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U2 | Yahweh

Minha oração de hoje

U2 no Brasil

U2 confirma shows no Brasil em novembro de 2010

Podem comemorar, fãs de U2: a banda está confirmada para tocar no Brasil em 2010, de acordo com a coluna Direto da Fonte, da jornalista Sonia Racy.

Os irlandeses teriam fechado contrato com a produtora Live Nation para trazer sua mais recente turnê, 360 Graus, ao País em novembro do ano que vem.

Segundo declaração atribuída a Jânio Quadros Neto, consultor e amigo pessoal do vocalista Bono Vox, o U2 fará quatro apresentações no Brasil: três em São Paulo, uma no Rio de Janeiro.

Segundo a jornalista, só o palco da nova turnê do grupo, que faz giros completos no local dos shows, está orçado em US$ 12 milhões.

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Via Kiss FM

U2 faz música com fé sem rótulo de rock cristão


The New York Times
O U2 tem uma carreira admirável no rock ‘n’ roll, tipo de música notório por recompensar artistas que cantam sobre coisas mais simples do que o mundo em que vivemos e o lugar que nele ocupamos.

A banda – ou, em alguns casos, apenas Bono, seu homem de frente – já desempenhou o papel de pop star, pária, filho pródigo e proselitista. Porém, ao longo de seus 30 anos de carreira, a espiritualidade do U2 nunca rotulou sua música como rock cristão - estigma considerado medíocre no circuito comercial da música. O U2 vem mantendo primorosamente tanto seu lado espiritual como seu lado laico - em proporções que não limitariam seu alcance de público.

Greg Garret, professor da Baylor University e autor do livro “We Get to Carry Each Other: The Gospel According to U2” (Nós temos que nos apoiar: o evangelho segundo o U2), afirma que o rock cristão se tornou uma frase tóxica no pop por uma boa razão: “Temos a arte cristã, onde a arte é menos importante do que seu lado cristão. As crenças do U2 são filtradas em seu trabalho, mas nem por isso essa é a razão principal para que eles façam música”.

A reverenda Genevieve Razim, pastora associada da Palmer Memorial Episcopal Church, é quem diz: “Em minha posição episcopal, meu palpite sempre foi de que o moderno e o cristão podem ser compatíveis; e o U2 confirmou isso para mim. São inúmeras as mensagens na mídia de que ser cristão é o mesmo que ser rígido e intolerante, e eis que vem essa banda de rock fazendo perguntas importantes e expressando sua fé”.

Sendo assim, há anos o U2 vem fazendo canções sobre paz, justiça, espiritualidade e mistérios, e sua maneira de fazê-las revela uma inclinação ao que é elevado - seja o uso de salmos no início de sua carreira até sua visão panorâmica do mundo nos dias de hoje.

É importante ressaltar que o som do U2 tem muito a ver com seu sucesso de longa data. A banda Creed, por exemplo, é incessantemente criticada por fazer música copiada. A música do U2, porém, apesar de constantes mudanças, sempre foi imediatamente identificada como sendo única: seja a voz, os efeitos de guitarra ou a marcha militar da percussão. Como a música de Johnny Cash ou Nusrat Fateh Ali Khan, o som do U2, além de espiritual, é uma constante celebração (salvo algumas vezes em que mostra indignação), ao mesmo tempo em que atravessa limitações que alguns venham a encontrar em sua fé.

Fé particular

A arte de qualidade – seja ela religiosa ou não – deve ser imbuída de uma experiência reveladora para aqueles que a testemunham e a consomem.

Ainda assim, o U2 guarda uma relação tênue com o cristianismo. Os integrantes da banda são de uma época de sangrento conflito religioso em seu país de origem, a Irlanda. Três deles – Bono, o guitarrista The Edge e o baterista Larry Mullen Jr. – eram membros de uma comunidade cristã em Dublin que, segundo consta no livro de Garrett, os levou a acreditar que a vida no rock e a vida seguindo aquela fé não seriam compatíveis.

Garret questiona: “O que você faz quando é ferido pela instituição, mas ainda ama Deus?”

Uma reação é abandonar aquela instituição e começar sua própria. De certa forma, foi o que o U2 fez - apresentando ao público uma fé particular. A outra é tentar consertar a instituição já existente, que é o que Bono vem tentando fazer recentemente, proferindo palestras em igrejas por toda a América para estimular o auxílio à África.

Como é evidente no título de um dos maiores sucessos da banda, “I Still Haven’t Found What I’m Looking For” (eu ainda não encontrei o que eu procuro), ele se encontra em uma busca interior, o que pode ter um efeito profundo naqueles que igualmente buscam por algo espiritual - e isso, juntamente com sua música, poderia explicar o extenso poder de atração que o U2 desperta.

Ainda assim, ter certeza de que esse “algo” foi encontrado é anular esse “algo” enquanto fé. Garrett destaca: “Muitos americanos estão comprometidos com uma visão de fé como uma crença absoluta. São pessoas que ficam sentadas olhando para o relógio. E foi para essa tarefa que Bono convocou as igrejas americanas: este modelo de salvação que ignora o fato de que fomos colocados aqui por uma razão especial, além da salvação pessoal. E é isso o que ele tem de mais persuasivo a oferecer: a ideia de que estamos juntos nessa jornada, caímos e nos levantamos juntos, carregamos uns aos outros”.

A faixa título do último álbum da banda, No Line on the Horizon (nenhuma linha no hrizonte) – o álbum mais voltado para a espiritualidade desde os primórdios do U2 – parece ser prova disso. Existe a imagem em si, a ausência de uma linha, um destino final. A canção também trás duas frases que valem ser destacadas: “O infinito é um bom lugar para começar”, e “O tempo é irrelevante, não é linear”.

Razim acha isso parecido com a abertura do Mar Vermelho. “Para mim, é como Deus abrindo um caminho onde parecia não haver caminho algum”. É a visão abrangente do cosmo, e do que está além dele, que não combina bem com a idéia do céu como um final de partida vitorioso. Tanto é que Bono disse à revista evangélica Christianity Today: “Costumo achar que a religião obstrui o caminho de Deus”. E The Edge falou à Hot Press em 2002: “Ainda tenho uma vida espiritual, mas não sou muito fã da religião por si só”.

Turnê eclesiástica

A Christianity Today definiu a turnê de Bono pelas igrejas americanas para incentivar o auxílio à África como “uma experiência de igrejas que deixam Bono com uma eclesiologia tão frágil que mede a missão da igreja quase que exclusivamente em termos geográficos”.

Garrett, porém, vê progressos nos trabalhos não-musicais de Bono. “Acho que hoje em dia mais pessoas acreditam nesta ideia de que a igreja precisa ser mais responsiva às necessidades do mundo e menos focada na salvação pessoal - especialmente entre os cristãos jovens. Acho que eles estavam na linha de frente disso”.

A música da banda encontrou seu caminho nas igrejas americanas através do serviço eucarístico U2charists, que vêm sendo realizado nos últimos seis anos.

Razim supervisionou dois deles na Palmer Memorial Episcopal Church: na passagem do ano de 2008 e no feriado de Juneteenth em 2009 - ambos com capacidade máxima de lotação. Um próximo está programado para o réveillon de 2009. A música de U2 é cantada e o dinheiro é arrecadado para as Metas de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, condição imposta pela banda em troca de permitir que sua música seja veiculada sem royalties.

Ela diz que o U2charist é uma ação genuína, além de apoiar o envolvimento comunitário da igreja.

E, apesar de um relacionamento de certa forma tenso entre o U2 e qualquer organização religiosa em particular, Razim, assim como Garrett, vê afinidade na espiritualidade da banda. “Tem a ver com buscar, procurar”, disse ele. “A primeira vez que ouvi uma canção do U2 eu detectei isso. É uma jornada, com a fé se desenvolvendo e fazendo perguntas difíceis. Acho que a música deles confirma e fortalece isso, ela é uma verdadeira expressão de quem somos neste lugar e neste momento”.

Via: Cristianismo Criativo

Saiba mais sobre a Jornada Espiritual do U2.

É 2009, VOCÊ SABE ONDE ESTÁ SUA ALMA?



Estou no meio de Manhattan, onde motoristas ainda buzinam como se tivessem tocando instrumentos musicais, e gritar nos restaurantes parece um tipo de modalidade esportiva. Estou bem distante da “brisa amena” de vozes que ouvi uma semana atrás no Domingo de Páscoa.

“Glórias ao Teu nome”, as mulheres cantavam e bailavam naquela igreja feita de pedras. Fui tomado por uma “explosão de cores”, uma corrente emocional que me carregou para o mar.

O Cristianismo, de certa forma, possui um ritmo – que é crescente nesse período do ano. O ritmo acelerado do carnaval dá espaço ao andamento lento da quaresma e depois ao stacatto dos hinos da Páscoa. Do devaneio para a reflexão. Depois de 40 dias no deserto, ou algo parecido...

Carnaval – as estrelas do rock são boas nisso

Carnaval vem de Carne vale, ou afastamento da carne, uma festa de despedida. Estive em várias. Os brasileiros dizem que a deles é a melhor; com certeza, eles são os melhores. Não tem jeito de não entrar na dança. Você não tem escolha, a não ser juntar-se aos blocos invadindo as ruas, como as barrancas dos rios, numa enchente de animação marcada pelo ritmo. Isso é uma alegria que não pode ser desprezada. Isso é força da vida. Isso é o sinal de um coração cheio, se derramando de gratidão. A escolha é sua...

Mas, é com a Quaresma que eu sempre tive problemas. Desisti… negar-se a si mesmo é onde me torno um fracasso. Minha ideia de disciplina é simples – trabalho duro – mas é claro que essa é outra indulgência.

Então chega a morte e a ressurreição, que é a Páscoa. É um momento transcendental pra mim – um renascimento que eu sempre vou precisar. Nunca foi tão claro quanto há alguns, quando meu pai faleceu. Lembro-me da vergonha e da libertação trazida por minhas lágrimas quentes, enquanto eu me ajoelhava em uma capela num vilarejo na França, e pedia perdão pela minha natureza pródiga – perdão por ter brigado com meu pai por tantos anos, e por ter desperdiçado tantas oportunidades de conhecê-lo melhor. Lembro-me do sentimento de “paz que excede todo entendimento”, como um peso removido. De todos os festivais cristãos, é a Páscoa que requer mais fé – empurrando você para além da reverência pela criação, além da mística idéia do nascimento virginal, até o inacreditável conceito de que a morte não é o fim. A cruz é como uma encruzilhada. Qualquer que sejam suas crenças, religiosas ou não, a oportunidade de começar de novo é uma ideia motivadora.

Domingo passado, o regente do coral estava surpreendente… agitado e, de repente calmo; alegre e, depois contemplativo, grande virtuosismo no piano e em suas melodias. Ele entoou suas invocações num lindo tenor, com um menino sardento ao seu lado tocando “conga” e tamborim, como se fosse uma bateria inteira. Os fieis cantavam, a plenos pulmões, canções de louvor a um Deus que aparentemente deu Sua voz pela nossa.

Eu venho a igrejas pobres e catedrais arrogantes pra quê? Eu leio a Bíblia com que finalidade? Para avaliar minha cabeça? Meu coração? Não, minha alma! Para mim, essas meditações são como um prumo usado pelo mestre-de-obras – verificando se as paredes estão tortas ou retas. Checo a minha vida emocional com a música, minha vida intelectual escrevendo, mas a religião é aonde eu busco minha alma.

O pregador disse: “Que lucro um homem pode ter se ele tem o mundo aos seus pés, mas perde a sua alma?” Ouvindo isso, os peregrinos se agruparam e perguntaram: “É comigo, Senhor?” Na América e na Europa, as pessoas estão perguntando: “Somos nós?”

Bem, sim. Isto é conosco!

O carnaval acabou. O comércio tem esquentado mercados e climas… o céu empoeirado da revolução industrial, que mudou de lugar e tamanho, agora derrete as calotas polares e faz os mares ferverem, na era da revolução tecnológica. O capitalismo está sendo julgado; a globalização, mais uma vez, está no banco dos réus. A gente dizia que tudo o que a gente queria para o resto do mundo era o que desejávamos para nós. Mas aí descobrimos que, se cada alma viva nesse planeta tivesse uma geladeira, uma casa e uma caminhonete, a gente se asfixiaria na fumaça dos nossos próprios escapamentos.

A quaresma está aqui, quer a gente tenha pedido ou não. E, com ela, esperamos, vem a chance da nossa redenção. Mas, redenção não é um termo só espiritual, mas também um conceito econômico. Na virada do milênio, o movimento em prol do cancelamento das dívidas dos países africanos, inspirado pelo conceito judeu do “Jubileu”, tinha como alvo dar aos países mais pobres um recomeço. Um contingente de 34 milhões de crianças agora pode ir à escola na África, principalmente, porque os governos usaram o dinheiro poupado com o perdão das dívidas. Essa redenção não foi o fim a escravidão econômica, mas foi um esperançoso recomeço para muitos. E, para muitos, e não apenas para poucos sortudos, é para onde a busca pela nossa alma deve nos levar.

Há algumas semanas, eu estava em Washington, quando chegou a notícia sobre a proposta de corte das verbas para o plano presidencial de assistência. As pessoas disseram que seria mais difícil cumprir as promessas feitas para os mais carentes, enquanto houvesse uma crise aqui nos EUA. E será mesmo.

Mas, li recentemente que os americanos estão usando os serviços públicos com mais freqüência, exatamente porque estão sem dinheiro. E, após uma votação multipartidária no Senado, o boato é que o Congresso devolverá a verba que havia sido cortada da área assistencial – rejeitando, assim, o abandono daqueles que estão pagando um preço muito alto por uma crise que não foi criada por eles. É nas horas mais difíceis que as pessoas mostram o que são na verdade.

Sua alma

Grande parte da discussão de hoje é sobre dinheiro - e não valores. Um projeto assistencial bem feito pode ser um bom exemplo para os dois. Providenciando remédio pra AIDS para quase quatro milhões de pessoas, estabelecendo práticas para o progresso da saúde maternal, erradicando pestes que matam como a malária e o rotovírus – tudo isso proporciona um degrau a menos em direção à autosuficiência, tudo isso pode nos ajudar a fazermos amigos em tempos pródigos para se criar inimizades. Não são almas; isto é investimento. Não é caridade; isto é justiça.

Estranho, mas à medida que saía daquela pequena igreja de pedra para o sol escaldante, pensava em Warren Buffet e Bill Gates, cujas fortunas combinadas foram dedicadas à luta contra miséria. Os dois são agnósticos, eu creio. Pensei em Nelson Mandela, que por toda sua vida lutou pelos direitos das outras pessoas. Um homem espiritual, sem dúvida. Religioso? Ouvi dizer que ele não se descreve desse jeito.

Enfim, nem toda música da alma vem da igreja.

Bono é líder e vocalista da banda U2, co-fundador do grupo ONE e colunista-contribuidor para o New York Times.

Fonte: New York Times, traduzido por Nelson Costa, AKA @nelsoncost
Posted by Igreja Emergente at

Bono Vox parece profético



Bono Vox, vocalista do U2: "Eu aprecio o absurdo de ser um rock star e citar as Escrituras".

Estrela do rock e ativista é inspirado pela Bíblia.

Enquanto toda celebridade parece ter uma causa, poucas estrelas se inspiram nas escrituras. É o que deixa Bono, líder do U2, à parte. Esportivo, com sua marca nos óculos, a estrela do rock falou para um auditório de mais de três mil pessoas na National Prayer Breakfast February 2, implorando para que respondessem a responsabilidade urgente dos Estados Unidos de ajudar os necessitados.

Duas passagens dirigiram a sua mensagem. Bono diz: a chamada em Levítico 25 para um Ano do Jubileu e dívida de perdão, e o comando em Isaías 58 para dividir com o faminto e prover para o pobre.

“Assim disse o Senhor: ‘Traga o sem-teto para a casa. Quando você vir o nu, cubra-o, então a sua luz romperá como a alva e a sua cura apressadamente brotará, então o Senhor será a sua retaguarda’”, Bono citou Isaías 58:7 e 8.

“Eu aprecio o absurdo de ser um rock star e citar as Escrituras”, Bono brincou com o seu típico estilo singelo em uma reunião privada com meia dúzia de jornalistas seguindo o seu endereço. Usando jeans, jaqueta de veludo marrom e uma camisa preta, o rockeiro estava tão relaxado que comeu frutas e muffins enquanto respondia questões de jornalistas. Ele falou sobre seu trabalho na África, o papel da igreja e alguns versos favoritos.

“É completamente a situação profética desse momento”, exclamou, se referindo a Isaías 58:7-8. “O que realmente sugere é que se nós fizermos o negócio de Deus, Deus estará mais em nós. Para usar o coloquial, é Deus sendo nossa retaguarda. Literalmente significa que Deus irá guardar as suas costas!”, explicou Bono.

Razões para morrer - Bono disse que existem diversos problemas quando uma nação religiosa ignora o negócio de Deus, particularmente na luz do crescimento do antiamericanismo. “A religiosidade desse país é ofensiva para muitas pessoas na Europa porque eles vêem hipocrisia no coração disso”, Bono diz. “Eles vêem que em todas as conversas, oração de café-da-manhã, e religiosidade evidente, essas pessoas estão dando o mínimo do mínimo”.

Enquanto dava crédito ao presidente Bush pelo aumento de cinco por cento do orçamento de assistência estrangeira desde que assumiu o escritório, Bono disse que de acordo com as pesquisas, “a razão pela qual as pessoas não querem o aumento da assistência estrangeira é porque pensam que já está além dos 15 % e 20%. Mas é, na verdade, um décimo das estimativas mais baixas”.

A falta de assistência estrangeira maior e a disponibilidade de drogas anti-retrovirais salvadoras “não é mais uma boa razão para morrer”, ele diz. Bono descreveu uma visita a Soweto feita em 2002, na África do Sul, onde ele falou com um jovem viúvo tentando decidir se matinha as drogas para ele mesmo ou as dava a uma mulher que amava. “Ele disse, ‘posso dar minhas drogas para ela e minhas crianças podem perder o último pai, ou podemos dividir as drogas e ambos morrer vagarosamente, ou posso manter as drogas e perder, pela segunda vez, o meu amor’”, Bono recorda. “Eu saí de lá pensando, ‘isso é bárbaro. Isso é, na verdade, bárbaro’”.

Não perder essa questão - Felizmente, ele diz, a igreja está respondendo. “No passado, a igreja estava atrás em algumas questões, mas não perdeu essa”, Bono diz. “A igreja está liderando. É incrível. Se há dez anos atrás eu tivesse ouvido o que estou dizendo agora, não teria acreditado”.

Isso é porque há dez anos atrás, como Bono explicou no discurso do café da manhã, ele não pensava muito na igreja, cristianismo ou religião evidente. “Você vê, evitei pessoas religiosas por toda a minha vida”, ele diz. “Talvez tinha alguma coisa a ver com um pai protestante e uma mãe católica em um país onde a linha entre as duas era, literalmente, uma linha de batalha; onde a linha entre estado e igreja era... bem, um pouco embaçada e dura de ver”, explica.

“Eu me lembro como minha mãe nos trazia para a capela ao domingos, e meu pai costumava esperar do lado de fora. Uma das coisas que captei do meu pai e da minha mãe foi o senso de religião adquirido no caminho de Deus”, explica Bono.

Sua fé, a qual descreve como “privada”, é largamente influenciada pelas palavras e ações de Jesus, as beatitudes e os profetas do Velho Testamento. Bono contou para o grupo de jornalistas que gosta de ler The Message, uma paráfrase moderna da Bíblia “pelo estudioso muito talentoso e poeta Eugene Peterson”. Em contraste com algumas das mais populares músicas cristãs, suas músicas religiosas preferidas incluem hinos de Charles Wesley, Messias de Handel, Judeus à capela, e músicas que, segundo ele, contêm emoções “cruas”.

Respondendo como esperava que os Estados Unidos contestariam o seu apelo de justiça pelos pobres e oprimidos da África, Bono apelou para a responsabilidade patriótica e cristã.

“Imagine uma suposta sociedade cristã com a capacidade absoluta de salvar vidas na África que falha em agir”, diz o líder do U2. “Você pode explicar isso para os detentores do orçamento, mas não pode explicar para Deus. Ele não vai aceitar essa desculpa, e a história também não. Penso que está crescendo um movimento que se define pelo jeito que essas questões são tratadas, particularmente no tempo do conflito, é tão poético na verdade... Assim você demonstra os valores da América”,
conclui Bono.


Copyright © 2009 por Christianity Today International
(Traduzido por Sulamita Ricardo)

Via: Cristianismo Hoje

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