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CRENTE DESVIADO E CATÓLICO NÃO PRATICANTE




Pobre turba cujas vidas não conheceram louvor ou infâmia, contra Deus não se rebelaram, nem lhe foram fieis, mas foram leais só a si mesmos.
Dante Alighieri
A DIVINA COMÉDIA. INFERNO. Canto 3


Às vezes ao conversar com uma pessoa sobre sua caminhada cristã, ouvimos: “Sou crente, mas estou desviado”, ou então “sou católico não praticante”.

Na grande maioria das vezes, elas querem dizer que não estão assistindo o culto ou a missa em nenhum local, ou que sua conduta não condiz com o que é ensinado nessas igrejas.

Na grande maioria das vezes também, isso é discurso de gente convencida, mas não convertida. É discurso de quem um dia foi convencido por um amigo, uma instituição, um líder, um pastor. Convencido sobre um conjunto de dogmas, uma postura ética ou um discurso politicamente correto. Ou ainda discurso de quem herdou a fé dos pais ou da família.

Pessoas que se convencem de algo por alguém não permanecem. Não resistem ao dia mal. Não resistem as agruras da vida. Não têm força diante dos desafios da demanda de viver. Confirmando o que Jesus já nos ensinou em suas parábolas.

“Sou crente, mas estou desviado”, ou então “sou católico não praticante”. Tem em comum a fala de gente comprometida com as instituições e com as coisas. Mas não comprometimento com o Rei e seu reino. Fala de gente decepcionada com as instituições de modo geral.

Isso é bem diferente de conversão. Gente nascida de novo, que peregrina a caminho do reino em noites escuras da alma; onde a comunhão com Deus não se resume ao participar de um serviço religioso no final de semana.

Então o “Sou crente, mas estou desviado”, ou então “sou católico não praticante”, nunca se justifica?

Não é bem assim! Há fatos concretos de pessoas envolvidas com Deus, mas com seus sonhos e idéias destruídos pela instituição, pelo apelo megolamaníaco de lideres, pelo abuso espiritual de outros. Há gente sim, longe da Comunhão dos Santos por absurdos da instituição. Infelizmente.

Entendo que pessoas assim estão passando por fase da vida e que isso cedo ou tarde se resolve na comunhão com o Senhor e, por Sua graça, mesmo que em doses terapêuticas a comunhão com o Corpo volta a acontecer. Aquele que nos chamou para si nos conserva e sustenta em si. Estes já entenderam que tão importante quanto andar com o Senhor é andar com os Seus e, que amar a Deus que não vemos acontece através do amor ao irmão que vemos.

O que me preocupa no “Sou crente, mas estou desviado”, ou então “sou católico não praticante” é o grupo que já experimentou de tudo em quase todas as igrejas e delas sempre saem falando mal. Gente que se esquece que sua comunidade de fé será tão boa, quanto bom é o seu próprio relacionamento com Deus.

Atrás do discurso “Sou crente, mas estou desviado”, ou então “sou católico não praticante” esconde-se gente acomodada, que talvez, e só talvez, nunca teve um encontro com o Cristo ressurreto.

Que o encontro aconteça! E que venha o reino.

2 comentários:

Vítor disse...

Na minha opinião estas duas categorias não existem. Foram criadas para acomodar pessoas que nunca tiveram compromisso com a fé que professavam. Sou aquilo que pratico ou não sou. Se me desvio da minha fé já deixei de ser.

Alrair Siqueira - Brasília disse...

Como diz a Bíblia em Mateus 5:37: "Que seja porém o vosso falar: sim, sim; não, não; porque o que passa disso é precedência do maligno. A Bíblia não trata de meio termo, ser quase crente, pelo contrário afirma claramente ou é ou não é. Chega de crente 007 ou crente que diz ser não praticante( isso é um absurdo!). Alcancemos a verdadeira essência em Jesus Cristo de VERDAEIROS ADORADORES!!!

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