito a uma liderança. Não tem critérios. Não tem padrão... Não faz com regularidade. Não reúne pra discutir o serviço... Ele só ajuda!

Agora, você acha que eu seria muito cruel se chegasse para qualquer um dos meninos que participam das equipes de louvor ou para o ministério de educação infantil e perguntasse para ele: Porque faz as coisas dessa maneira? Por que você escolhe o repertório dessa maneira? Como seu grupo está organizado? Que dias vocês ensaiam? Quem faz parte do seu grupo de ministério? Quem te orienta? Para quem você presta conta? Você sabe quais os critérios mínimos de excelência e qualidade do seu ministério? Quem te dá treinamento, instrução, capacitação? Você sabe o que se espera de você? E quem espera de você? Você pode me dizer sua escala? Com que freqüência você participa? Quais são os públicos que você atende? Quais as necessidades dessas pessoas? Isso é exigir muito de quem coopera? Por isso quando falamos eu participo do ministério X, estamos dizendo: Participo de um grupo organizado, coordenado, que eu sei para quem eu presto conta e de quem eu recebo subsidio e orientação para o serviço. Eu sei o que esperam de mim. Eu sei o padrão de qualidade que serei cobrado. Eu sei que tenho um compromisso de agenda - isso quer dizer que a minha escala pode cair no final do campeonato brasileiro e eu estarei aqui, ou alguém estará no meu lugar por que eu providenciei para que estivesse. Sei exatamente quem são as pessoas que sirvo e o que eu preciso fazer para suprir as necessidades dessas pessoas. Ai estamos falando de um ministério na igreja local.

Por isso esqueça esse negocio de dar uma força! Esse negócio, a luz da Bíblia não existe e nunca deveria ter existido. E aqui eu quero sepultar esse conceito de “dar uma força” de uma vez por todas. Aqui ninguém precisa de força pra nada. A gente precisa de gente envolvida no Ministério. E, Ministério é isso ai pelo menos!

2. Critérios definidos. Os santos aperfeiçoados fazem a obra do ministério. Corpo edificado: maturidade. Razão de ser de todo ministério é edificação do corpo de Cristo. Isso significa que não estamos falando de tarefas. Estamos falando de edificação de pessoas.

Não distribuo folheto na porta da igreja. Eu edifico pessoas distribuindo folhetos na porta da igreja. Eu não sou voluntário na limpeza do nosso local de culto. Eu edifico pessoas limpando o salão. Eu não sou voluntário na recepção dos visitantes, na porta da igreja. Eu edifico pessoas recebendo as pessoas na porta da igreja. Eu não frito coxinha na cantina da igreja. Eu edifico pessoas fritando coxinhas...

Precisamos Entender o que se esta fazendo! A senhora frita coxinha? Isso é bar ou igreja? A resposta deveria ser a seguinte: “Na nossa igreja temos uma visão de relacionamento. É muito importante que as pessoas não se apressem pra ir embora depois que o culto termine. Mas fiquem aqui em rodinhas para conversar sobre questões pessoais, para descobrir coisas uns dos outros. E orarem uns pelos outros. Se elas ficarem aqui, muitas coisas vão descobrir e muito serviço vão prestar, então meu ministério é criar um ambiente favorável para eles não irem embora. Assim quanto melhor a coxinha daqui, mais tempo eles ficarão aqui e, não vão precisar ir pro Habibis. Por isso eu não frito coxinha. Eu crio ambientes propícios onde as pessoas são edificadas”. Deu pra entender?

Aqui a gente precisa de gente que saiba cuidar de gente. Então não estamos fazendo tarefas! Fazer tarefas é o meio! Nós estamos edificando pessoas!

Duro é que... Fazer tarefas é um objeto em potencial para destruir pessoas! Serve muito na igreja quem abençoa pessoas. Fazer tarefas machucando pessoas não é servir. É cumprir tarefas. Mas aqui estamos preocupados em edificar pessoas. Por isso que não dá pra ter crente carnal no ministério. “O irmão ta meio afastado na igreja, vamos dar um cargo pra ele...”!

3. Satisfazendo necessidades específicas. Efésios 4. 11. Vai ajudar muito a gente entender o ambiente do serviço. Fazer uma distinção entre comunidade e instituição e relação de serviço e “cliente”.

Comunidade de Cristo è toda igreja, igreja universal do Senhor. Formada por igrejas locais, pessoas. Instituição religiosa é a estrutura que a igreja local se reúne. A comunidade cristã não tem funcionário. A instituição pode ter. A comunidade cristã não tem telefone, não tem secretária. Quem tem é a instituição religiosa.

Uma coisa é fazer parte da sua comunidade e outra é você participar da estrutura da sua igreja. Entender a diferença a estrutura da igreja X comunidade cristã. servir no ambiente da comunidade e dentro da estrutura.

Comunidade X Cliente: Quando eu faço um casamento de um casal que eu nunca vi na vida. É cliente ou comunidade? O casal chega e me procura para “comprar” um serviço religioso e pagar por este serviço. Comunidade é uma coisa. Fazer parte da comunidade é uma coisa. Ser usuário é outra coisa. Tem usuário de igreja. Celebrar o casamento do Lipe, do Beto, Cassio... Muito diferente, não é?

Para mim, algo que ajudou muito e, foi esclarecedor (se não libertador!): fazer a distinção entre a comunidade e a instituição; e a relação de serviço dentro da comunidade e da instituição.

Por exemplo: O casamento do casal que nunca vi mais gordo? Facinho! Quer casar? R$1500,00. Não estou tratando com alguém comprometido com a Vinha Mogi. Alguém envolvido, que ora, participa, contribui financeiramente. Se preocupa.
To falando com alguém acessando o balcão de serviço religioso. Vem, contrata o serviço e nunca mais volta!l

E olha, eu demorei bem uns 40 anos pra entender isso!

E sabe por que a Vineyard aqui em Mogi se organizou numa instituição que presta serviços? Porque foi o jeito mais inteligente que a gente arrumou de servir o povo! O nosso povo como comunidade e os outros!

Bem organizada
Administrada
Estruturada
Financiada...

Para ela mesma... e para quem precisar. A igreja não existe pra si mesma, existe pra servir. Quanto mais serviço... Louvado seja Deus!

Sabe, se um dia fecharem a porta da instituição a gente vai pro porão. A comunidade jamais acaba. Eles podem inviabilizar a instituição. A comunidade jamais!

Precisamos entender o que é o organismo e o que é a organização.
E precisamos aprender a servir, dentro da organização e dentro do organismo.

Quanto mais nossa fidelidade no pouco, mais o Senhor vai nos mandar!

4. Prestado com regularidade. Compromisso. As coisas no reino de Deus não acontecem quando eu quero que aconteça. Acontecem quando precisam acontecer. Não são balizadas em meu estado de espírito e humor! Mas no compromisso assumido com o Senhor e as pessoas. Igual ao Tropa de Elite: “missão dada é missão cumprida”! E isso dá trabalho. Muito trabalho...

Com isso em mente, eu quero muito encorajar você:

Se este é o lugar que você chama de seu, “de minha igreja”. Envolva-se! A gente não precisa aqui de gente “dando força”, a gente precisa de gente envolvida no ministério. Gente trabalhando com gente pra que pessoas sejam edificadas!

Crianças,
Grupos pequenos,
Treinamento,
Administração,
Limpeza, manutenção,
Ministração, intercessão,

MILTON PAULO
pastor na vineyard café

KÁREN


Na minha sexta série conheci uma Karen. Linda! Irmã do Willian, que pela irmã linda que tinha e um quadro do Jô Soares no “Planeta dos homens”, sempre ouvia: “Vai pra casa Padilha!”.

Porém, esta é a história de uma outra Karen, vivida por um outro pastor... O pastor Ken Blue. Ele conta que Karen era uma jovem mãe solteira que freqüentou sua igreja por pouco tempo, e acabou se tornando uma ilustração impressionante de como algumas pessoas são preparadas para se submeter a pessoas autoritárias. Em suas palavras:

“Karen nos procurou com um monte de necessidades emocionais e financeiras. Nós a atendemos colocando-a em um grupo caseiro que lhe deu bastante apoio, pagamos a maior parte das suas dívidas mais urgentes e consertamos seu carro. Embora ela se mostrasse agradecida, ficou evidente que gentileza era algo estranho para ela; nosso amor e aceitação a deixavam meio constrangida. Minha pregação, que geralmente enfatiza o fato de Cristo nos aceitar pela graça, também era um problema para Karen. Ela disse ao líder do seu grupo de estudos nos lares que meus sermões eram “desequilibrados” e não representavam o “pleno conselho de Deus”.

No domingo seguinte, após o culto, ela me parou à porta e, tremendo de raiva, exigiu que eu lhe dissesse por que eu “tratava o pecado com tanta brandura”. Ela queria saber quando eu iria finalmente pregar sobre “santidade, compromisso e morte para o eu”. Eu respondi com alguma coisa como: “Bem, eu acho que não dá para dizer tudo em um sermão...” Diante disso, ela se virou e saiu, não voltou mais.
Na época em que isso aconteceu, ela estava recebendo aconselhamento de um amigo meu. Após pedir (e receber) sua permissão, para me informar sobre o passado dela, ele me contou sua história.

Karen cresceu no que nós chamaríamos de um lar disfuncional e abusivo. Seu pai era um alcoólatra e sua mãe uma perfeccionista tirânica. A mãe de Karen fazia-lhe exigências que não eram cabíveis e então a castigava por não tê-las satisfeito. Ela queria que Karen tivesse “valores religiosos”, por isso mandou-a para uma igreja da localidade que era famosa por seu ensino moralista. Foi nessa igreja que Karen aprendeu alguma coisa que a predispôs ao abuso espiritual no futuro. Seu pastor e seus professores de escola dominical a convenceram de que se ela se esforçasse o máximo para cultivar as “virtudes cristãs”, Deus a abençoaria. Karen, desesperada pela aceitação de Deus e pela aprovação da igreja, realmente passou a dar tudo de si. Seu desempenho era particularmente excepcional na escola dominical e, na lista de sua classe, seu nome ostentava muitas estrelas.

Apesar de seus esforços honestos e escrupulosos, a vida de Karen não melhorou; pelo contrário, só piorava. O alcoolismo de seu pai foi se tornando ainda mais intolerável e a dureza de sua mãe se deteriorou em crueldade sádica. Era óbvio que o desempenho religioso de Karen não produzira a benção prometida. Ao invés de concluir que havia algo errado com a fórmula “OBRAS =BENÇÃOS”, ou que seus líderes religiosos estavam errados, Karen concluiu que o erro era dela – ela ainda não tinha feito o suficiente. Ao invés de desistir, ela fez um voto de fazer ainda mais e tentar com mais empenho ainda. De algum modo, ela se agarrou à falsa esperança de que se ela fosse boa o suficiente, Deus um dia iria sorrir para ela.

Se lhe tivessem ensinado o evangelho da graça gratuita de Deus e que ela era aceita por Deus simplesmente porque Jesus a tornara aceitável, Karen poderia ter sido poupada de um bocado de dor e teria conseguido escapar das garras do abuso espiritual, mais tarde.

Depois de uma breve estada conosco, Karen começou a freqüentar uma igreja de nossa área que era conhecida pelo seu legalismo e estilo autoritário de liderança. A essa altura, Karen se sentia forte o suficiente para tentar mais uma vez viver a vida santa que, segundo ela pensava, finalmente faria com que ela estivesse bem diante de Deus. A lista de “faça isso, não faça aquilo” da igreja e a tendência desta para controlar sua vida deram a ela um caminho a seguir”.


Infelizmente esta história é real . E talvez você também conheça “uma meia dúzia” de Karen a sua volta...

MILTON PAULO

CONSTRUIR COMUNIDADES



MATEUS 5.14

Quais são os desafios que a igreja convive? Alistei pelo menos dez:

1. A tirania do mercado;
2. A ilusão do marketing;
3. A falência das instituições;
4. A matriz do neoliberalismo (individualismo);
5. As crises: ideológica, social, econômica e de fé;
6. O relativismo moral;
7. O institucionalismo religioso;
8. O desenvolvimento cientifico e tecnológico;
9. A proliferação do espiritualismo, e
10. O vazio de significado.

A relevância da igreja neste mundo implica necessariamente a construção de comunidades. Isto não é tão obvio, pois a igreja vive entre três paradigmas funcionais – e dos três, o COMUNITÁRIO é o menos favorecido e mais negligenciado!

1. PARADIGMA CARISMÁTICO

A ênfase na manipulação dos poderes espirituais visando a solução de problemas e o acesso ao conforto.

O movimento da batalha espiritual, que inclui a quebra de maldições, oração de renúncia, descarrego e outras barbaridades.

Ajuntamentos onde há fogo santo no altar e unção sobre a massa, a ênfase nos fenômenos e seus modismos cíclicos, tipo disco ao contrário, alinhamento de planetas, dente de ouro, unção d riso, unção do emagrecimento, cair no espírito, visões celestiais, correntes, vigílias, fogueira santa e os votos...

Expressões ritualistas que evidenciam que poucos estão dispostos à peregrinação do discipulado, preferindo intervenções instantâneas do mundo espiritual, resolvendo questões como num passe de mágica, numa só oração, numa noite apenas, sob a benção do guru de plantão e a ministração de um espírito qualquer, supostamente o Espírito Santo.

2. PARADIGMA COPORPORATIVO

A ênfase está na utilização de ferramentas e recursos da administração moderna. A promoção do planejamento estratégico. Publico alvo, visão, valores, estratégias.... Programas com projetos e atividades.

Lideranças cada vez menos espirituais e mais moldadas nos parâmetros empresariais.

Obs: não sou contra o uso de ferramentas, porém...

3. PARADIGMA COMUNITÁRIO

O fato é que apenas na dimensão comunitária a Igreja pode fazer frente aos desafios contemporâneos.

É na vida de comunhão e na trilha dos relacionamentos de intimidade que vencemos a tirania do mercado e construímos uma realidade transcendente a ilusão do marketing religioso. Onde o evangelho não é tratado como produto, mas como poder de Deus para abençoar pessoas.

É na vida em comunhão que superamos a falência das instituições; quer pelos vínculos afetivos que vão se formando, quer pela ação solidária que oferece ao povo uma alternativa de serviço e apoio em detrimento de um Estado falido e corrompido.

É na vida de comunhão que somos constantemente desafiados a sair de nossa zona de conforto individual e nos colocar a caminho do encontro.

E na vida em comunhão que o Reino de Deus ganha densidade, e agenda de justiça e fraternidade pode ser concretizada como profecia contra todas as propostas de saúde social.

É na vida de comunidade que se constrói a rede de serviço por meio da qual os pobres são supridos em suas faltas, e os ricos encontram caminho de doações que
Resultam em benefícios reais aos destinatários da oferta;

É na vida de comunhão que a fé é alimentada, quer pelo constante encorajamento mutuo, quer pela possibilidade de suporte ao fraco, consolo ao desanimado, respostas aos questionamentos, oportunidades aos que caíram;

É na vida de comunhão que encontramos alternativas de preservação da ética além do comportamentalismo legalista e barato;

É na vida de comunhão que desmascaramos o institucionalismo religioso; fazendo as pessoas serem valorizadas acima da agenda, dos programas e dos projetos.

É na vida em comunhão que fazemos frente ao espiritualismo esotérico e ao misticismo desencarnado, fazendo pontes entre céus e terra, uma vez que o contato com Deus há de ser antes e depois de tudo , um contato com o próximo e o irmão.

Imagino a Vineyard Café, não como uma alternativa para sociedade, mas como a sociedade alternativa.

MILTON PAULO
vineyard café

CELEBRAÇÃO - MAIS QUE UM RITUAL!

Essa canção da Broke Frase expressa o que tentei compartilhar no último domingo na Vineyard Café...



A celebração se tornou uma coisa extramente difícil de fazer.

Muitas pessoas consideram o culto um ritual protetor. Explico: seis dias da semana faço o que bem entendo da minha vida e, no sétimo dia, separo uma parte do tempo para ir a igreja, purgar os meus pecados e re-carregar a bateria para mais uma semana de vida.

Culto não é isso. Aliás aqui a gente não usa a palavra “culto”, porque ela remete a uma idéia de sacrifício: “vim aqui oferecer meu culto, meu sacrifício vivo”.

Porém, servir a Deus não é um sacrifício no sentido “pô, mais que saco!”. Mas, no sentido que Paulo dá, é um ato continuo de vida na presença de Deus, “...um sacrifício vivo”, o sentido de estar continuamente na presença de Alguém. Vivendo um compromisso.

Por isso aqui, o que os outros chamam de “culto”, nós chamamos de Celebração. Tempo que nos reunimos, de forma consciente para celebrarmos.

CELEBRARMOS O QUE?

Celebrarmos a vida.

Vivemos em uma sociedade tão prática que mesmo nossos momentos mais íntimos se tornaram sujeitos a pergunta “qual é o propósito disso?”.

Me parece que o convite cristão a celebrar, aceitar a vida como a única vida que você tem, vivê-la e aceita-la como algo bom, tornou-se o desafio mais difícil que enfrentamos hoje.

• Descobrindo diante do mistério de Deus que há apenas uma vida pra ser vivida;
• Descobrindo que viver é descobrir que tudo da vida é bom;
• Descobrindo que quando isso faz sentido, morremos para a ilusão que a vida é diferente disso;
• Descobrindo que o segredo de toda vida é a morte: morrer é viver;

Isso significa que celebrar a vida é voltarmos às costas ao fatalismo e desespero e reconhecermos que temos apenas uma vida, para vivermos continuamente na presença de Deus.

COMO ESSA CELEBRAÇÃO SE TORNA UMA POSSIBILIDADE NA VIDA HUMANA?

Nossas vidas vibram entre duas trevas: saímos de modo hesitante das trevas do nascimento e vagarosamente desaparecemos nas trevas da morte.

Nos movemos de poeira em poeira;
De desconhecido em desconhecido;
De mistério em mistério;

Estamos cercados pela realidade do invisível, que enche cada parte da nossa vida de terror, mas ao mesmo tempo controla o secreto mistério de estarmos vivos.
Nessa condição ambígua a CELEBRAÇÃO parece ser a proposta menos apropriada!

COMO CELEBRAR A VIDA QUANDO NÃO COMPREENDEMOS SEUS LIMITES EXTREMOS NEM O SENTIDO COMPLETO DAQUILO QUE ACONTECE ENTRE ELES?

Quando falamos em celebração, a tendência imediatamente pensarmos em festividades alegres e prazerosas quando podemos esquecer por um momento as dificuldades da vida e mergulhar em uma atmosfera de musica, dança, bebidas, risos e muita conversa sem importância!

Mas celebração no sentido cristão tem muito pouco a ver com tudo isso.

CELEBRAÇÃO somente é possível pelo profundo entendimento que a vida e a morte jamais estão completamente separadas...

CELEBRAÇÃO só pode acontecer onde o medo e o amor, a alegria e a tristeza, as lágrimas e os sorrisos puderem existir juntos.

CELEBRAÇÃO é a aceitação da vida de uma forma consciente sempre crescente sobre sua preciosidade. E a vida é preciosa não somente porque pode ser vista, tocada e provada, mas também porque acabará um dia.

Aqueles que são capazes de celebrar a vida podem evitar a tentação de buscar a perfeita alegria. A vida não está embrulhada em papel celofane e protegida contra todas as infecções.

CELEBRAÇÃO não é escape das realidades, mas a completa aceitação da vida em sua total complexidade. Passado, presente e futuro.

Ou melhor, AFIRMAÇÃO, LEMBRANÇA E EXPECTATIVA

1. AFIRMAÇÃO

CELEBRAÇÃO, é em primeiro lugar, a completa afirmação de nossa condição presente.

Dizendo com toda convicção: "ESTAMOS, ESTAMOS AQUI, ESTAMOS AGORA”. Só podemos celebrar quando estamos presentes no presente.

Agora, se alguma coisa pra mim está muito claro, é que temos perdido em grande parte a capacidade de viver no presente.

Muitas das chamadas CELEBRAÇÕES não são nada mais do que momentos dolorosos entre as preparações aborrecidas e cansativas conversas posteriores. (...isso não só neste tempo de igreja reunida, mas no aniversário do filho, na festa de natal, nos preparativos do casamento... Nos desgastamos tanto com o antes e o depois que não desfrutamos o durante)

Somente podemos celebrar se algo presente que mereça ser celebrado. Não podemos celebrar o natal se não há nada novo aqui e agora, não podemos celebrar a Páscoa quando nenhuma vida nova se torna visível, não podemos celebrar o Senhor, se não cremos que ele está aqui de fato.

CELEBRAÇÃO é o reconhecimento que algo existe e precisa tornar-se visível.

Nesse contexto faz todo o sentido as nossas reuniões de PG e oração nas noites de quintas. Porque é mais do que se preocupar juntos: é tornarem-se presentes uns com os outros de um modo verdadeiro.

É possível compartilhar idéias, porque elas realmente são suas, repartir sentimentos, porque eles existem realmente; falar sobre preocupações porque elas nos machucam e sentimos a dor em nossa própria alma.

2. LEMBRANÇA

As pessoas não podem realmente celebrar suas vidas no presente quando não estão relacionadas com o passado de modo significativo.

O presente não pode ser experimentado como presente se o passado não puder ser lembrado como passado.

Agora, o passado pode se tornar uma prisão na qual você sente como se estivesse aprisionado para sempre. Ou ainda, pode ser uma constante razão para parabenizar a você mesmo! Explico:

Seu passado pode fazer você ficar profundamente envergonhado ou dominado pela culpa, mas também pode ser a causa de orgulho e auto-contentamento.

Algumas pessoas dirão com remorso: “se eu pudesse viver minha de novo, faria tudo diferente!”; ou então, “você me acha velho? Olhe todos estes troféus que eu conquistei na minha juventude”.

A memória é uma das maiores fontes de felicidade e sofrimento humanos!

Se quisermos CELEBRAR nossas vidas no presente, não podemos nos desligar de nosso passado, ao invés disso, precisamos aprender a olhar para nossa história como uma seqüência de eventos que nos trouxe até onde estamos no presente e que nos ajuda a compreender o que significa estar aqui naquele momento neste mundo.

Aqueles que celebram a vida não farão com que o passado se torne uma prisão ou fonte de orgulho, mas irão enfrentar os fatos da história e aceita-los completamente como elementos que nos permitem reivindicar as experiências como NOSSAS.

3. EXPECTATIVA

Além de afirmar a vida e recorda-la, a celebração está cheia de expectativas para o futuro.

Se o passado tivesse a última palavra, nos aprisionaria cada vez mais a media que envelhecemos;

Se o presente fosse o momento final de nossa satisfação, nos agarraríamos a ele com uma avidez hedonista, tentando tirar a ultima gota de vida dele.

Mas o presente tem promessas e se estende aos horizontes da vida, e isto torna possível para nós abraçar nosso futuro assim como nosso passado em um momento de celebração.

Quando aprendemos a celebrar dessa maneira, repentinamente percebemos o que significa dar a vida pelos outros. O mundo se torna maior, nossas idéias mais abertas, nossas perspectivas mais profundas.

O presente contem promessas pra o futuro.

Assim, a CELEBRAÇÃO significa afirmação do presente, que se torna completamente possível somente por relembrarmos o passado e esperar mais do que virá no futuro.

Celebração é o que acontece AQUI E AGORA, com gratidão pelo ALI E AQUEM, com os olhos fixos no LÁ E ALÉM.

A vida é celebrada!

Aqui é somente uma parte disso. Mas a maior parte de nossa vida, vamos celebrar onde a liturgia não acontece.

Talvez, tenhamos de nos tornar mais sensíveis ao povo e aos lugares onde ninguém fala de forma teológica, mas onde a vida é totalmente confirmada no sentido mais profundo da COMUNHÃO.

Isto significa ter um modo de vida que permita realmente celebrarmos a vida

milton paulo
pastor na vineyard café

ONDE ESTÁ O AMOR?


Conheço o Ari há mais de dez anos!

Ao longo dessa caminhada, alguns momentos memoráveis, como o dia que conversamos sobre minha saída da denominação batista e o início da Vineyard Café em Mogi:

“Você tem certeza?” – ele disparou a queima roupa entre uma colherada de sopa e outra na SAM-IBAB. Um calafrio subiu pela minha coluna: “O que ele sabe que eu ainda não descobri?” - pensei. No final da conversa não era nada de mais, ele apenas não queria que eu fizesse nada na dúvida: “A Bíblia ensina que a dúvida não é do Senhor”. Parece que ouço ainda hoje a gargalhada no final da conversa com o meu susto.

Numa outra ocasião, estava me sentindo completamente só no ministério. Parecia que todos os meus amigos haviam me abandonado. “Ari, você já se sentiu assim? O que você faz nessas horas?”. Confesso que eu esperava uma formula mágica pra dor passar... “Eu entro no meu quarto, dobro os meus joelhos e choro em oração...” foi a resposta.

Bom, o Ari é um desses amigos que descaradamente exagero nos elogios. Ele é quem tem me ensinado a amar o Senhor na prática. Amar o Senhor para além da teoria.

“Mas como isso vai funcionar na vida?” – pergunto de vez em quando. “É simples: você vai tentando e, pedindo sempre forças para o Senhor, porque sozinho a gente não consegue mesmo!”.

Ontem ele esteve conosco mais uma vez na Vineyard Café. Ele, o Tiago e o Luiz Mattos. No finalzinho da tarde conversamos ao redor da mesa sobre teologia, amigos em comum, igreja, futebol...

Depois, somado a boa musica de Daya e Juliana Garcia, ele conversou com todo o pessoal reunido na Café por uma hora e meia sobre “ONDE ESTÁ O AMOR?”.

Infelizmente, por problemas técnicos, não conseguimos gravar a preleção. Mas não se preocupe! Ela faz parte do seminário “AMOR O CONTEÚDO UNIVERSAL”, com quase seis horas de duração e pode ser adquirido na www.ariovaldoramos.com.br .

A todos que estiveram conosco, nosso muito obrigado!

Arizão, falta palavras para expressar nossa gratidão e amor por você. Volta logo!

Tiago e Luiz: nossa igreja também é a casa de vocês! Sejam sempre bem vindos.

No amor do Pai;

milton paulo
pastor na vineyard café

INVISÍVEIS


TEXTO: MARCOS 5:1-20

O retrato de um homem desvalorizado:

NOME: desconhecido;
IDADE: Não interessa;
NACIONALIDADE: Judeu; NATURAL: Gadara (Região de Decápolis, sudoeste do mar da Galiléia, terra conhecida como “fim do mundo” para o mundo da época;
APARÊNCIA: brutal, animalesca;
ENDEREÇO: um cemitério;
FAMÍLIA: abandonada;
HOBBIE: Despedaçar correntes de ferro.

Quanto você daria por uma pessoa assim? Quanto vale uma pessoa assim? Quanto você vale? Muitas vezes nos sentimos pouco valorosos. Para dizer a verdade, quase não sentimos valor em nossa vida. Nos sentimos mais um na fila, mais um número, mais um desempregado, mais um aposentado, mais um marido, mais um... Quero dizer hoje que a visão que Deus tem de sua vida não é essa: para Deus você é importante e valoroso.

A maioria dos traumas, dilemas e amargura de nossa vida tem a ver com o tipo de valorização que temos sobre nosso próprio aspecto. Ficamos tão diminuídos, tão atrasados. Vejamos o que uma pessoa como essa citada acima valia para Deus.

1. O VALOR EXISTENCIAL – Vs. 09

A única pergunta que Jesus fez aquele homem foi: “Qual é o teu nome?” No caso do homem citado, ele havia perdido até mesmo a sua identidade, uma legião de demônios respondeu em seu lugar. Perguntar o nome de alguém hoje ainda é importante, mas naquela época muito mais. Um nome dizia respeito ao valor de alguém, sua dignidade, seu potencial.
Jesus quer resgatar o valor existencial daquela pessoa. Jesus parou ali, deu atenção àquele homem por este motivo.

2. O VALOR SOCIAL – Vs. 15

Jesus não quer dar ao homem apenas o valor de ser gente, mas também de ser cidadão, ser indivíduo, poder conviver em grupo, bem, equilibrado, sóbrio, respeitado, feliz.

3. O VALOR ESPIRITUAL – Vs. 19, 20

Jesus quer manifestar a misericórdia, a graça o amor. Aquele homem poderia voltar para casa agora contando o que o Senhor havia feito em sua vida. No passado o diabo havia feito muitas coisas, mas agora era Deus quem fazia, era Deus quem operava, era Deus quem manifestava a graça maravilhosa em sua vida.

Como você tem se sentido? Desvalorizado ? Um lixo ? Um caco humano. Você tem valor como gente, como cidadão, como filho de Deus. Aquele homem a princípio fugiu, mas de repente Deus agiu em sua vida e ele foi transformado pelo poder de Deus.

É isso.

milton paulo

pastor na vineyard café

VINGANÇA 4 DE 4


Mas eu vou perdoar e fica por isso mesmo... Se eu perdoar fica por isso mesmo, e esse cara assim? Não, não pode! Não tem jeito! Porque o que ele fez comigo, o que ela fez comigo! E vai ficar por isso mesmo?

Essa é uma frase que eu escuto repetidas vezes quando o assunto é perdão:
“Mas pastor vai ficar por isso mesmo?”

Eu quero lhe dizer uma coisa, sabe o que: NÃO VAI FICAR POR ISSO MESMO! NÃO VAI.

Presta atenção: Não vai ficar por isso mesmo. II Tessalonicenses 1.5,6. Esse texto deveria nos fazer tremer! Principalmente se levarmos em conta o perdão como uma atitude de obediência.

Olhe: Deus fará o que é justo. Ele trará sofrimento àqueles que fazem vocês sofrerem. Não vai ficar por isso mesmo. Não fica. Porque o perdão que eu entendo não é eu e você; e eu pegar a divida que você tem para comigo e rasgar. Não, não acho que é assim.

Sabe como é que eu acho que é o perdão?

Perdão é, eu pegar a notinha da dívida que você tem para comigo e eu entregar par Deus. Senhor: Eu não cobro mais. Para mim esta nota não existe mais. Ela está na tua mão.

E ai alguém vem e diz: Vai ficar por isso mesmo? Eu digo: Não. Porque vai chegar um dia que Deus vai abrir o livrinho e vai valar: vem aqui. Tem umas notinhas aqui que me foram entregues.

Está na mão de Deus. É com Deus. Alguém pode me dizer assim: “Mas o cara apronta, ele vai lá pede perdão, e para você tudo bem?”.

É, acho que sim, porque se ele esta arrependido, esta realmente arrependido, pediu perdão, eu perdôo.

E se o cara não esta arrependido?
Ele ta pego! Deus vai atrás dele.
Ele consegue engambelar o pastor no gabinete, mas o justo juiz ele não consegue.
Eu não cobro mais, porque diante de mim ele chorou e disse que estava arrependido, e pediu o meu perdão. Eu concedi. Agora, se foram lágrimas de crocodilo a notinha ta na mão do Senhor, e o Senhor que é o justo juiz vai fazer o que é justo.

Não vai, não fica por isso mesmo. Agora, quando a notinha na mão do Senhor.
O camarada aqui em baixo, o homem, a mulher...

Deus olha lágrimas que não são de crocodilo porque o Senhor vê por dentro, por fora, por cima, por baixo. Deus vê tudo. Ele vê fala: Isso ai não são lágrimas de crocodilo não, isso ai é arrependimento. Isso é confissão. Isso ai transformou, mudou. Rasga a nota. Rasga, mudou.

Ai, lá no último dia eu digo assim: Senhor e aquelas notinhas que eu te dei?

Ai Ele vai dizer assim: Não tem nota nenhuma aqui não. Rasguei todas. Porque você não tinha condições de vê-la chorando, mas eu vi. Veio para minha mão e eu tratei. Agora, enquanto ficou na sua mão, prepotente, mesquinha, vingativa, você tentou maquinar transformação daquele que lhe feriu, mas quando você entregou pra minha mão eu entrei na parada e fui lá em baixo mexer na consciência, no coração, na vontade.

Então, se você quer revanche, se você quer vingança: Não perdoe.
Mas se você quer experimentar a graça de ter um mundo amplo, uma consciência limpa, um coração leve.

Perdoe, perdoe!

CREIO NOS INSTANTANEOS DE DEUS. ARRANCAR MÁGOAS E CULPAS COM AS MÃOS.
CREIO TAMBÉM, QUE ALGUMAS COISAS LEVAM TEMPO... PROCESSO DE LIMPAR O CORAÇÃO. INICIO DE UM TEMPO DE COLOCAR A CASA, AS COISAS EM ORDEM.

PEDIR PERDÃO A QUEM EU DEVO PEDIR PERDÃO, PERDOAR A QUEM EU DEVO PERDOAR...

VINGANÇA - PARTE 3 DE 4


Se sabemos que o perdão é uma escolha melhor que a vingança, por que para nós é tão difícil perdoar?

Algumas razões:

1. COVARDIA
Você precisa de “um problema que justifique”. Você precisa pôr a culpa em alguém. Alguém, ou algo precisa ser culpado pela sua atitude, pelo seu comportamento. Se você perdoa, você mata seu bode expiatório.

Ai você perdoando você mata o seu bode expiatório, e tem que assumir. Tem que assumir a sua vida o seu comportamento, a sua responsabilidade.

Se você não quer assumir a responsabilidade pela sua vida, saia por ai vingando-se. Não se meta a confrontar e perdoar ninguém não. Porque ai o problema continua, e você pode arrumar desculpas para o seu comportamento!

2. MASOQUISMO
Se você gosta de sofrer não perdoe! Porque a mágoa e o ressentimento são uma faca espetada em você. E que dói quando você ri! Porque o cara que espetou a faca em você... Ele está numa boa.

A faca chamada MÁGOA E RESSENTIMENTO, ela está no teu coração. Ela fere você, quando você à noite se meche muito... É dentro de você que ela fere, que ela machuca. Então, se você gosta de sofrer deixa essa faca ai. Não perdoe! Mantenha! Vingue-se!

Harold Kushiner escreveu um livro extraordinário chamado “o quanto é preciso ser bom”, e conta a história das crianças que quebram o pau, dali a dois minutos estão brincando de novo. Se unham, se pegam, dali a cinco minutos... (Por isso grande tolice é pai se metendo em briga de filho, porque depois de dois minutos os filhos já estão brincando de novo, daí pai com pai já não se falam nunca mais. Então deixa que as crianças elas têm as suas regras, elas sabem como tratar da coisa.).

E o Kushiner diz o seguinte: Por que é que as crianças brigam e dali a cinco minutos estão de bem de novo? É PORQUE ELAS PREFEREM SER FELIZES A TER RAZÃO.
Nós não. Nós preferimos ter razão do que ser feliz. E enquanto o outro não concordar comigo eu amarro a cara, enquanto o outro não me pedir perdão eu amarro a cara, porque eu tenho razão!
E enquanto a minha razão não for reconhecida, eu vou manter esse clima aqui dentro da igreja. Porque eu prefiro ter razão do que ser feliz. Por isso é que eu não perdôo.

3. EGOCENTRISMO
Não perdoe. Vingue-se, e vá para o seu mundinho. Porque o ressentimento nos afasta das pessoas das quais deveríamos estar perto.

E ai vamos ficando só com a gente mesmo, porque aquele que só consegue viver com gente perfeita vai morrer sozinho. Porque gente imperfeita é só o que a gente consegue encontrar. Agora, se você se ama tanto, não perdoe. Fique com você mesmo.

4. MESQUINHEZ
Sabe o que entendo por mesquinhez? É o sujeito que o mundo dele vai ficando pequeno. Ele vai ficando pequeno.

Brigou com um: é menos um amigo. Brigou com outro casal: é menos uma casa para comer pizza. Ele brigou com outro lá, se desentenderam, é menos um que ele pode ligar, que ele pode ter contato. Ele brigou com um cunhado: é menos um aniversário para ele ir no ano. É menos um na festa de aniversário. É menos um na festa de natal. E a mesa vai esvaziando...

“Tinha um monte de gente na festa do Juninho, mas depois de cinco anos sobraram três só”. Porque brigou com um, brigou com outro, brigou com outro... Foi brigando e não perdoou, não perdoou, não perdoou... E o mundo foi ficando cada vez menor. Cada vez mais reduzido!

Não perdoe não! VINGUE-SE. Deixe o seu mundo ficar encurtando, encurtando, encurtando, encolhendo, encolhendo, encolhendo, até que fique só você. “O GRANDE PERFEITO”.

VINEYARD CAFÉ

VINGANÇA - PARTE 2 DE 4


Uma re-leitura à partir das palavras de Jesus.

Mateus 5.38

Algumas considerações:
A experiência de perdão na presença de Deus, é necessariamente uma experiência de transformação daquele que recebeu o perdão e daquele que concedeu o perdão.

Para que isso aconteça a confrontação é inevitável! Mateus 18. 15: “se seu irmão... vá e...”
Você sabe que errou comigo? Você sabe que aquilo que você falou me feriu? Você sabe que este seu comportamento me magoa? Você sabe que os seus valores ferem o meu caráter? Você sabe que os relacionamentos que você tem me machucam, causam em mim ressentimentos? A maneira como você me trata, como você fala comigo, como você lida com as minhas coisas, você sabe como tudo isso me machuca?

Quero dizer o que é que você me deve e porque é que você me deve. Quanto, quando foi que você contraiu a dívida, quero refrescar a sua memória. Talvez você não saiba que me deve, talvez você tenha esquecido que me deve, talvez você já esteja achando que o meu perdão para você é automático. Não é assim não! Eu quero dizer para você que você ainda me deve. E quero dizer para você o que, quanto, como, quando e como é que este negócio aconteceu e lembrar para você que você ainda me deve.

Até porque, Mateus 18 começa no versículo 15: “se o seu irmão pecar contra você, vá e mostre o erro dele”. “Olhe: estou dizendo para você tem uma notinha aqui diz que é você que está devendo”. Mostre para ele, prestar contas.

Agora o que é que acontece hoje?

Primeiro é que não tem confrontação e prestação de contas.É tudo escamoteado, é tudo nas meias palavras. Falando com um amigo, falando com o pastor, falando com amiga, com a cunhada, com amiga, com a tia, com a mãe, com pai.
É desabafo, é comentário. Mas não é confrontação. Olho no olho, cara a cara. São mensagens cifradas. São frases feitas. É um clima em casa ou na igreja que se compromete.

Você evita o encontro. Fuga as mais diversas. Já evitamos a confrontação. Não queremos passar pelo vale turbulento da confrontação. Porque ruim nesse clima, pior na confrontação. Então vamos evitar a confrontação porque daqui a pouco passa.

E, quando a confrontação acontece, não basta concordar com a ladainha que está sendo buzinada. “Não é isso mesmo... estou muito triste... falei para meus amigos que estava arrependido...” Não é isso! Concordar, ter remorso comunicar; para acabar com a confrontação não é suficiente.

Segundo que não há supervisão.

A gente vai relevando. Mas não vai perdoando. A gente vai empurrando as coisas; abrindo gavetas e jogando notas lá dentro... Assuntos assim, não tratados, eles perdem a razão. E na hora que isso acontece, 15, 20 anos depois, você pode tirar todas as notas da gaveta e colocar sobre a mesa porque o leite já derramou.

Sabe o quero dizer com isso? Já não se trata mais de colocar notas em cima da mesa.
O problema ai passa a ser o clima, o ambiente, o relacionamento. O ambiente já se degenerou, o respeito já foi, a consideração já foi.
Porque é necessário este procedimento? Por duas razões só:

Primeira porque PERDOAR, NÃO SIGNIFICA QUE nossa dignidade foi rifada. Da mesma forma como Deus, Deus não rifou a dignidade dele conosco.

Um Deus que varre notas para debaixo do tapete, deixa de ser um Deus três vezes santo e se torna um Deus conivente. Cúmplice. Um Deus que faz vistas grossas é um Deus que compromete seu próprio caráter. Sua própria dignidade.

“Eu não tolero ser tratado desse jeito. Isto é aviltante para mim. Então eu tenho que prestar contas. Não posso deixar sujeira embaixo do meu tapete porque este tapete é a minha dignidade, e você não vai fazer isso comigo não”.

Agora, a segunda razão é que Deus nos dá a oportunidade de saber que estamos colocando coisinhas embaixo do tapete dele, e nos dá oportunidade de mudar.

Então VINGANÇA não é a solução, mas há uma necessidade de acerto de contas, sim. Porque quando nós confrontamos, nós damos ao outro a oportunidade de se enxergar, de se ver, de se avaliar. Isto a palavra de Deus diz: que Deus disciplina ao filho a quem Ele ama.
E é necessário que coloquemos os limites. Porque os limites protegem nossa saúde, nossa dignidade, e mais, os limites protegem a saúde do outro e a dignidade do outro; por isso é necessário sim: Chamar e dizer: vamos acertar aqui algumas contas...

Também quero lhes dizer que eu ouço muito as pessoas me dizerem: “Eu não consigo perdoar...”.
E dizem assim também: “Eu já perdoei na minha cabeça, mas no meu sentimento, no meu coração eu não perdoei...”.
Então você não perdoou.
Quero dizer duas coisas:

PRIMEIRA: PERDÃO NÃO É QUESTÃO DE CAPACIDADE. PERDÃO É UMA QUESTÃO DE MANDAMENTO. DEUS MANDOU PERDOAR.

Inclusive na oração do Pai Nosso Ele diz o seguinte: perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. É assim que Ele fala. É assim que o meu Pai que está nos céus vai fazer com vocês, se vocês não perdoarem, é um mandamento de Deus.

Deus não esta perguntando se você é capaz ou se não é capaz, se você consegue ou não consegue; Ele mandou você fazer. Não está em discussão a sua capacidade de perdoar, esta em discussão se você vai obedecer, ou se não vai obedecer.

SEGUNDO: PERDÃO NÃO É UMA QUESTÃO DE SENTIMENTO, É UMA QUESTÃO DE COMPORTAMENTO.

Não é o que eu sinto, é como eu trato a outra pessoa, como que eu me comporto em relação a ela. E perdoar é não deixar mais que aquele agravo feito faça diferença no meu comportamento hoje. Porque o agravo feito ontem e perdoado ontem à noite não pode estragar meu café de hoje cedo.

Eu não posso retalhar, não posso trazer de novo a nota porque já foi rasgada ontem à noite. Não pode afetar o relacionamento e o comportamento dos irmãos.

Agora, o meu sentimento eu diria sabe o que: é outra conversa... Cada vez que nós nos comportamos como quem perdoou o sentimento é drenado, drenado, drenado, drenado...

Se você está esperando sentir para se comportar, você está no caminho errado. Comporte-se que você vai começar a sentir. Se o fulano lhe tratou mal, domingo que vem vá lá e cumprimente, abrace-o, já se acertaram? Então vá lá no Domingo que vem e convide-o para comer uma pizza!

“Não, mas eu não sinto, estou sendo hipócrita!”. Não, não, você está sendo obediente.

Faça isso. Ação com que faz com que nosso coração vá atrás. O nosso sentimento vai atrás da nossa ação. Porque quanto mais nós esperarmos o sentimento aparecer, mais o sentimento ruim vai recrudescendo. Adensando, aprofundando.

Então comporte-se, volte-se para a pessoa e diga: eu preciso falar com você. Não é uma questão de capacidade, é uma questão de mandamento. Não é uma questão de sentimento, é uma questão de comportamento.

Eu não tenho nenhuma dificuldade de entender que você pedoou a divida e sentar na calçada da igreja, e falar assim: “Pô! Meus cenzão! Caramba! Tive que perdoar esse cara! Fiquei sem esse cenzão; eu tinha uma expectativa de receber meus cenzinho. Mas tive que perdoar, e agora?”

E o coração ainda está angustiado, mas o coração vai na carona da ação. Não é o contrário. O coração segue o ato de obediência. Não é o ato de obediência que é determinado pelo que sente o coração. Perdão é comportamento.

MILTON PAULO
pastor na vineyard café

VINGANÇA - PARTE 1 DE 4



A luta entre a sabedoria que leva a reconciliação e o desejo de retaliar é antiga. E continua sendo travada nos dias atuais.

A lição da história é que foi através do perdão que a humanidade conseguiu interromper as espirais de violência provocadas pela vingança.

Deixar de vingar-se de alguém é uma maneira de prolongar relacionamentos importantes, como casamento ou uma amizade duradoura.

Vingança e punição são coisas distintas. Quando não há punição dos que cometem abusos e excessos, basta apenas um egoísta para arruinar o grupo.

Os entendedores da mente humana enxergam boa parte dos episódios que chamamos de vingança como explosões momentâneas de ódio e reflexos de defesa.

Como na paródia da irmã Selma (que assistimos no inicio) ou a história do profeta Elizeu...

Eu concordo. Porque VINGANÇA mesmo...

Começa pelo coração, é tramada no cérebro, guardada na memória, e sua execução é cuidadosamente lapidada pelo inconsciente...

Enquanto dormimos | a dor que não se dissipa |cai gota a gota sobre nosso coração...

Se não nos socorre a sabedoria, a vingança encontra o seu caminho.

A VINGANÇA é um impulso que se desenvolve basicamente em quatro etapas:

A PESSOA ENTENDE QUE SOFREU UM DANO

CONCLUI QUE ESTE DANO FOI CAUSADO POR OUTRA PESSOA

ACREDITA QUE ESSE DANO FOI INJUSTO

SENTE O DESEJO DE RETALIAR

Parece fazer parte do mecanismo instintivo de defesa dos seres humanos responder a um tapa com outro tapa. Até os bebes fazem isso com aquele jeito inocente e angelical que torna doloroso chamar a reação de vingança.

Parece que dar a outra face é a exceção pregada, com sucesso duvidoso, há mais de 2000 pelo cristianismo...

Parece que a instituição religiosa é má conselheira nesses casos e, o melhor a fazer é trafegar por fora dela para aprender a domar a vingança. As guerras religiosas são sempre as mais inexplicáveis, duradouras e cruéis da história humana.

Parece aliás, que antes de Cristo, as religiões não apenas amparavam como incentivavam a vingança desproporcional ao agravo. O AT é repleto de passagens “olho por olho”.

Parece não. É. Quem faz uma re-leitura da vingança é Jesus!

MILTON PAULO
pastor na vineyard café

EFATÁ


Marcos 7. 31 – 35;

A história se passa próximo ao lago da Galileia. Um homem surdo e gago é trazido à presença do Senhor enquanto ele está de passagem pela região.

Algumas considerações:

Jesus tira o homem da multidão, muito provavelmente para que ele não se disperse.

Vivemos constantemente agitados. Ouvindo muitas vozes. É preciso sermos retirados do meio da multidão, para focarmos no que de fato vale a pena.

Há pessoas hoje, surdas por não ouvir a voz de Deus. Ouvem muitas vozes, atendem a muitos impulsos, porém, não ouvem o principal.

Há pessoas gagas que não conseguem pedir socorro.

Parece, que é para essas pessoas que Jesus vem!

Pessoas com problemas de comunhão com Deus;
Pessoas com vida árida;
Pessoas desoladas;

Parece, que é esse tipo de gente que Ele está procurando. Pessoas conscientes da sua dependência e debilidade.

“Efatá” (isto quer dizer: “Abra-se”) – Mc 7.34 - NTLH

Efata! Para uma vida transformada.
Efatá! Para uma vida renovada.

Creio na grande chance de vivermos um milagre!

Ao contrário de muitos de nós; Deus se comunica. Deus se preocupa.

nEle;

milton paulo
pastor na vineyard café

ATITUDE


Falei alguns domingos atrás sobre ADORAÇÃO como um sentimento, ou como a expressão de sentimentos.

Domingo passado, dentro dessa dinâmica, afirmei que:

1. AMBIENTE:
O maior patrimônio de uma igreja não é seu templo;
O maior patrimônio de uma igreja não é seu rol de membros;
O maior patrimônio de uma igreja não é seu “ativo fixo”;
O maior patrimônio de uma igreja é o AMBIENTE que ela constrói;
AMBIENTE de comunhão
AMBIENTE de restauração
AMBIENTE de adoração

Quando estamos reunidos em Celebração, quero que você me ajude a construir esse ambiente.

2. O PUBLICO DE UM: Estamos aqui por causa de Deus e por estarmos aqui por Ele, vamos respeitá-lo, vamos levá-lo a sério, vamos fazer o que ele está pedindo,

3. TEMPO DE AVIVAMENTO: Estar num auditório que louva e não só que cante;
Um coração devocional; entregue, consciente da grandeza de Deus;
Ser arrebatado, perceber um mover do Espírito;
Mais que reunião, mais que musica. Mais que repetição monótona. Transcendência;

Por isso, quero crer na possibilidade de um avivamento e, nisso, você é parte fundamental. E convido você a fazer parte disso comigo. Como no texto que lemos, o encontro é pessoal e os resultados coletivos!

Assim, começo hoje, falando que para que isso funcione, é uma questão de ATITUDE E POSTURA NA VIDA.

SALMO 119. 1-8

Versiculo 5: Tomara sejam firmes os meus passos, para que eu observe os teus preceitos.

Vocês conhecem alguém que faz vários planos e projetos?
Na verdade, todos fazemos planos e projetos!

Eu defino 4 tipos de pessoas que fazem planos e projetos:

1)Os que falam que querem tal coisa, mas não fazem nada pra obter aquilo;
Ela é sempre assim. A pessoa sonha, sonha, sonha, mas nunca alcança nada. É constante em não começar o que planejou.

2)Os que falam que querem algo, mas sempre adiam a hora de começar a trabalhar por aquilo;
Uma pessoa que sempre pensa em fazer algo, mas esta sempre deixando pra depois. É uma constante sempre deixar pra depois!

3)Os que falam que querem uma coisa, começam um projeto pra atingir aquele alvo, mas desistem no meio;
Essa está sempre começando coisas, mas sempre terminando pela metade. É constante em abandonar o que começou.

4)Os que tem um alvo e caminham na direção dele, independente do que aconteça, até alcançá-lo;
Essas são pessoas que vão até o fim com os planejamentos que começou. É uma constante em terminar o que começou.


Isso acontece tanto na dinâmica da vida “material, quanto na caminhada cristã... (APESAR DE EU, PARICULARMENTE, NÃO GOSTAR DESSA DIVISÃO...)

Mas, alguns comportamentos vão rolando, até a hora que a pessoa realmente toma uma postura. Mas quanto tempo esperamos até que isso ocorra? Até que uma postura em relação a palavra de Deus seja tomada?

Porque, você deve conhecer gente assim:

1- Gente que quer obedecer a palavra, mas não obedece e, vai continuar sempre desobedecendo;

2- Gente que quer obedecer a palavra, mas deixa pra amanhã, vai continuar desobedecendo;

3- Gente que quer obedecer a palavra, mas desiste no meio. Vai um pedaço e volta a uma vida de desobediência;

4- Gente que persevera em obedecer a palavra até o fim;

Entendo que é preciso definir o que faremos de nossas vidas:

Se desejamos permanecer em Cristo, até o fim, em obediência, em amor, em novidade de vida. Vivendo no mundo, mas não sendo como o mundo, etc...
Ontem eu conheci uma pessoa.
Rogério. 29 anos. Trabalha com assistência social há 12 anos.
Ele virou pra mim um herói da fé. Estabeleceu um alvo e seguiu em frente.
Venceu obstáculos.
Venceu desafios.
Venceu o impossível.

Tudo em nome de um ideal e, porque não dizer de um MINISTÉRIO. Aquilo que ele entende que é Deus quem está mandando fazer!

Creio que é assim que devemos ser!

Porque na verdade, a outra opção é viver longe desse ideal, ou melhor, eu não chamaria isso de vida! É ir se arrastando enquanto a vida passa!

Uma vida sem propósito. Uma vida longe do Evangelho, uma vida desfrutando da morte e do pecado.

São só duas opções!

Que seus passos sejam firmes! Que você pare de ser vacilante, andando de um lado para o outro!

Que seus passos sejam firmes, e tenham uma única direção: Cristo Jesus.

Para que até o ultimo instante, possa guardar verdadeiramente dentro do coração a palavra da vida.

MILTON PAULO
pastor na vineyard café

AMBIENTE DE ADORAÇÃO


Lucas 8. 43-48

Domingo passado, falei com vocês sobre a conversa de Jesus com a mulher samaritana. Adoração é um SENTIMENTO. Um fim em si mesmo onde expressamos nosso amor através de gestos e palavras, que dão vida ao que cremos e sentimos.

Pensando nessa expressão de SENTIMENTO, para mim, está muito claro o que quero que aconteça nas reuniões da Vineyard Café, por isso, nas nossas reuniões há ênfase no popular e não o erudito. Ênfase no que é cotidiano e não o eventual. Em outras palavras: aqui, não quero solistas maravilhosos, mas um povo cantando. Por isso, também, não tem número especial; não tem artista gospel, não tem coral. Aqui não tem palco. A celebração é mais popular, informal...

Porém, nos oito anos de Vineyard Café, junto desta informalidade, veio “algo no pacote”, que tem me preocupado muito. Explico:

Quando eu era criança, minha mãe freqüentava terreiros de macumba. Aliás, meus tios, irmãos e irmãs dela, eram os responsáveis por este terreiro. E, eu me lembro de imagens daquela época: roupas, trajes, mulheres dançando e rodopiando a pés descalços, o som dos atabaques, pentagramas no chão, evocações, enfim me lembro de toda devoção daquelas pessoas. Eu morria de medo de tudo aquilo! Meu coração batia na boca. Porém, algumas pessoas ali cantavam e o vento soprava! Durante muito tempo, essa foi a referencia de espiritualidade e transcendência que eu tive.

Com esse pensamento, e essa imagem, fico pensando qual é a Experiência de devoção do cristianismo? Qual é? Porque, olhando para as outras religiões, desconfio que nós perdemos e muito!

Perdemos dos Islâmicos e a reverencia dessas pessoas. A oração certa, nos momentos certos, do jeito certo;

Perdemos dos Budistas (que a princípio não adoram a um deus, mas crêem na unidade final de tudo com todas as coisas) e a dedicação no equivalente deles a nossa fé. O ambiente próprio pra adoração, silencioso, convidativo a introspecção, a transcendência. Reverentes. Tudo num templo budista leva à paz de espírito;

Perdemos para a tradição de devoção do catolicismo – templos que convidam a reverência - ambiente, arquitetura, forma, imagens;

O Espiritismo – psicografa, pinta quadro, dá passe. O ambiente criado para que tudo isso aconteça;

Enfim, parece que em todos os ambientes de devoção religiosa, o que menos tem temor e reverencia é o ambiente “evangélico”. Ou se você preferir “protestante” ou “cristão”. E me refiro a grupos mais tradicionais e /ou mais contemporâneos.

Pode ter muitas respostas pra isso, mas parece que a gente não consegue assimilar que Deus está conosco. Que nós estamos falando com Deus. Que Deus está falando conosco. Que estamos reunidos por causa de uma promessa. Promessa que onde dois ou três estiverem falando em nome dEle, Ele mesmo estará presente. Nos reunimos por causa dessa promessa; pois sem ela faria mais sentido celebrarmos em casa com o copo d’água sobre a TV, tomando ceia sozinho! Ou então, assistindo algum culto on-line...

A sensação de irreverência é assustadora! Displicência. Pessoas entrando e saindo a todo momento. Gente conversando sobre assuntos os mais diversos.

Perdoe-me a recaída conservadora. Mas eu sinto falta de que no ajuntamento a turma se toque que começou. Sinto falta. E essa fome, essa sede, já tem me acompanhado durante algum tempo...

Quero muito mudar isso na Café e, por isso, eu gostaria de deixar claro algumas coisas:

1. AMBIENTE:
O maior patrimônio de uma igreja não é seu templo;
O maior patrimônio de uma igreja não é seu rol de membros;
O maior patrimônio de uma igreja não é seu “ativo fixo”;
O maior patrimônio de uma igreja é o AMBIENTE que ela constrói;
AMBIENTE de comunhão
AMBIENTE de restauração
AMBIENTE de adoração
Quando estamos reunidos em Celebração, quero que você me ajude a construir esse ambiente.

2. O PÚBLICO DE UM:
Sem preocupação com coisas exteriores,
Sem dar satisfação um pro outro,
Estamos aqui por causa de Deus e por estarmos aqui por Ele, vamos respeitá-lo, vamos levá-lo a sério, vamos fazer o que ele está pedindo,

3. TEMPO DE AVIVAMENTO:
Estar num auditório que louva e não só que cante;
Um coração devocional; entregue, consciente da grandeza de Deus;
Ser arrebatado, perceber um mover do Espírito;
Mais que reunião, mais que musica. Mais que repetição monótona. Transcendência;

Isso é o tipo de coisa que não dá pra artificializar. Envolvimento você pode fingir, mas não pode produzir artificialmente: “Você está muito triste”! “Erga os braços”; “fale pro irmão do lado...”; “Agora só o lado direito”;

ISSO NÃO FUNCIONA!

Por isso, quero crer na possibilidade de um avivamento e, nisso, você é parte fundamental. E convido você a fazer parte disso comigo. Como no texto que lemos, o encontro é pessoal e os resultados coletivos!

Nele;

milton paulo
pastor na vineyard café

CABELOS BRANCOS


Não sou saudosista. Mas no meu último aniversário, pude observar que já estou descendo do outro lado da montanha! A primeira metade da vida já passou. E se o salmista estiver com a razão – e geralmente ele está – passar dos 70 ou 80 anos é “enfado da carne...”. É, demorou mas cheguei ao meio do caminho!

Bom, dos meus 42 anos, 25 deles passei envolvido com o Evangelho, com Igreja e com igreja. Vi coisas do arco da velha, mesmo não tendo nascido há 10.000 anos atrás!

Vi os “corinhos” invadir a liturgia dos cultos tradicionais, num tempo que bateria era instrumento do demônio. O órgão era sacro e a guitarra profana;

Vi o Katsbarnéa nascer. Não só ele, mas também a Oficina G3, o Resgate, o Troad, e muitos outros que surgiram por um breve espaço de tempo e depois sumiram;

Sou do tempo do Janires e a Banda Azul. Do Sergio Pimenta...

Sou do tempo do “culto ao ar livre” com caixote de maçã como palco e sempre um bêbado se “convertendo” e chorando no ombro dos diáconos na praça;

Sou do tempo que os diáconos da igreja discutiam, se era permitido ou não, ter barzinho em casa;

Do tempo dos encontros da Comunidade da Graça no CPP nas noites de segunda-feira;

Fui viúvo do Caio Fábio, órfão da Vinde! E depois vi o Caio renascer como a Fênix;

Fui do tempo em que o púlpito não era palco nem palanque, e a congregação não era platéia;

O pastor que me batizou não era considerado um showman. Era sempre muito hospitaleiro e tinha as mãos ásperas pelo manuseio do torno e da solda. Lida com o batente durante o dia e com o rebanho a noite e nos finais de semana;

Fui do tempo em que cantores que se dedicavam a louvar a Deus não tinham fã clube. Eles não sabiam o que significa tietagem após suas apresentações;

Há 25 anos atrás, o sonho da igreja era conquistar o mundo para Cristo e nosso maior inimigo nesse processo era o diabo... Nosso inimigo não era a “igreja concorrente”. Hoje parece que o sonho é outro e, nossa igreja sempre está errada na boca de outro pastor;

Fui do tempo, das campanhas missionárias. Noite de domingo com arrecadação específica e alvo, onde o dinheiro era investido no envio de missionários para o campo, e não para outras finalidades;

Bons tempos!

Mas confesso: Não tenho saudades de tudo! Esse mundo pós-moderno e a possibilidade de ver o que Deus está fazendo nessa geração me fascina! Encanta-me, me desperta para inúmeras possibilidades.

E mesmo aos 42 anos, ainda tenho fôlego – talvez não para correr ou voar, mas para caminhar. E continuo sonhando com ser/fazer/estar Igreja. Sonho a igreja para minha filha e quem sabe os meus netos.

Sonho um tempo melhor que o meu. Sonho um tempo sem esse maldito mercado gospel, com seus ídolos forçados, e seus subprodutos.

Sonho com o dia que este mercado fique saturado a ponto de NINGUÉM suportar mais patrocinar os projetos megalomaníacos dessa gente;.

Sonho com o dia que cada vez mais cristãos se conscientizem de que seu papel não é o de manter esta indústria religiosa, que se apresenta como “ministérios”, e sim, de trabalhar pela transformação do mundo. Começando na minha casa, na igreja onde sirvo;

Sonho com o fim dessa feira de vaidades. O fim da contabilidade de vendas de produtos, da venda de pacotes mágicos para crescimento de igrejas e de estratégias evangelísticas mirabolantes. O fim do “próximo lançamento”;

Sonho com o dia em que o importante seja o que é certo, e não o que dá certo. O dia em que voltaremos ao velho e bom Evangelho, sem invencionices. Ao discipulado, vida-na-vida, sem a pressão pela multiplicação;

Sonho com o dia que deixaremos que Ele acrescente em número, enquanto nós focamos a qualidade de nossa vivência cristã: No nosso dia-a-dia. Na maneira como nos comportamos, vivemos e agimos;

Sonho com o dia em que os milagres aconteçam em ambientes domésticos e seculares, no dia-a-dia, como o meu pastor tem insistido em me ensinar: “no chão da vida! Onde as coisas de fato acontecem!”.

Enfim, sonho para os meus próximos 40 anos, com algo parecido ao que o profeta Habacuque falou: “que a Terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor como as águas enchem o mar”. Não através de eventos extraordinários, marchas, cruzadas, mas através de gente anônima, ilustres desconhecidos, vivendo o Reino no chão da vida e, ofuscando o brilho daqueles que se acham indispensáveis na expansão do Reino de Deus.

Que venha o Reino!

milton paulo
pastor na vineyard café

IGREJA PRA QUE TE QUERO?



Pra que preciso fazer parte de uma igreja? Por que preciso me reunir com outros cristãos para cultuar a Deus? Qual o valor e a importância de cantar para Deus ou orar? O que mais se pode ou deve fazer quando os cristãos estão reunidos para o culto? Será que Deus fica alegre quando cantamos para Ele e triste quando faltamos o culto?
Essas são algumas das perguntas que mais ouço ao longo dos meus dias. Perguntas às vezes sinceras e honestas feitas por gente que precisa de resposta. Outras vezes, perguntas feitas com rancor e ranço por gente que quer justificar suas desilusões pessoais.
Ao longo dos anos tenho procurado responder estas perguntas! Confesso que muitas vezes não consigo. Hora, pelo tamanho dos traumas sofridos pelos interlocutores, hora pela má vontade de outros. De qualquer maneira, algumas das respostas que encontrei estão em seguida.

Penso que a comunidade cristã tem pelo menos 10 boas razões para se reunir em celebração:

- Para derramar o coração na Presença de Deus;
- Para descrever e afirmar o reino de Deus;
- Para mobilizar o povo de Deus na direção do reino de Deus;
- Para ajudar o povo de Deus a celebrar sua experiência no reino de Deus;
- Para ajudar o povo de Deus a enfrentar o anti-reino de Deus;
- Para ajudar o povo de Deus a manter a unidade do Espírito;
- Para celebrar a história com o seu povo como fonte de inspiração para a caminhada do povo de Deus;
- Para manter o foco do povo de Deus na pessoa de Deus;
- Para ensinar, consolar e encorajar o povo de Deus;
- Para proclamar o evangelho da graça de Deus.

Grande abraço!

milton

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