
Tenho estado muito indignada com relação ao rumo que “igreja” brasileira tem tomado. É impressionante a variedade de coisas que encontro nela, mas creio que falta algo: seria Jesus?
Quando ligo minha televisão e me deparo com um pregador apresentando as vantagens que podem ser adquiridas quando se aceita a Jesus, eu sinto vontade de chorar! Quando eu vejo a deturpação que é feita com o evangelho em meio ao sistema religioso (que insistimos em chamar de igreja) tenho vontade de gritar!
Vivemos em uma crise silenciosa, onde a maioria das pessoas não notam sua existência, ou preferem fingir que não notam. O cristianismo que tem sido pregado hoje é um cristianismo produzido por homens que insistem em apresentar a cruz como um produto que trará benefícios ao seu consumidor. Esse pensamento tem sobrevivido e crescido a cada ano. Cada dia mais e mais pessoas conhecem esse Evangelho deturpado e passam suas vidas acreditando que por irem aos cultos de domingo, serem dizimistas e cumprirem todos os seus ritos religiosos são salvos! E dessa forma, crianças tem crescido achando que Jesus se limita a estas teorias baratas, gerações tem sido enganadas por discursos puramente humanos.
Podemos conceituar inúmeros motivos para a atual situação da igreja: a falta de apóstolos, a falta de temor, a ganância dos homens, etc. Porém, todos eles levam à um mesmo ponto: A igreja de hoje não conhece a Cristo! Não o conhecemos como Ele realmente é, ou não tão profundamente como deveríamos. O conhecemos de ouvir falar ou, muitas vezes, construímos um Deus desejável à nós e que nos trará vantagens (principalmente financeiras).
Será que somente a Cruz não é o suficiente para compreender o que é o evangelho? O evangelho pregado hoje diz que a partir de nossas obras somos merecedores de ter ou não, de possuir ou não. O evangelho do Reino diz que não somos merecedores de nada, que somente pela graça não somos condenados à morte e somente através da graça fomos redimidos.
O Filme “Eu sou a Lenda” ilustra muito bem isso. Um vírus mortal foi liberado no planeta (pecado), todos foram contaminados, porém um homem (Jesus) dá a sua vida para que os infectados pudessem ter a cura. Esse é o evangelho! Não somos nada, estávamos condenados à morte por causa do pecado criado por Satanás, mas Jesus veio, se sujeitou a ter um corpo humano, a viver nessa terra, morreu e pagou o que nós deveríamos pagar! E depois de tantos anos surgem pessoas querendo deturpar essa mensagem, buscando construir um evangelho que tenha a oferecer bênçãos! Será que não se compreende que a benção é Jesus? Será que o que foi feito na Cruz não é o suficiente? A igreja tem seguido mais letra de musica do que a própria Bíblia. O evangelho tem sido prostituído com o que há de mais podre no homem.
“Toda a criação aguarda ansiosa pela manifestação dos filhos de Deus” (Romanos 8:19), mas como os filhos se manifestarão se eles nem conhecem o Pai? A maior parte da igreja não compreende o valor da cruz, e não a possui como a essência do evangelho. Oro a Deus para que nestes dias Ele dê a revelação do calvário à sua igreja. Chega de mentira! Que Venha o teu reino Senhor!
Luzia Gavina | Vineyard São Gonçalo | RJ
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Um evangelho prostituído
Minha vida? Um grande joguinho.

Ultimamente tenho refletido sobre o valor que dou àquilo que me cerca. Por muitas vezes me pego colocando coisas tão fúteis no centro da minha vida, coisas tão mediocres, mas que me fazem tomar atitudes baseadas nelas. Até mesmo meus pensamentos tem sido envadidos por tais futilidades.
Quando falo "coisa" me refiro a tudo: objetos, pessoas, palavras, situações, etc. A princípio elas parecem insignificantes, mas com o tempo passam a tomar um espaço importante em minha vida me fazendo esquecer do que realmente é "importante". Sinto-me num joguinho onde a cada momento tenho valores trocados, pensamentos alterados sentimentos transformados a partir de situações que vivo e vejo.
E o pior de tudo é que não sou a única. Tenho conversado com algumas pessoas e observado que tal situação é muito comum. Temos dado valor a coisas tão fúteis e passageiras.Eu tenho dado atenção a coisas tão desprezíveis que não merecem o mínimo valor. Coisas que me deprimem, mas que mesmo assim eu insisto em pensar e fazer.
Creio que essa é uma das consequências de não estar vivendo o evangelho verdadeiro.
Nossa! É constrangedor admitir isso, mas acho que não vivo o evangelho real. Tudo aquilo que leio nos evangelhos e em Atos parecem tão distantes e tão subjetivos. Eu leio a Bíblia, oro e congrego com os meus irmãos a quase 5 anos, porém não sinto que vivo aquilo que leio. E, sinceramente, conheço pouquíssimas que vivem.
Não estou querendo dizer que não é possível vivê-lo. Mas acho que não temos revelação do que realmente é o evangelho e de quem realmente é Jesus.
Peço a Deus que Ele me revele isso, pois sei que tudo aquilo que leio é real. Mais real do que essas teclas que digito agora, mas real do que esse monitor que estou olhando. Ele é real e eu quero conhecê-lo de verdade, não só de ouvir falar. Creio quem assim o joguinho que tenho vivido irá se findar e eu o conhecerei como Ele realmente é.
É como se eu estivesse morrendo de sede em frente ao um rio maravilhoso, com uma água geladinha, porém eu prefiro puxar da bolsa um pontinho de sal e comer, achando que o sal matará a minha sede.Quero que ele seja minha única prioridade e que todo o meu ser esteja Nele. Não quero mais deixar sentimentos ou pensamentos torpes e fúteis tomarem o lugar Dele em minha vida. Não quero mais que prazeres passageiros sejam mais desejados do que Ele. Eu preciso Dele!Não há nada mais real do que Deus, não há nada mais prazeroso que Ele, porém, eu insisto em dar o lugar que é Dele a coisas tão medíocres.
Preciso me converter!
Espero que esta indagação ajude-os a pensar sobre sua vida e espero que possamos nos questionarmo juntos: O que temos vivido?
Luzia Gavina | Vineyard São Gonçalo | RJ