
O Brasil vive uma crise de identidade. Deixamos de ser aquele país tosco de terceiro mundo, mas estamos longe de ser aquela potencia vislumbrado pelo presidente Lula e alguns otimistas de plantão. Mas estamos, dizem os especialistas não eu, no caminho certo. O que somos de fato eu não sei, só sei que o Brasil, apesar dos avanços tecnológicos, redução do desemprego e pobreza, ainda rasteja em educação, saúde e segurança pública. Não há muito que se comemorar.
E navegando pela internet, alguns sites religiosos de cunho “evangélico” desfilam as qualidades babilônicas do Brasil como, pré-sal, recorde na produção de alimentos e diminuição da pobreza, para testificar as insanidades ditas tempos atrás como profecia. – “2008 o Brasil será outro, 2010 o Brasil aos teus pés” – é apenas um dos exemplos de um país próspero esperado pelos “Nabucodonozores”.
Desculpe-me, mas não consigo ingerir tais “profecias”. Ou eu faço uma leitura muito equivocada do tempo presente, através dos fatos, e do futuro, através da bíblia, ou estes caras estão querendo mesmo ludibriar a massa e o pior é que estão conseguindo. Não vejo o mundo com bons olhos quando meu filho tiver seus 15 anos. Se foi difícil a minha educação, o que diremos à dos nossos filhos e netos.
Agora mais um trunfo, a escolha do Rio de Janeiro como cidade-sede das Olimpíadas de 2016. O Brasil real sai de cena e entra o Brasil olímpico “orgulho de ser brasileiro”. Não quero ser cinzento demais, pois até uma poupança penso em fazer para 2016, porem do ponto de vista econômico o Brasil está pronto para decolar. A “profecia” acima pode até esta certa com um ajuste de data claro, (O Brasil talvez seja outro em 2010 e não em 2008. É esperar para ver). Do ponto de vista social já estamos descendo a ladeira. E se não tomarmos as devidas providencias, estas olimpíadas tem tudo pra ser uma extensão do PAN.
Entendo que olhar a realidade nunca foi e nunca será fácil. Pode ser que o meu olhar sobre a terra tupiniquim seja o mais agourento que ele é na verdade, mas, se levantarmos as últimas manchetes dos jornais veremos que, até certo ponto, o copo pela metade está “meio vazio” e não “meio cheio”. As instituições representativas do povo (igrejas, ong’s, senado, câmara, etc.) na figura de seus representantes escondem dólares em bíblias e cuecas, constrói castelos, criam igrejas fantasmas, superfaturam obras financiadas com dinheiro publico e se escondem em supostos benefícios gerados e como a informação está dinâmica e rápida, com esta mesma rapidez, a mesma informação vaporiza nas redações dos jornais e no mundo virtual.
Não tenho dúvidas da potencia que se tornará o Brasil daqui vinte anos ou até menos. Agora prospectar um país próspero apenas com indicadores econômico não levando em conta as condições da massa é bem característico dos megalomaníacos que criamos nos últimos anos de cristianismo em especial o evangélico.
Talvez eles acreditam mesmo que Deus seja Brasileiro, Talvez ele seja de Garanhuns. Talvez ele tenha barba e não tenha os membros superiores completos. Talvez ele seja metalúrgico e presidente de um país. Talvez ele ganhe o mundo inteiro. Talvez ele perca sua alma!!! Talvez
É isso
P.S. Qualquer semelhança é mera coincidência.
Fernando Vieira
membro da vineyard café
PESQUISE EM NOSSOS POSTS
DEUS É BRASILEIRO
PROTEÇÃO DIVINA

Eu sou do tempo que brincar na rua era a máxima das crianças da decada de 80. Todo tipo de brincadeira. Das mais puras até as mais "safadinhas". Era um prato cheio para psicólogos, recrutadores, assistentes sociais e afins. Dava pra ter uma ideia, bem formada inclusive, dos perfis dos adultos que seriam no futuro.
Fui conhecer o ATARI, avô do PS3 (porque na verdade existiu o bisavô, um tal de DINAVISION ou DINACON, não sei direito se são estes ou se é assim que se escreve, que eu não vi e consequentemente não joguei) aos 9 ou 10 anos de idade. Como era de familia classe média ganhei um SUPERGAME (um primo pobre do ATARI), porem compatível com os cartuchos (você sabe o que é cartucho??) do primo rico.
Muitas coisas ficaram para trás. "...Tempo bom eh eh não volta mais..." Imagino o Tomaz fazendo coisas que eu fazia e minha mãe morreu sem saber. Os perigos que ele possa correr e eu estarei em casa, no trabalho, envolvidos em outros afazeres sem ter a minima noção deste perigo. Sinceramente, espero que ele cresça assim, enfrentando e se possivel superando os desafios da vida, porem eu sei que o meu filho sera uma "criança de tapete". Talvez empinemos uma pipa no parque mas ele vai preferir o pai dele brincando no Wii.
Mas existem tambem muitas coisas que atravessam gerações e dentre tantas uma que é "patente brasileira" é o pastel de feira. Nos ultimos anos tenho ido com uma certa frequencia às feiras livres que acontece em varios lugares aqui da região e não há vigilancia sanitária que interdite qualquer estabelecimento com um "tacho" de ágata com óleo saturado. Multidões cercam barracas, isso mesmo, multidões e barracas. Com um preço "tabelado" vc se ajeita no mais vazio e este "vazio" corresponde pelo menos uns quatro a cinco pedidos na tua frente. E aquele "potinho" de vinagrete no balcão então, dando ao pastel um sabor especial de "Varejão".
Nestas condiçoes, não tem como eu não pedir uma PROTEÇÃO DOS CÉUS. Meu filho com um pouco mais de 1 ano já experimentou destas iguarias. A minha geração ja experimentou de "um tudo" nesta vida. A geração passada então, não experimentava ja fazia parte do cotidiano, rotina. Lembro da minha mãe contando de como se conservava carne de porco. Na própria banha do bicho. Lascava um toucinho e fritava na propria gordura da conserva.
E cá estamos contando história numa espécie de "diário virtual". Meio as avessas é verdade, pois no diário da minha irmã nem a melhor amiga tinha acesso e hoje que desconfiamos da própria sombra e pouco nos importamos com relacionamentos verdadeiros e profundos, lançamos nossas vidas aos quatro ventos cibernéticos (orkut, faceboock, twitter e blog).
E os ateus, agnosticos, céticos e afins acreditam que chegamos até aqui por acaso. Se voce que esta lendo se enquadra em um destes grupos e acredita mesmo na inexistencia de Deus ou de uma "proteção superior" tudo bem. Mas quer um conselho, antes de dar aquela bela mordida no kibe da estufa repita esta oração.
"Que não me faça mal mas faça bem, em nome de Jesus. Amem..."
É isto...
fernando vieira
membro da vineyard café
A CENTRALIDADE DE CRISTO

Acredito que, enxergar Cristo fora dos guetos eclesiasticos, no nosso caso especificamente os evangelicos, seja um dos desafios das igrejas deste século. As pessoas que se encontraram com Ele são, sem dúvidas, as mais privilegiadas. Porem quem são, onde estão e como estão...
Dentro de um pragmatismo religioso, colocamos de certa forma o POVO DE DEUS acima do senso comum. Moda, musicas, dinheiro, bens, são futeis enquanto não nos convem. E quando convem, o discurso não acompanha a prática ou vice-versa. Como povo de Deus sentimos cercados e pressionados a sinalizar o Reino e fazer valer o que nós somos diante do sacrificio, cumprir nosso legado terreno. (Apenas uma obsevação, esta leitura tenho feito a partir de pessoa com quem tenho caminhado a algum tempo. Pessoas sérias que, apesar delas, tentam viver um cristianismo puro, sem mascaras, cheias de dúvidas mas com um coração aberto para um agir genuíno de Deus. Por favor não as misturem com aqueles que vc tem visto na mídia. À estes cabem... bom, eles se bastam.)
De certa forma concordo com isto. Se estamos aqui apenas para perpetuar a especie e que a minha geração futura desfrute de uma vida mais confortavel com bens materiais, acho que fracassei como pessoa. Acho que vida é muito mais que isto sim.
Como bom cristão que sou (ah tá, sei) deveria investir no bem estar comum. Pensar menos em mim e mais nos outros, ser leal, apesar de duvidas, a minha fé cristã, ter os olhos de Deus, empenhar-me nas disciplinas espirituais, amor a Deus e ao proximo, servir mais, mesmo sem a recíproca, enfim mais de Deus atraves de mim, apesar de mim.
A busca incessante pela paz, justiça e amor deveriam nos atestar mais como pessoa à teologia ou filosofia que seguimos e até mesmo defendemos. Acredito que, ao redor do mundo, porções desta tríade são manifestadas não importando o credo apesar do caos aparente. Muitas instituições sérias em defesa da vida foram e são criadas de modo a diminuir o abismo, aliviar a dor, assistir o necessitado e acredito que isto seja a porção da graça de Deus agindo em todos, por todos sem distinção seja ele o abençoador ou o abençoado.
Entretando tenho questionado as minhas ações e a falta dela. Quando faço, pra quem estou fazendo e a quem estou servindo? E quando não faço, quem é o maior prejudicado? Havera ainda uma segunda oportunidade para as duas pontas da corda? O faminto, a viuva, o pobre de espirito, o cansado é o final da cadeia?
Creio que não. Existem vidas inteiras atras e na frente da cesta basica, atrás e na frente da esmola, atrás e na frente do trabalho oferecido, atrás e na frente da ignorancia e frieza da situação. Vidas que, seja dando ou seja recebendo, precisam de algo à mais. Não pense vc que agora desfilarei a teologia do pobre ou da missão integral, não tenho cacife pra isto. E tambem não vou jorrar palavras hipócritas do tipo "Pessoas não precisam de assistencialismo, elas precisam mesmo é de Deus". Não mesmo. Quando cito "vidas inteiras atras e na frente da..." quero instigar pensamentos e trazer perguntas, mesmo sem respostas, sobre o CENTRO DE NOSSAS ATITUDES. Será que estou oferecendo algo além da cesta básica? Será que esta pessoa deseja algo alem da cesta básica?
Nisto concluo que não é de se estranhar que pessoas estão muito a vontade sem uma vida comunitária, sem Deus, sem uma religião (seja ela qual for), sem relacionamentos. A pós modernidade nos "catapultou" para isto. Aos que querem ou se sentem de certa forma obrigados a agir, bastam alguns telefonemas ou alguns cliques na internet vc ajuda (e muito) pessoas que voce nunca saberá quem é, seu nome, sua história, seu mundo. E aos que precisam ser ajudados bastam se inscrever em algum programa do governo, pastoral, caritas ou afins para terem seu "desejo" saciado. Volto a perguntar, será que é só isto? Não temos mais nada a oferecer a não ser nossa mão de obra e agindo assim aliviamos aquele "peso da consciencia"? Na minha opinião, acho que existe uma lacuna e é neste nicho que deveriamos agir.
Fazer por fazer não alivia em nada e deixar de fazer testifica que, por mais crises existenciais o homem tenha, em ultima instancia os seus interesses sempre estarão em primeiro plano. A história bonita do exemplo do patrão do Doug (ver texto abaixo) não está no emprego dado a um morador de rua e sim na possivel mudança proporcionada a vida dele e dos seus. Acredito que perrmitir uma mudança (no nosso dialeto "conversão") é a maior dádiva que podemos proporcionar à aqueles que foram criados a imagem e semelhança de Deus e que esta mudança possa ser gerada nos dois extremos. Neste caso acho que atingimos o objetivo, preenchemos a lacuna.
É isto...
PS: Quanto a conversão, acredito que seja mais que uma mudançao de religião, denominação, filosofia ou algo parecido. "Prefiro ser esta metarmofose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"
Fernando - membro da vineyard café
E O MILAGRE NÃO ACONTECEU

Hoje é 10 de agosto...
Inicio este texto da mesma forma que iniciei o ultimo; indicando a data. Porem esta data revela uma situação nada confortavel. Se fosse catolico estaria rezando uma missa de 7º dia da morte da minha mãe. Alias minha tia com certeza está. Curiosamente hoje é o aniversário da minha esposa, vespera da data de aniversário do meu filho que estará completando seu primeniro ano de vida. Triste não!
Mas ainda assim gostaria de divagar sobre este assunto. Completando e, se me permitem, até discordando de alguns itens do primeiro texto com este mesmo título. Nada conclusivo por sinal. Apenas pensamentos!
01 - Não estamos mesmo preparados para a morte. Não sabemos lidar com a perda e digo mais a dor da ausencia é muito grande. Tudo entorno da morte parece ser muito idiota (desculpe o termo). Desde a definição de doação dos orgão, passando pela escolha do caixão (sinceramente!) até o local a ser velado o corpo parece não fazer sentido nenhum. Nestas horas como se não bastasse a dor temos que ter estomago para resolver situações inéditas em questão de horas.
02 - Acho que minha mãe está melhor que a gente sim. Definir se uma pessoa está melhor ou não tem que ser visto caso a caso. Concordo com o Milton no caso Juzinha. 23 anos, inicio de vida, planos. Porem os quase 50 anos de diferença entre Ju e a minha mãe a colocam num conforto maior não só pra ela como para todos. No texto anterior disse que pedia para Deus duas coisas porem uma terceira era pedida pela Dona Cida; "Eu não tenho medo de morrer mas tenho medo de sofrer". Ela disse isto pra mim umas duas vezes e insistia com ela que nem uma coisa nem outra iria acontecer. Deus resolveu atender o terceiro pedido. Pudera, nunca desconfiei da fé da minha mãe. Sendo assim acho que minha mãe esta melhor agora e pra mim Deus foi muito generoso. Ela se foi numa idade biblica inclusive: 71 anos.
03 - Perguntaram para o Milton - "O que falta para nós impor as mãos sobre o corpo e declarar a ressurreição?" Resposta: "Além de fé, ter a convicção de que é Deus quem está mandando". Achei demais esta resposta por, pelo menos, dois motivos para ser breve. Queremos "praticar nossa fé" em situações extremas enquanto no dia a dia resolvo eu. Tipo, queremos curar um cancer "em nome de Jesus" e uma dor de cabeça com uma Neosaldina. Não que exista estagios de fé: Primeiro voce cura uma joanete, depois uma gripe, hemorroidas, cancer até ressuscitar uma pessoa, não é isto. Se sentimos nossa fé abalada nas grandes dificuldades talvez seja porque na vida nem lembramos dela.
Posso estar exagerando um pouco mas "milagres" não converte ninguem em nada. A biblia está recheada de histórias de pessoas que tiveram uma experiencia de milagre com Jesus e nem um "muito obrigado" foram capaz de dizer. Isto me faz acreditar que por mais que um milagre revele o poder, a magestade, a soberania do nosso Deus ainda assim não é a maior prova de Sua existencia. Jesus Cristo ainda continua sendo esta "maior prova" de Sua existencia. Se ela não acreditar em Jesus, que é o unico caminho, pode a "montanha dirigir-se ao mar". que pra esta será apenas mais uma destas ações da natureza. Por um momento pensei que a ressurreição de Airton Senna em maio de 1995 seria o "Avivamento Mundial". Pura ilusão. A quase dois mil anos atrás o próprio Cristo resolveu não descer da cruz e olha que Ele teria a certeza de que, pelo menos, alguns guardas acreditariam n'Ele.
A cada dia que passa, pra mim, esta claro que a "vida em abundancia" prometida por Cristo está relacionado mais pelo "jeito que se vai" e não pelo "destino que se quer chegar". As nossas certezas e razões, que tem que fazer todo sentido para cada um é claro, que seja apenas para nós pois no final da vida só vai servir para nós. Portanto VIVA! Aproveite, porem com parcimonia, faça mais amigo e menos inimigos, leia bons livros, aceite conselhos, escute mais e fale menos, ame sem limites, sem reservas, abaixe a guarda e principalmente deixe que Cristo seja o Centro de nossas vidas. No final isto é o que vai valer a pena. (digo EU não o Senhor é claro rs).
É isto.
Fernando Vieira Pinto (Fefeu) | Menbro da Vineyard Café
MEU MILAGRE AINDA NÃO CHEGOU!

Hoje é 27 de julho e definitivamente este mes não tem sido aquelas coisas para mim. Mês de ferias, varios planos e nenhum concretizado. No dialeto evangelico, ESTOU NO DESERTO, no espirita ESTOU PASSANDO PELO MEU CARMA, no esoterico (ou exoterico) OS PLANETAS ESTÃO DESALINHADOS e na figuração animada DEVO ESTAR COM UMA NUVEM NEGRA SOBRE MIM MESMO. Como ja dizia o profeta Nando Reis interpretado pela Cassia Eller estou aguardando "o segundo SOL chegar para realinhar as orbitas dos planetas".
Bom, para quem não sabe, minha mãe teve um AVC hemorragico no inicio do mes, 02/07 pra ser mais exato e ainda estamos "sofrendo" com a falta de informação quanto ao seu futuro. Tudo ainda muito incerto. Bom como estou "no deserto", gostaria que fosse apenas 40 horas. Como as 40 horas já se passaram, que seja então 40 dias (Não Senhor, 40 semanas, meses ou anos não. Isto eu não aguento).
E como desgraça pouca e bobagem, me vejo dentro de uma guerra silenciosa travada entre minhas irmãs. Não de forma deliberada como se uma quisesse atacar a "fé" da outra, mas como disse de forma silenciosa quase "sem querer". Até entendo um pouco as duas. Quem eu não estou entendendo mesmo sou eu. Enquanto uma acredita no "milagre instantaneo" com declarações positiva do tipo "temos que declarar que esta tudo bem" sendo que na verdade não está, a outra por sua vez descarta toda e qualquer recuperação e cura divina baseando-se apenas no presente e laudos médicos.
E sempre me pergunto: E Eu?? Como estou e em quem acreditar?? As vezes me pego literalmente "em cima do muro". Apesar do "clichê" não tenho outro termo para definir minha posição. Para evitar conflitos maiores tento controlar os animos tentando convence-las que esta situação não é nem tanto o CÉU nem tanto o INFERNO.
Mas deixo aqui algumas reflexões que tive durante este período.
01 - Deixar de ver a realidade não refresca em nada a situação. Gostaria muito ver minha mãe num processo continuo de melhora como alguem que fica acamada por uma gripe e dia a dia sua saude vai se reestabelecendo. Porem não é isto que vejo. Altos e baixos são frequentes desde a UTI. Mas acredito que, como cristão, é contra esta realidade que estamos lutando
02 - Acredito na cura divina, porem ela é apenas uma possibilidade e não uma obrigação. Quase todos os dias (se eu disser que estou orando todos os dias estarei mentindo) peço duas coisas. Se a minha mãe permanecer nesta situação que eu tenha forças para ajudá-la não só a ela como todos que de alguma forma são afetados por esta situação e a outra é a cura total da minha mãe (alias, sem sequelas) e Deus sabe que destes dois pedidos o segundo é o que mais quero.
03 - O que menos vale neste momento são as suas convicções. Todos, de todas as religiões, estão orando por minha mãe e não sei porque tais pessoas sempre me deixavam a par das experiencias espirituais que estão tendo. As vezes me sentia um covarde não confrontando uma pessoa aqui outra acolá dizendo que estavam pedindo para o "deus" errado. Mas tambem como falar se a motivação destas pessoas era a mesma que a minha. A cura da minha mãe.
No mais estamos dia a dia esperando o melhor pra nós todos. Como ja dizia o profeta Erasmo Carlos na voz de Roberto Carlos "Daqui pra frente tudo vai ser diferente".
É isto.
Fernando Vieira Pinto (Fefeu) | Menbro da Vineyard Café
VINEYARD CAFÉ - UMA IGREJA RELACIONAL (?)

Não gostaria de prestar este papel patético que agora estou prestando. Placas de igrejas, denominações, movimentos, não precisam de "advogados de defesa". Elas são o que são e cedo ou tarde, mostram a sua verdadeira identidade.
Não é de hoje que recebo algumas reclamações e descontentamento quanto ao nosso grupo. Desde o pastor até o visitante ja decepcionou ou decepcionaram alguém ou, até mesmo, as duas coisas. Vida na vida é assim mesmo. Caminhadas hora em "pastos verdejantes", hora no asfalto, hora na terra batida, hora em "vales da sombra da morte".
Sei tambem da situação da igreja brasileira. Ela já não tem mais crédito nenhum, isto é fato. Por mais que tentamos andar na contramão já "saimos de fabrica" rotulados. É mais uma, entre tantas que ja existem. Um irmão de subversão ganhou de uma amiga do escritório um DVD do Marco Feliciano e ela achou mesmo que estava agradando. Não tem jeito, para os de fora somos todos "farinha do mesmo saco".
Portanto sugiro aqui três conselhos antes de atribuir a um grupo a sua "decepção com a igreja". (Porque sinceramente, CRISTO é bem maior que qualquer igreja, grupo ou movimento) E por favor, não me venha com este papinho de que você está decepcionado com as pessoas e não com CRISTO. Se você ler a biblia como deve ser lida, verá que, apesar da igreja, ela ainda é a MAIOR manifestação de CRISTO na terra. Tenho que admitir, se compararmos a um vidro, o que devia ser transparente, esta bem opaco ou até mesmo o que temos visto não seja a igreja de CRISTO. Como não sabemos se é ou não, considemos como "sendo" a apesar dos pesares, ela ainda continua sendo a manifestação de CRISTO.
Os conselhos estão classificados, pelo menos no meu ponto de vista, como ALTA, MÉDIA E BAIXA responsabilidade, porém todas vão depender de você.
Bom, vamos lá para os conselhos.
1 - Diminua o grau de exigência com o próximo, sem diminuir o seu.
Faça você o melhor que deve ser feito, sem esperar do outro aquilo que você acha que deve ser feito. Isto não só na igreja, como em qualquer âmbito relacional. Este tipo de relacionamento só funciona entre chefe e empregado, senhor e escravo ou algo parecido. Na verdade funcionou séculos atrás. Hoje, guardada as devidas proporções é claro, só funciona se você for remunerado e bem remunerado.
Igreja, família, amigos, estamos lidando com pessoas iguais em todos os sentidos. Sendo assim não parte de uma pessoa, mas de todos inclusive eu e você. Acredito que está seja a maior tensão dos "decepcionados com igreja". Assim subdivido este conselho em dois topicos que acompanham pessoas que não conseguem diminuir este grau de exigência:
1.1 - Você acha que está acima da média e quer que todos acompanhe este ritmo. EU faço, EU aconteço e exigo que todos tenham a mesma pegada. Geralmente pessoas com está atitude sempre jogam na cara. FAÇO PRA DEUS COMO SE ESTIVESSE FAZENDO PRA MIM, ou
1.2 - Pessoas que não se envolvem com nada e ninguém e exigem do outro o que tem de melhor. Clientes de serviços religiosos. Estou no balcão esperando sempre o melhor e quando não podem me dar corro para outra "Padaria Espiritual".
Confesso, este conselho é utópico. (Utopia aqui não é aquilo que é impossível. Beira a impossibilidade é fato, mas com um porcentagem realizável).
Classifico como ALTA, pois precisará de um esforço tremendo e não apenas aceitar pessoas como suas atitudes. Atitudes estas que também precisam ser confrontadas a luz da Biblia, porém como fazê-lo, esta é uma outra história, para outro texto.
02 - Aceite as pessoas como são, mas não permita ficar como está.
Acredito que o cristianismo nos desafia a isto. Mudança pessoal com aceitação do próximo diminui a área de atrito. Não que ela não deva existir, mas evitar tensões pode até eliminar um reparo futuro. Este conselho começa a revelar esta "humanidade perversa" que vive dentro de cada um e está definindo a relação "EU x IGREJA".
É MÉDIA, pois acredito que aceitar pessoas seja mais "tranquilo" que aceitar atitudes apesar de achar que uma não anula a outra. Porém, não é dificil escutar frases como: ELE FAZ ISTO, ELE É ASSIM E NÃO VAI MUDAR. TEMOS QUE ACEITÁ-LO DO JEITO QUE ELE É. Isto se traduz mais ou menos assim. Ele lá, eu aqui. Estamos bem, se não precisarmos um do outro.
03 - Investigue a comunidade e as pessoas que nela congregam.
Quem me conhece sabe muito bem que sou contra o ativismo. Porém se você é incapaz de reconhecer em você algo que possa te afastar de Deus, mergulhe nas atividades da comunidade onde você está inserido. Culto de domingo não revela nada em comunidade nenhuma. Como já ouvi uma vez, culto de domingo é "sala de estar". Vá mais a longe. Visite a cozinha, o lavabo, os quartos. Seja a atividade de quinta e domingo como acontece na Vineyard Café ou reuniões todos os dias e em todos os horários como na Igreja Universal, por exemplo, se esforçe em participar de todas.
Tente conhecer, a fundo, todos os envolvidos com a comunidade, principalmente o "líder espiritual". Visite, saiba como está, como vive, como gerencia sua casa. Vá com "lupa", sem misericórdia.
Isto é BAIXA, pois só neste conselho você vai ter motivo de sobra para se decepcionar com a igreja e sair chutando o balde. Mas fique tranquilo, o problema não é teu. O inferno são os outros.
Quando falamos de "igreja relacional" não estamos atribuindo esta "função" ao pastor, ao líder de adoração ou qualquer outra pessoa que julgamos ser "SANTA". Estamos querendo que "TODOS" se envolvam nesta rede de relacionamento. Talvez isto não aconteça nunca, mas não vamos parar de bater neste tecla. Como disse, não queria me prestar a este papel ridículo. A Vineyard Café não precisa de advogado e como tantas outras, sem demagogia nenhuma, tem até as suas qualidades mas é "podre" em tantas outras. E é nesta podridão que queremos que Deus aja.
E não se iluda: você já se decepcionou e decepcionou alguém. Se isto não aconteceu, desculpe, um dia irá acontecer. Apesar da perversidade do terceiro conselho, há uma vantagem. Você vai saber exatamente onde está pisando.
E para finalizar deixo um quarto conselho. Tente praticar os três acima. Assim você ira perceber que não é tão bom assim, mas que também não é de se jogar fora.
É isso
Fernando Vieira Pinto - Menbro da Vineyard Café
POR QUE AS MULTIDÕES SE PERDEM?

Neste mal encenado espetáculo que se tornou a Igreja evangélica brasileira, nas quais alguns púlpitos mais se parecem com picadeiros de circo, uma pergunta me persegue: o que leva milhões de pessoas às reuniões de “poder”, aos congressos de "fogo”, às campanhas e vigílias de “unção” destes famigerados estelionatários da fé, lobos adornados com as rústicas peles de um cordeiro?
O quê os mantêm deslumbrados com tais líderes cegos mesmo após suas excrescências lhe mancharem a fronte e suas vestes se rasgarem?
Alguns fatores podem explicar o porquê e gostaria de compartilhá-los com você (mesmo que você os conteste ou os ignore).
1. A frouxidão moral do brasileiro médio Mas em Teu nome curamos enfermos e expulsamos demônios... Afastai-vos de mim pois não vos conheço!
Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil divaga sobre este aspecto de nossa personalidade nacional nos termos do homem cordial. Ele chega a dizer que “a uma religiosidade de superfície, menos atenta ao sentido íntimo das cerimônias que ao colorido e à pompa exterior, quase carnal em seu apego ao concreto e em sua rancorosa incompreensão de toda verdadeira espiritualidade; transigente, por isso mesmo que pronta a acordos, ninguém pediria, certamente, que se elevasse a produzir qualquer moral social poderosa.” (grifo meu) Este aspecto produz nossos ”rouba mas faz” e conseqüentemente o “evangelho do rouba mas faz”, o evangelho da moral frouxa em que líderes pecaminosos (ainda que haja uma rigidez moral em relação a desvios sexuais como
adultérios) permanecem amados e respeitados no seio das igrejas.
Ele desvia dinheiro da igreja? Duvido! Deus faz milagres através dele...Ele tem carros importados na garagem às custas das nossas ofertas? Digno é o obreiro do seu salário...É o dom da prosperidade sobre ele pois nós somos cabeça e não cauda (ainda que quem esteja proferindo palavras como essa ainda ande a pé...).
2. A tendência natural de todo ser humano ao caminho mais fácil O caminho largo conduz à perdição. O caminho estreito é o que conduz à salvação.
Em qualquer nação, era ou civilização, demonstrado está que o espírito do homem o conduz ao conforto próprio. Parece-me expressar uma tendência natural de auto-sobrevivência que nos impele àquilo que parece mais simples e que exija menos esforço. Nos últimos dias comecei a refletir sobre este aspecto de nossa natureza dentro da igreja, ao vislumbrar um caso que me parece muito sintomático e que tem assolado à Igreja brasileira (neste caso, até internacional).
Um senhor ao final da reunião procurou pelo pastor para relatar de sua dor e sofrimento em relação à doença de sua filha (crônica e humanamente incurável). Para nós pastores e líderes faz-se muito mais confortável fazer a oração da fé, determinar a cura, dizer ao pai que tome posse da benção e despedi-lo em paz. Ele precisa disso talvez mas ele precisa de muito mais.
Nosso verdadeiro evangelho implica tomar sobre nós uma carga um pouco maior, uma cruz; implica caminhar ao lado daquele pai, chorar com ele, suportá-lo em sua dor, derramar azeite sobre suas feridas, bálsamo sobre seu corpo já inerte pela dor da filha. Viver um evangelho maniqueísta neste sentido (de um Deus neo-pentecostal que sempre cura ou de um Deus tradicional que nunca cura) é muito mais confortável e muito mais fácil.
Relacionar-se com um Deus que não tem respostas imediatamente conclusivas neste caso é muito mais uma questão de fé e não somente da razão. Isto é cristianismo, o cristianismo do copo de água ao sedento, da oração na casa da viúva, do copo de vinho para Timóteo, da visita ao Paulo encarcerado e à beira da condenação, do choro ao lado de Jó.
3. A falta de Educação formal
Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.
Uma pesquisa realizada pela ONG Ação Educativa, em parceria com o Instituto Paulo Montenegro (ligado ao Ibope) indicou que apenas 25% dos brasileiros com mais de 15 anos têm pleno domínio das habilidades de leitura e de escrita. Isso quer dizer que 1 em cada 4 brasileiros consegue compreender totalmente as informações contidas em um texto e relacioná-las com outros dados.Segundo o levantamento, 38% dos brasileiros podem ser considerados analfabetos funcionais. Quando o estrato estudado é aquele em que as pessoas tinham apenas três anos de estudo, o percentual de analfabetos funcionais chega a 83%. Mesmo entre as pessoas com quatro a sete anos de estudo, pouco mais da metade atinge os níveis básico e pleno de habilidade de leitura e de escrita. Os demais também podem ser considerados analfabetos funcionais. (Fonte: Folha de S. Paulo).
Um povo cego que sempre se verá guiado por outros cegos. Neste dantesco inferno deixamo-nos guiar por quaisquer que sejam os Virgílios. Prosperam em nossa terra líderes que não consegue interpretar a verdade explícita das Escrituras (ou não querem), que lêem textos sem acentos encontrando assim mensagens divinas guiando um povo que ouve o que quer e não o que precisa.
Dói-me perceber que em alguns casos a falta de uma educação formal, básica, que nos afastaria das condições de analfabetos funcionais. O impacto desta tragédia social em nossas igrejas se reflete em heresias, desvios de conduta, extorsões, crimes contra a palavra e contra os homens, acobertados por leituras deturpadas da palavra que conduzem milhões ao abismo. Antes que este artigo seja taxado de elitista, ressalto que o resgate da cidadania dentro das igrejas em grande parte também é responsabilidade das...
4. Elites cristãs subdesenvolvedoras
Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti:
que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.
As elites evangélicas brasileiras em sua grande maioria se ausentaram de seu papel enquanto sal da terra e luz do mundo e sua omissão tem custado caro. Enquanto ficamos discutindo se arminianistas ou calvinistas estão certos, se pentecostais ou tradicionais (debate que não faz sentido para a multidão descrita logo acima) o espaço já foi preenchido por outras palavras, outras mensagens, outros líderes.
Nosso evangelho resumido às nossas reuniões, às nossas palavras, à nossa fé, deveria estar somando-se ao evangelho das obras, ao evangelho da ação, ao evangelho maltrapilho feito para os pobres, os doentes, os já excluídos pelo Estado que, se não foram acobertados pelo tráfico, pela criminalidade ou pela prostituição o serão por estes líderes evangélicos. Neste diapasão nosso discurso perde a força que deveria ter pois este “evangelho” da heresia, da frouxidão moral, da falta de educação está literalmente salvando vidas, ainda que por interesses escusos enquanto o nosso...bem, o nosso...
Que Deus tenha misericórdia de nós.
Marcos Paulo Sabiá, em seu blog. [via Bereianos]
Fernando Vieira Pinto
SOBRE NOSSOS TEXTOS...

Bom, se você tem acompnhado nosso Blog já percebeu que agora são quatro pessoas responsáveis pela atualização dele:
Eu, que geralmente posto o que compartilho com nossa igreja (a Vineyard Café) nas noites de domingo;
O Doug, publicitário por formação, profissão e vocação! Ele é o responsável por toda linguagem visual de nosso Blog, site, programações, etc...
O Fernando, que é arquiteto. Casado com Carol e pai de Tomaz (o baby vinha). Ele participa na Vinha desde as pequenas reuniões de oito pessoas até os dias de hoje.
A Jéssica (G), querida como uma filha por todo nós! Tem sido dela a autoria dos textos mais "densos"!
Os textos, na maioria das vezes tem um cunho provocador, filosófico e teológico. Mas sempre muito pessoais, escritos à partir de experiências pessoais do dia-a-dia.É bom que seja assim. Pelo menos, para mim, pastor dessa moçada, é muito bom ver a Vida funcionando à partir da vida deles e, muito honestamente, apesar da vida deles!
Por isso, fique à vontade para usar esses textos e, se entender que deve compartilhe nosso blog com outras pessoas. Só pedimos a gentileza de você citar sempre a "fonte".
No amor do Pai, razão da vida, alías, a própria Vida;
milton paulo
pastor senior
vineyard café
CRENTES SÃO DE MARTE

Como todos sabem, crente, evangélico, emergente - seja lá o que for - tem seu dialeto. E os vocabulários desta nova língua enchem, principalmente, nossas orações e nossas músicas de "adoração". Existe até um cara em um blog selecionando estes verbetes para produzir "A MÚSICA GOSPEL PERFEITA". Uma forma bem humorada de denunciar o que tem acontecido com a música cristã brasileira.
Mas não é sobre estas palavras que eu quero falar. Não agora (depois que eu começei a escrever a minha mente ferve,rs). Mas sim, sobre uma palavra que sempre esteve na boca daqueles que se encontram (ou foram encontrados)por Jesus. O MUNDO. O "mundo" bíblico me remete a algo ou lugar sem a presença de Deus ou, uma "entidade" contrária a Deus, que foi sumariamente vencido por Ele - no MUNDO tereis aflições mas tende bom animo, pois EU já venci O MUNDO - ou até mesmo tudo que não é Sagrado.
Pensando assim a equação é simples: MUNDO = PROFANO.
Apesar da breve explanação acima, tenho minhas dúvidas sobre este assunto. Os mais fundamentalistas, tradicionais, e hoje, uns que se dizem radicais, encontram em tudo o "mundo" instaurado enquanto os mais liberais e "undergrounds" parecem não fazer o mínimo esforço em saber se estão ou não agradando a Deus, baseando-se apenas na "paz interior" e vontade própria. Das coisas mais escrachadas e simples à mais complexas, sempre somos pegos no contrapé.
Porém, a divisão "mundo x igreja" se dá de forma simples: A Porta do Templo - e o termo "templo" se refere a qualquer edificação construída ou adaptada para este fim. Ou seja "MUNDO" são aqueles que estão do lado de fora. Ai, eu te pergunto!! E nós que estamos do lado de dentro!? Somos de "MARTE"!!??
Como disse, ainda tenho muitas dúvidas e não sou capaz de definir este termo, porém, para correr menos riscos, colocamos no mesmo saco tudo que macula a nossa pseudo-santidade, inclusive pessoas. Podemos listar comportamentos legitimamente mundanos, principalmente quando estamos nos sentindo "acima da média".
Depois que listamos tais comportamentos, começamos a dar "uma cara" para cada um. Sempre haverá uma pessoa, uma organização ou um grupo como referência. Então, o mundo que sempre está do lado de fora, agora também está dentro de outras comunidades. Por sua vez, nas outras comunidades, por mais que o discurso patético sobre o "corpo de Cristo" (não importa a placa, somos todos filhos blá blá blá) esteja na boca de seus líderes, sempre vão identificar particularidades do mundo na nossa.
Uma coisa é certa. Quanto mais rotulamos os que estão de fora e uns aos outros, para o "MUNDO", nós crentes somos de "MARTE", por mais moderninho que pareçamos. Os mundanos não gostam do nosso discurso, não gostam do nosso estilo, não gostam das nossas músicas, não gostam da nossa companhia. E olha, que já fizemos de tudo para atraí-los e este "já fizemos de tudo para atraí-los" no dialeto evangeliques se traduz em "ESTRATÉGIA DE EVANGELISMO".
Na verdade, isto prova que a nossa vontade é cada vez maior de se parecer com o MUNDO, mas fazemos de forma tão bizarra que não tem como não ser pareciso com um ser verdinho de antenas e olhos esbugalhados. Como disse Ricardo Barbosa "o sal já perdeu o seu gosto e de nada mais serve a não ser para ser pisado pelos homens". Em outras palavras, motivo de chacotas.
A bíblia é clara em dizer que existem coisas mundanas, por mais que se queiram diminuir o abismo que existe entre o sagrado e o profano. Porém, a duvida sempre existirá: Condição cultural x Exigência do Evangelho. A Vineyard Capital me convida para assistir um ensaio em uma escola de samba, enquanto outra comunidade de Mogi me convoca para "levantar um altar de adoração" no centro da cidade. Em qual eu devo ir??
Resposta: Nenhum dos dois. Não gosto de escola de samba e enredos repetitivos, e o centro de Mogi não precisa de um "altar de adoração". Se me chamassem para assistir um ensaio da OSESP ou uma adoração, servindo os necessitados das periferias começaria a pensar em ir. Saliento - Começaria a pensar, porque entre falar que "vai" e "estar lá" existe um grande caminho a precorrer.
A "nação evangélica" é convocada para estar na Marcha para Jesus e mulheres, mães de homossexuais, vão à Parada Gay orar pelos seus filhos. Onde Jesus Cristo está? (ahá te peguei). Uma coisa peço. Que o Senhor não me tire do mundo mas que me livre do
Malígno. Não quero ser de MARTE.
É isso.
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Fernando Vieira Pinto
Diálogo com um Deus Pré-Visivel.

Não sei quantos de vocês, mas eu sempre me deparo com pessoas que, freqüentemente, têm um diálogo espontâneo e frenético com Deus. Confesso, preciso orar mais, muito mais. Se elas mantém este diálogo é porque no mínimo elas "oram" e sendo eu, um cristão meia boca, não tenho direito de duvidar disto. Ultimamente, nem pelo almoço tenho agradecido.
Às vezes (na verdade sempre) me espanta ouvir esses "irmãozinhos" contar das suas "experiências" de bate papo com o Todo Poderoso. E quando falo de "diálogo" não estou me referindo a um estado metafórico de conversa onde eu falo e "sinto" que alguém respondeu. Pelo menos com as pessoas com quem tenho conversado e aquelas que, mesmo você não tendo perguntado nada, vêm relatando suas conversas divinas e tratam esta resposta de Deus como uma fala audível, não deixando nenhuma sombra de dúvida. Mesmo no "ápice" da minha suposta comunhão com Deus (Digo "suposta" àquela comunhão desinteressada das benesses do evangelho) não enchem uma mão, às vezes que eu O ouvi de forma totalmente esclarecedora. Porque audível, eu nunca ouvi. Olha eu acho que foram duas apenas. Não estou contabilizando aqui as experiências bem sucedidas, onde Deus, com a sua graça, me conduziu e só no final consegui enxergar a Sua mão, e nem as mal sucedidas onde mesmo me mostrando caminhos alternativos, insisti em prosseguir com o meu "plano infalível" e chegando ao final, tive que dar o braço a torcer e agradecer pelo seu amor e misericórdia. E só por isto cheguei até aqui.
Enfim. Como eu precisei e preciso, em muitas das minhas decisões, ouvir este "som" esclarecedor. Quantas vezes eu me estrepei por não ter esta sensibilidade auditiva. Concluindo esta parte. PRECISO ORAR MAIS.
Porém, tratar um Deus totalmente previsível seria transformá-lo em "O GRANDE VENTRÍLUCO" do Universo. Ou seja, estamos sentados em seu colo, nos movendo em função dele, dublando a voz d'Ele e as grandes burradas seriam as piadas, (de extremo mal gosto por sinal) das histórias das nossas vidas.
E o engraçado que, sendo Ele previsível e nos prevendo dos acontecimentos, ainda assim somos incapazes de modificar o rumo da história. Seria como se você estivesse andando por uma estrada e uma voz como de trovão ecoasse na escuridão "NO FINAL DESTA ESTRADA TEM UM PRECIPÍCIO E VOCÊ VAI CAIR" e continuasse andando, pois Deus avisou, mas não há nada que eu possa fazer.
02 Exemplos:
01 - Quando mudei para Guararema (interior de sampa), contratei um irmãozinho para fazer um trabalho de pedreiro na casa onde iria morar. No primeiro dia de trabalho este senhor, voltando para casa, capota o carro, quase PT. Conversando com ele, me contando dos detalhes e, sinceramente, vi em alguns relatos o cuidado de Deus com ele. Em uma estrada de terra, deserta, a noite, passa um guincho e oferece ajuda só pode ser Deus, mas enfim conversa vai, conversa vem e ao final ele me solta uma pérola: - Deus já havia me falado que isto iria acontecer!!! Pensei comigo. "Mas seu "Mané" (nome fictício, nada além disso) se Deus falou, por que você não me avisou??? Começaria os trabalhos amanhã sem problema. Ou não começaria, sei lá. Ora se Deus ja deu "a letra" basta completar a palavra. Das duas, uma. Ou Deus não fala tão bem assim o português, ou precisamos melhorar nossa interpretação da língua divina. Como já diz um velho ditado - Para um bom entendedor, meia palavra basta.
02 - Não sei quantos de vocês, têm se auto torturado assistindo certos programas, de um certo canal, de um certo apóstolo, fazendo de Miami seu reduto espiritual, achando que lá é a "Patmos" de Atos dos Apóstolos do século XXI. Pois bem, Deus em "revelação", em um culto no final de 2008 trouxe uma palavra ao apóstolo prevendo que, pra ele é claro, seria a tragédia da queda do teto. Mas é claro, Deus não tem interesse nenhum em ser claro e objetivo. Vem sempre com "pegadinhas". Evasivo, falou apenas de correntes e fechamentos, como se "correntes" fosse uma palavra inédita nas previsões dos profetas.
Pelo amor de Deus... Onde vamos parar!!!!!! Isto é nojento. É tripudiar sobre o luto das famílias, onde 08 mulheres foram vítimas de uma obsessão de um megalomaníaco desvairado. E o "abençoado" e bem abastado, nem pra distribuir capacete de segurança. Mas, não é de se estranhar. Só se percebeu que era uma "Revelação de Deus" após o acontecimento. Está tudo
registrado em fitas. É só buscar nos arquivos, edita aqui, corta ali e pronto é a própria voz do Eterno.
Não quero neste texto calar a voz de Deus. Não mesmo. Como queria ser o bonequinho de pano no colo de Deus e Ele me levando pra lá e pra cá, como bem entende. Porem não é assim. E tenho minhas dúvidas se Ele mesmo, quer que seja assim. Tenho pra mim que um bom relacionamento seria o "termômetro" do "sucesso" das minhas decisões. Eu não pergunto pra minha esposa se posso ou não chegar tarde em casa. Eu sei que ela não gosta. Por vez, isto já foi necessário, e ela não gostou, e sofri com as conseqüências. Não posso culpá-lO pelas decisões e conseqüência dos meus atos. Acidentes são, por definição, imprevisíveis. Queda de escada, batidas de carro, dinheiro mal aplicado, falência pode até, no final, trazer respaldo em Deus e, na Sua permissividade, fazer com que nós nos aproximemos d'Ele e nos faça melhor. Não tenho dúvida disso. Porém, a escada poderia estar amarrada e atendendo as normas de segurança, o carro
andando dentro do limite de velocidade estabelecido, ser menos ganancioso e aplicar o dinheiro em algo seguro e conservador, porém com menos rendimento e por fim humildade, pra reconhecer erros e seguir adiante nem que seja como funcionário.
Quero acreditar que ainda existam pessoas sensíveis a Sua voz. E acredito também, que Deus fala em silêncio. Um dia ouvi que o "silêncio de Deus é ensurdecedor". Moldamos o Eterno, que passou por todas as mudanças climáticas, comportamentais e tecnológicas, no nosso mundinho virtual. Respostas instantâneas como um MSN. Não dá pra imaginar um "Call Center
espiritual". Um "Anjo do Senhor" entrando em sua rede de relacionamento, prevendo sempre tudo que vai acontecer e já te oferecendo o "serviço certo" para cada situação. Se assim fosse, acho então que estou fora do "ORKUT DIVINO".
Seja lá o que for, uma coisa eu sei. Cheguei até aqui... Erros e acertos,
(mais erros com certeza) mas estou aqui com a graça de Deus.
Fernando Vieira | Membro da Vineyard Café
OH MY GOD!

Passeando pelo mundo virtual, conheci gente interessante, muito interessante por sinal. Comecei a acompanhar alguns blogs, onde inclusive são usados como referências para textos postados no blog da igreja (recomendo a todos dar uma passadinha lá), e dentre eles estão dois onde diariamente dou uma espiadinha: "PavaBlog" e "Heresia Loira".
O Pavarini (dono do PavaBlog claro) está quase se tornando meu "truta virtual" . Palmeirense convicto, nós discordamos mais sobre futebol do que religião. Porém, este segundo assunto que fez eu me aproximar dele. As suas idéias não são tão conflitantes com as minhas. Concordo com ele em quase tudo... Quase tudo!!!.
O que me deixa com "um pé atrás" com o Pavarini são as críticas sem soluões. O que beira uma hipocrisia da minha parte, pois tambem critico e analisando bem, poucas soluções tenho dado. Mas enfim, acredito que tanto ele quanto eu, temos nos preocupado mais em "jogar o travesseiro de penas no ventilador" do que juntar o que se espalhou. Acho que ai está a diferença entre nós. Tento, pelo menos, juntar as penas maiores nem que seja dentro da mesma fronha rasgada. Talvez não cause um efeito imediato e nem causará, mas...
Por outro lado, o modelo cristão-evangélico-gospel-brasileiro que está na mídia fazendo a média, pede para que vozes como de Pavarini e tantos outros na subversão, surja como "vozes proféticas" denunciando o caos que se transformou a Igreja Evangelica Brasileira. O modelo apresentado e copiado aos montes pelos pastores-bispos-apostolos e paipostolos (affff), é repetido em linha de produção por igrejas e líderes espirituais Brasil afora, sem nenhuma base bíblica segura para tal manifestação. Partindo de uma dessas insanidades, passei a conhecer e a seguir o blog da: Juliana Dacoregio (dona do blog Heresia Loira).
Meu, nitroglicerina pura. Uma atéia convicta "desertora da fé evangélica" (é o que ela diz de si mesma). E acompanhando de perto não é de se estranhar e nem de se assustar o porque ela deixou de ser "evangélica".
Concordo com ela em muitas coisas. Diferença: Ela não tem pudor. Vai com os "dois pé" e infelizmente por culpa nossa, da "igreja de Cristo", deixou de acreditar em Deus. Não teria coragem e acho que tambem não tenho nenhum direito de escrever aqui o que ela escreve. Porém o que ela escreve sobre religião, em 90% dos casos, são verdades e reflete o que penso. E o que fez eu me aproximar do seu blog , foi um spam que ela recebeu sobre um congresso na Batista da Lagoinha, e resolveu postar sua indignação, iniciando assim:
"Eu tento parar de pegar no pé dos meus amiguinhos crentes. Juro que tento (nã... nem tanto!). Mas, é sério, às vezes evito um pouco. ...Mas, todavia, porém, contudo, quando recebo um spam-convite como aquele logo abaixo (não tem este logo abaixo neste texto, apenas no original) é como se recebesse um pedido de "July, detona nóis, vai!"."
O Congresso é sobre: Olha, eu já ouvi falar de maldição hereditária, cura interior, nuvem da glória de Deus, guerra espiritual, mas "Influência da Iniquidade no DNA"?
Oh, my God! Como assiiiiim?!
Fala a verdade. É de doer. E este "Oh, my God!" (só gostaria de saber que "God" é este hehehe) Esse texto reflete a total insatisfação daqueles que ouvem mas não escutam sobre o Reino de Deus mas, que nós "crentes", somos responsáveis pelo "emporcalhamento", desculpe o português, mas não tenho vocabulário suficiente para adjetivar aquilo que fizemos com a palavra da salvação. Não tem saído das nossas bocas o "evangelho do arrependimento". Nas palavras de Ricardo Gondim "transformamos o evangelho em um produto a ponto das pessoas compará-lo com Coca-Cola".
Não quero aqui entrar no detalhe bíblico de que no final "o amor de muitos se esfriariam", pois acho que de uma forma ou de outra somos responsáveis por tal situação. Talvez fosse inevitável, é fato, mas não temos respostas coerentes a dar para questões que facilmente, com um pouco mais de maturidade, daríamos sem se preocupar em "empurrar goela abaixo", fazendo das nossas "convicções religiosas a única verdade, tendo sempre a razão.
Resolvemos "em vida", poupar o trabalho de Deus no "Grande Dia". Já estamos condenando ao "mármore do inferno" quem pensa diferente de nós. Engraçado que a July (ver acima) é a segunda pessoa que conheço em menos de um mês que se diz "desertora da fé evangélica". A primeira conheci pessoalmente e que ,inclusive, me identifiquei muito com ela (iihhhh será que isto é algum sinal!!!!) Brincadeira, apesar das dúvidas (e muitas), acredito em Jesus, em sua obra redentora e no Eterno. Acho que estamos criando aos montes "ateus-cristãos-proféticos". Termo este que dou àqueles que um dia foram, hoje não são, mas que tem muito a contribuir com Deus e seu Reino
apesar de não fazer nenhum sentido a eles. É uma pena. Vozes inteligentes que entregamos de mão beijada a Satanás.
(olha eu aqui experimentando do próprio veneno kkkkkkkkkkk)
FERNANDO VIEIRA
ARQUITETO, EMERGENTE, INACABADO
Revisão: JÉSSICA "G"
PLANEJAMENTO DE IMPORTAÇÃO, EMERGENTE, INACABADA
AMBOS MEMBROS DA VINEYARD CAFÉ