PESQUISE EM NOSSOS POSTS
EM CONSTRUÇÃO
“Deus não trata todas as coisas em nós de uma só vez.
Se Ele agisse assim, não suportaríamos!”
Greta Lira
Se Ele agisse assim, não suportaríamos!”
Greta Lira
Se eu pudesse andaria com uma placa no peito “Obra inacabada” ou, como em alguns sites da internet: “Em construção”. Quem sabe assim, os outros teriam mais paciência comigo? Me cobrariam menos “perfeição”...
Penso assim porque creio numa vida cristã dinâmica. Com preto, branco e algumas nuances de cinza. Uma vida cristã vivida um dia de cada vez. Bastando a cada dia o seu mal. Uma vida que começa com nossa salvação e não termina nunca mais.
Compreendo a salvação como algo que Deus começa. Uma obra que tem inicio em nossa vida em algum momento. Às vezes não sabemos precisar quando, nem como... De repente a ficha cai e respondemos!
Nossa resposta a Ele se dá num momento pontual. Isso tem dia, hora, lugar. É o que chamamos de arrependimento e confissão. Ai começa um processo de conversão, ou volta em direção a Ele.
Enquanto voltamos, a obra vai sendo realizada, até termos a estatura de varões perfeitos, à imagem e semelhança de Jesus. Isso leva tempo. No meu caso, está levando um tempão! Deus tem tratado uma coisa de cada vez em minha vida. Por isso, por favor, tenham paciência. Ainda sou uma obra inacabada.
Aliás, acho que você também é!
No amor do Pai,
milton paulo
NÃO AGUENTO MAIS ESSE NÃO AGUENTO MAIS
O refrão do “não agüento mais” cresce a cada dia. Pessoalmente abandonei o coral. Explico. Durante muito tempo acompanhei a caravana do reformismo. Hoje essa conversa me entedia e me aborrece. Primeiro porque não acredito mais em reformas, apenas em revoluções. Mas principalmente porque não mais acredito nisso que apontam como objeto de reforma. A expressão “igreja evangélica brasileira” está fora do meu vocabulário. Não apenas porque inexata – não existe a igreja evangélica brasileira, existem milhares de igrejas evangélicas no Brasil, mas também porque tomar a parte pelo todo é um equívoco.
O que não se agüenta mais é uma das faces da chamada igreja evangélica brasileira. Essa face da igreja evangélica brasileira (que, insisto, existe apenas como categoria sociológica) é absolutamente exógena, um corpo estranho, ao núcleo doutrinário e comunitário do que se chamou igreja evangélica brasileira. Em outras palavras, o que não se agüenta mais na igreja evangélica brasileira não tem nada a ver com qualquer coisa que se possa associar ao termo igreja evangélica, sendo na verdade uma nova versão religiosa do Cristianismo. O Cristianismo, considerado nas categorias das ciências da religião, é uma religião, com muitas expressões condicionadas histórica, social e culturalmente, dentre elas o Catolicismo romano e Protestantismo reformado. O que se convencionou chamar de igreja evangélica é o segmento do Cristianismo associado ao Protestantismo reformado. Nesse segmento surgiu um novo fenômeno tido como evangélico, mas que aos poucos começou a ser alvo dessas centenas de “não agüento mais”. O que percebo é que esse segmento alvejado pelo “não agüento mais” não é um segmento do Protestantismo reformado e, portanto, conforme historicamente consensado no movimento evangélico brasileiro, não deveria estar associado ao nome “igreja evangélica”.
Em outras palavras, no meu caso, dizer que não agüento mais isso equivale a dizer que não agüento mais o espiritismo kardecista ou o fundamentalismo islâmico. A respeito desse tal segmento da chamada igreja evangélica que inspira os “não agüento mais” eu não digo mais “não agüento mais”. Digo que é coisa que não tem nada a ver com a identidade evangélica e que, portanto, não é alvo do meu “não agüento mais”, até porque nunca jamais agüentei. Escrever mais um artigo não agüentando mais isso é o mesmo que subscrever um artigo identificando as incoerências e inconsistências dos cultos afro e dizer “não agüento mais”.
O que não se agüenta mais é uma das faces da chamada igreja evangélica brasileira. Essa face da igreja evangélica brasileira (que, insisto, existe apenas como categoria sociológica) é absolutamente exógena, um corpo estranho, ao núcleo doutrinário e comunitário do que se chamou igreja evangélica brasileira. Em outras palavras, o que não se agüenta mais na igreja evangélica brasileira não tem nada a ver com qualquer coisa que se possa associar ao termo igreja evangélica, sendo na verdade uma nova versão religiosa do Cristianismo. O Cristianismo, considerado nas categorias das ciências da religião, é uma religião, com muitas expressões condicionadas histórica, social e culturalmente, dentre elas o Catolicismo romano e Protestantismo reformado. O que se convencionou chamar de igreja evangélica é o segmento do Cristianismo associado ao Protestantismo reformado. Nesse segmento surgiu um novo fenômeno tido como evangélico, mas que aos poucos começou a ser alvo dessas centenas de “não agüento mais”. O que percebo é que esse segmento alvejado pelo “não agüento mais” não é um segmento do Protestantismo reformado e, portanto, conforme historicamente consensado no movimento evangélico brasileiro, não deveria estar associado ao nome “igreja evangélica”.
Em outras palavras, no meu caso, dizer que não agüento mais isso equivale a dizer que não agüento mais o espiritismo kardecista ou o fundamentalismo islâmico. A respeito desse tal segmento da chamada igreja evangélica que inspira os “não agüento mais” eu não digo mais “não agüento mais”. Digo que é coisa que não tem nada a ver com a identidade evangélica e que, portanto, não é alvo do meu “não agüento mais”, até porque nunca jamais agüentei. Escrever mais um artigo não agüentando mais isso é o mesmo que subscrever um artigo identificando as incoerências e inconsistências dos cultos afro e dizer “não agüento mais”.
Ed René Kivitz
www.galileia.com.br
TRANSFORMANDO A igreja EM IGREJA
“Eu não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda-os no teu nome, o qual me deste, para que eles sejam um, assim como nós... para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu lhes dei a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um; eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste a eles, assim como me amaste a mim”.
João 17.11,21-23
Penso que as igrejas evangélicas de um modo geral vivem uma grande inversão de valores. Valorizam o periférico não o que é central. Valorizam a quantidade negligenciando a qualidade. Valorizam os programas e não as pessoas. Aliás, a maioria das vezes – mesmo dentro de algumas igrejas - as pessoas são valorizadas pelo que têm, não pelo que são...
É interessante pensar que a mais de dois mil anos atrás, Jesus não tinha distrações com o periférico. Sabia o que devia fazer. Jesus não tinha preocupação com multidão, muito menos com programas. Jesus preocupava-se com pessoas. Jesus tinha propostas do Reino, guardadas até hoje em seu Evangelho.
Dentre as muitas que Ele oferece, tenho pensado muito em me tornar resposta à Sua oração. Tenho sentido o forte desejo de viver e experimentar a Teologia de João 17: SERMOS UM NO PAI. Para que desta maneira, o mundo conheça Quem nos enviou, e no nome de Quem falamos. Imagino que para isso:
1. Já é hora de pagarmos o preço, qualquer que seja ele, de fazer parte de uma Comunidade Espiritual, e não de uma organização eclesiástica. Não podemos permanecer o resto de nossas vidas satisfeitos com crentes “obesos de teorias” e vazios de ideais. Precisamos transformar nossa igreja (instituição) em igreja (Comunidade Espiritual).
2. Já é hora de virarmos as cadeiras uns para os outros, e de deixarmos de viver uma comunhão cristã leviana e insípida; onde, não há preocupações e cuidados verdadeiros. Onde o “querido irmão” é só mais um rosto que nos habituamos a ver aos domingos.
3. Já é tempo de edificarmos a igreja, e transforma-la numa comunidade de pessoas que se refugiam em Deus e encorajarmos uns aos outros a jamais fugirmos em busca de outros socorros.
4. Já é tempo de nos tornarmos a resposta da oração de Jesus, e fazermos assim diferença no mundo onde vivemos. Compartilhando em nossa comunidade (a igreja que congregamos) a unidade o Evangelho transformador de Jesus Cristo.
Sei que esta proposta não é fácil de ser vivida. Sei também que com ela estaremos caminhando na contra-mão do que temos visto em termos de igreja; onde o que vale é o “ativismo desvairado” ou o “evangelho que distrai”. Mas estou convicto que é esta proposta de Igreja que encontramos nas páginas de nossa Bíblia[1].
João 17.11,21-23
Penso que as igrejas evangélicas de um modo geral vivem uma grande inversão de valores. Valorizam o periférico não o que é central. Valorizam a quantidade negligenciando a qualidade. Valorizam os programas e não as pessoas. Aliás, a maioria das vezes – mesmo dentro de algumas igrejas - as pessoas são valorizadas pelo que têm, não pelo que são...
É interessante pensar que a mais de dois mil anos atrás, Jesus não tinha distrações com o periférico. Sabia o que devia fazer. Jesus não tinha preocupação com multidão, muito menos com programas. Jesus preocupava-se com pessoas. Jesus tinha propostas do Reino, guardadas até hoje em seu Evangelho.
Dentre as muitas que Ele oferece, tenho pensado muito em me tornar resposta à Sua oração. Tenho sentido o forte desejo de viver e experimentar a Teologia de João 17: SERMOS UM NO PAI. Para que desta maneira, o mundo conheça Quem nos enviou, e no nome de Quem falamos. Imagino que para isso:
1. Já é hora de pagarmos o preço, qualquer que seja ele, de fazer parte de uma Comunidade Espiritual, e não de uma organização eclesiástica. Não podemos permanecer o resto de nossas vidas satisfeitos com crentes “obesos de teorias” e vazios de ideais. Precisamos transformar nossa igreja (instituição) em igreja (Comunidade Espiritual).
2. Já é hora de virarmos as cadeiras uns para os outros, e de deixarmos de viver uma comunhão cristã leviana e insípida; onde, não há preocupações e cuidados verdadeiros. Onde o “querido irmão” é só mais um rosto que nos habituamos a ver aos domingos.
3. Já é tempo de edificarmos a igreja, e transforma-la numa comunidade de pessoas que se refugiam em Deus e encorajarmos uns aos outros a jamais fugirmos em busca de outros socorros.
4. Já é tempo de nos tornarmos a resposta da oração de Jesus, e fazermos assim diferença no mundo onde vivemos. Compartilhando em nossa comunidade (a igreja que congregamos) a unidade o Evangelho transformador de Jesus Cristo.
Sei que esta proposta não é fácil de ser vivida. Sei também que com ela estaremos caminhando na contra-mão do que temos visto em termos de igreja; onde o que vale é o “ativismo desvairado” ou o “evangelho que distrai”. Mas estou convicto que é esta proposta de Igreja que encontramos nas páginas de nossa Bíblia[1].
Pense nisso, e ajude na mudança!
milton paulo
[1] Mais sobre este assunto: PETERSON, Eugene H.. A sombra da planta imprevisível. United Press.SP 2001, e CRABB, Larry. O lugar mais seguro da Terra. Editora Mundo Cristão. SP 2000.
ENCONTRO / COMUNIDADE / TRANSFORMAÇÃO
No inicio de 2000 vi meus sonhos ministeriais ruírem. Todos os meus projetos desabaram sobre mim. Não tinha quase perspectivas. Era uma faze de mudanças que honestamente eu não escolheria fazer. Pelo menos como ela estava ocorrendo naquele momento.
Em virtude dessas mudanças comecei algumas coisas: aprofundei meu relacionamento com a Vineyard, fui pastoreado e discipulado intensamente e, compartilhei o que recebi de Deus com uma Comunidade maravilhosa numa cidade vizinha. O fruto desta faze em minha vida é a convicção que tenho de meu chamado.
Creio que o Espírito de Deus me instruiu a concentrar minha vida e meu ministério em três palavras: encontro, comunidade e transformação.
Sinto o chamado de Deus para ter um ENCONTRO com Ele de uma forma que minha alma seja repleta com mais alegria do que qualquer outra experiência e para conduzir outros a um encontro semelhante. Logo percebi que é fato: eu não posso providenciar para que esse encontro ocorra! Por isso, nesses últimos tempos, vejo-me suplicando muito mais por misericórdia soberana do que por uma competência prática.
Sinto o chamado de Deus para desenvolver e participar de uma COMUNIDADE onde ninguém permanece desconhecido, inexplorado, escondido ou intocado; onde descobrimos nosso verdadeiro ser interior, onde percebemos que somos, na verdade, seguidores fervorosos de Jesus, e por isso nos tornamos amigos espirituais. Quero ajudar as pessoas ao meu redor a desfrutar esse tipo de comunhão. Quero fazer parte de uma comunidade assim. Diante da enormidade dessa tarefa, estou mais inclinado a orar do que a ser motivado pela criação de estratégias.
Sinto o chamado de Deus para compreender melhor, praticar e ensinar a arte da orientação espiritual que, como tenho aprendido com meus mestres, é um diálogo guiado pelo Espírito no qual ocorre uma profunda TRANSFORMAÇÃO da personalidade humana. Vida cristã é compromisso com o Pai e com o Reino. Vida cristã é vida transformada.
O discernimento desse chamado fez com que eu tomasse tantas decisões em 2004 e estivesse hoje participando da plantação de uma Comunidade Cristã. Minha oração é que possamos confiar no Espírito de Deus para usar os recursos de Cristo a fim de nos conduzir para os braços do Pai.
Que comece a revolução!
milton paulo
pastor sênior
vineyard mogi
Em virtude dessas mudanças comecei algumas coisas: aprofundei meu relacionamento com a Vineyard, fui pastoreado e discipulado intensamente e, compartilhei o que recebi de Deus com uma Comunidade maravilhosa numa cidade vizinha. O fruto desta faze em minha vida é a convicção que tenho de meu chamado.
Creio que o Espírito de Deus me instruiu a concentrar minha vida e meu ministério em três palavras: encontro, comunidade e transformação.
Sinto o chamado de Deus para ter um ENCONTRO com Ele de uma forma que minha alma seja repleta com mais alegria do que qualquer outra experiência e para conduzir outros a um encontro semelhante. Logo percebi que é fato: eu não posso providenciar para que esse encontro ocorra! Por isso, nesses últimos tempos, vejo-me suplicando muito mais por misericórdia soberana do que por uma competência prática.
Sinto o chamado de Deus para desenvolver e participar de uma COMUNIDADE onde ninguém permanece desconhecido, inexplorado, escondido ou intocado; onde descobrimos nosso verdadeiro ser interior, onde percebemos que somos, na verdade, seguidores fervorosos de Jesus, e por isso nos tornamos amigos espirituais. Quero ajudar as pessoas ao meu redor a desfrutar esse tipo de comunhão. Quero fazer parte de uma comunidade assim. Diante da enormidade dessa tarefa, estou mais inclinado a orar do que a ser motivado pela criação de estratégias.
Sinto o chamado de Deus para compreender melhor, praticar e ensinar a arte da orientação espiritual que, como tenho aprendido com meus mestres, é um diálogo guiado pelo Espírito no qual ocorre uma profunda TRANSFORMAÇÃO da personalidade humana. Vida cristã é compromisso com o Pai e com o Reino. Vida cristã é vida transformada.
O discernimento desse chamado fez com que eu tomasse tantas decisões em 2004 e estivesse hoje participando da plantação de uma Comunidade Cristã. Minha oração é que possamos confiar no Espírito de Deus para usar os recursos de Cristo a fim de nos conduzir para os braços do Pai.
Que comece a revolução!
milton paulo
pastor sênior
vineyard mogi
NORMOTICOS
Normoticos! Aprendi essa palavra nova!
Como resposta de um de meus E ½, recebi de uma amiga de Brasília um comentário maravilhoso!
Diz ela que pessoas que não estão, a essa época dos acontecimentos sofrendo alguma mudança interior por algum motivo, seja pessoal ou coletivo, entraram para um grupo seleto chamado 'os normóticos'.
Corri para o dicionário... Podemos classificar como normóticos os seres humanos que aparentemente não sofrem modificação nenhuma pelo meio que a cerca.
Penso que isso geralmente, ocorra porque o atual estado que se encontram lhes parece cômodo o suficiente e sua sensibilidade com a violência, a fome, o sofrimento que assola o mundo já não existe...
Ou seja, todos os acontecimentos se tornaram tão normais, tão banais que já não causam mais indignação e vontade de redirecionamento e reposicionamento para ajuste de rumos...
Na prática, um normótico cristão: não ora mais pelo próximo, não contribui mais com os pobres, não investe mais tempo para visitar um doente ou preso... Reino de Deus, nem pensar!! "O Reino de Deus está nos Céus... Aqui na Terra deixa a banda passar...”.
Entendo que somos agentes do reino, a serviço do Rei! Diante dos apelos do mundo precisamos promover transformação, sinalizar o reino! ...A não ser que já tenhamos nos transformado em normóticos (uhg!)..Que o Pai nos desperte desta “letargia gospel”. Como diria o irmão Paulo, apóstolo: “Desperta ó tu que dormes!”.
No amor d’Ele.
Como resposta de um de meus E ½, recebi de uma amiga de Brasília um comentário maravilhoso!
Diz ela que pessoas que não estão, a essa época dos acontecimentos sofrendo alguma mudança interior por algum motivo, seja pessoal ou coletivo, entraram para um grupo seleto chamado 'os normóticos'.
Corri para o dicionário... Podemos classificar como normóticos os seres humanos que aparentemente não sofrem modificação nenhuma pelo meio que a cerca.
Penso que isso geralmente, ocorra porque o atual estado que se encontram lhes parece cômodo o suficiente e sua sensibilidade com a violência, a fome, o sofrimento que assola o mundo já não existe...
Ou seja, todos os acontecimentos se tornaram tão normais, tão banais que já não causam mais indignação e vontade de redirecionamento e reposicionamento para ajuste de rumos...
Na prática, um normótico cristão: não ora mais pelo próximo, não contribui mais com os pobres, não investe mais tempo para visitar um doente ou preso... Reino de Deus, nem pensar!! "O Reino de Deus está nos Céus... Aqui na Terra deixa a banda passar...”.
Entendo que somos agentes do reino, a serviço do Rei! Diante dos apelos do mundo precisamos promover transformação, sinalizar o reino! ...A não ser que já tenhamos nos transformado em normóticos (uhg!)..Que o Pai nos desperte desta “letargia gospel”. Como diria o irmão Paulo, apóstolo: “Desperta ó tu que dormes!”.
No amor d’Ele.
NOVOS PARADIGMAS - 4
Salmo 103
"Novos Paradigmas" foi uma série de quatro mensages que preguei na Vineyard Mogi entre Janeiro e Fevereiro. Falei com o meu povo que de "novos" só o nome! Tudo o que falei é parte do que já temos crido e vivido na Vinha Mogi...
"Novos Paradigmas" foi uma série de quatro mensages que preguei na Vineyard Mogi entre Janeiro e Fevereiro. Falei com o meu povo que de "novos" só o nome! Tudo o que falei é parte do que já temos crido e vivido na Vinha Mogi...
Do inicio por uma questão de principios!
Tenho escrito nos últimos textos que a religião se baseia no principio: obedeço logo sou aceito. E o evangelho de Jesus é: sou aceito em Cristo por isso obedeço. Essa forma de pensar diferenciada, produz dois estilos de vida distintos: A Vida Religiosa e a Vida no Evangelho...
A vida religiosa – motivação para vida de medo e orgulho;
A vida no Evangelho – gratidão e alegria;
A vida religiosa: caráter de superioridade a inferioridade. Às vezes no topo outras lá em baixo!
A vida no Evangelho: nos torna mais confiantes e humildes.
A vida religiosa: fixamos o coração em ídolos. Isso leva a ansiedade e ira;
A vida no Evangelho: não há nada alem de Deus do que necessitamos para segurança e significado. Cristo é nossa vida. Não precisamos de mais nada!
A vida religiosa: quando vamos falar com outros olhamos de cima para baixo. Nos consideramos melhores.
A vida no Evangelho: nos tornamos abertos aos outros. Somos salvos pela graça e não por sermos melhores.
A vida religiosa: muita briga, muita critica entre as pessoas. Isso porque existe a necessidade de crerem que são boas. Que estão na religião certa.
A vida no Evangelho: somos diferentes. Não somos salvos por sermos melhores pessoas. Por termos a doutrina mais correta. Isso nos dá mais paz e humildade.
O problema é que mesmo desejando tanto do Evangelho, sempre caímos no principio religioso, (mesmo depois de termos experimentado o Evangelho)! Como fazer o evangelho tomar parte da vida? Algo pratico! O Salmo 103 nos ajuda! Salmo 103, salmo de Davi. É o que deveríamos estar fazendo em nossas orações. Para viver o evangelho, devíamos obedecer o que Davi manda fazer aqui:
NÃO ESQUECER AS MARAVILHAS E BENEFICIOS.
Salmo 103 é uma lista longa dos benefícios de Deus em nossa salvação. Nosso principal problema é nos esquecermos dos beneficios de nossa salvação. Entendemos a palavra lembrar: estar apercebido mentalmente... (um compromisso por exemplo). Mas Davi não esta falando disso. Quando ele diz que estamos nos esquecendo dos benefícios de nossa salvação, não se trata de estar desligado mentalmente...
ÓH MINHA ALMA...
É nossa alma e nosso coração que se esquece desse beneficio. O problema básico do coração é esquecer-se do que a mente lembra. Há coisas que temos consciência em nossa mente, mas não estão reais em nosso coração. Esse é o problema e essa deveria ser a principal coisa a concertarmos! A mente sabe, mas o poder de Deus não é espiritualmente real! Por exemplo: 2º Pedro 1, 8 - 9.
O fato é: não é fazer força para vencer, mas o problema é: você se esqueceu da ação de Deus em sua vida! Isso não é se esquecer em suas cabeças, mas nos seus corações!
Isso é impressionante! Fala com pessoas com problema de auto domínio: Vocês se esqueceram. O que "motivou" o pecado foi o esquecimento! Não é caso de força de vontade. Vontade própria. Pedro diz: não isso, não! O seu coração se esqueceu da graça de Deus.
Uma das maiores diferenças da religião e do evangelho é a motivação. Isso tenho falado nos últimos domingos, lá em nossa comunidade! Você se sentar ao lado de uma pessoa que vive o Evangelho e outra religiosa. As duas vão obedecer da mesma maneira, mas com motivações diferentes!
O evangelho é obedecer por amor, não por medo! Religião: Se eu não obedeço, Deus me rejeitará... isso pressiona emoções, utiliza-se do medo... isso não é a motivação do evangelho!
Porque o medo, chega uma hora não funciona mais, porque com o passar dos tempos, não nos sentimos tão culpados!!
Uma verdade compreendida mentalmente que precisa ser levada ao coração. O que conhecemos com a mente, precisa ser crido com o coração! A vontade não é “eliminada da formula”, simplesmente não obedeça seus instintos! Vença a longo prazo, lembrando com o seu coração a graça de Deus. Voltar ao evangelho e orar para aquilo se torne verdade em nosso coração.
Nossa maior necessidade é o evangelho se tornar espiritualmente real.
COMO?
Uma das coisas mais surpreendentes deste salmo é: para quem ele foi escrito? Com quem Davi esta falando aqui? Por que na realidade isso não é uma oração! Também não é uma exortação, um sermão.
Dois lugares ele menciona anjos. Ele não fala com Deus, não fala com outros! Fala com sua alma. Sua própria alma! Meu ser mais interno! Essa é uma bem disciplinada, longa e sustenta atividade: processo de auto dialogo!
Meditação: disciplina espiritual entre estudo bíblico e oração. Meditação: descer a bíblia e falar com seu coração sobre elas! O salmo 103 é Davi se preparando para louvar a Deus!
Falar com a alma! Meditar na palavra até sentir prazer. Precisamos aprender isso em nossa vida! Tomar verdades lidas na palavra e pensar nas implicações dela! Meditação: mental e emocional!
Meditar até ser tocado pelo Espírito! O Espírito toca e queima nossa vida! Eu sei que o mel é doce, mas agora experimentei a doçura!
Sair do intelectual e ser tocado pelo espiritual! Disciplina regular!
A vida religiosa – motivação para vida de medo e orgulho;
A vida no Evangelho – gratidão e alegria;
A vida religiosa: caráter de superioridade a inferioridade. Às vezes no topo outras lá em baixo!
A vida no Evangelho: nos torna mais confiantes e humildes.
A vida religiosa: fixamos o coração em ídolos. Isso leva a ansiedade e ira;
A vida no Evangelho: não há nada alem de Deus do que necessitamos para segurança e significado. Cristo é nossa vida. Não precisamos de mais nada!
A vida religiosa: quando vamos falar com outros olhamos de cima para baixo. Nos consideramos melhores.
A vida no Evangelho: nos tornamos abertos aos outros. Somos salvos pela graça e não por sermos melhores.
A vida religiosa: muita briga, muita critica entre as pessoas. Isso porque existe a necessidade de crerem que são boas. Que estão na religião certa.
A vida no Evangelho: somos diferentes. Não somos salvos por sermos melhores pessoas. Por termos a doutrina mais correta. Isso nos dá mais paz e humildade.
O problema é que mesmo desejando tanto do Evangelho, sempre caímos no principio religioso, (mesmo depois de termos experimentado o Evangelho)! Como fazer o evangelho tomar parte da vida? Algo pratico! O Salmo 103 nos ajuda! Salmo 103, salmo de Davi. É o que deveríamos estar fazendo em nossas orações. Para viver o evangelho, devíamos obedecer o que Davi manda fazer aqui:
NÃO ESQUECER AS MARAVILHAS E BENEFICIOS.
Salmo 103 é uma lista longa dos benefícios de Deus em nossa salvação. Nosso principal problema é nos esquecermos dos beneficios de nossa salvação. Entendemos a palavra lembrar: estar apercebido mentalmente... (um compromisso por exemplo). Mas Davi não esta falando disso. Quando ele diz que estamos nos esquecendo dos benefícios de nossa salvação, não se trata de estar desligado mentalmente...
ÓH MINHA ALMA...
É nossa alma e nosso coração que se esquece desse beneficio. O problema básico do coração é esquecer-se do que a mente lembra. Há coisas que temos consciência em nossa mente, mas não estão reais em nosso coração. Esse é o problema e essa deveria ser a principal coisa a concertarmos! A mente sabe, mas o poder de Deus não é espiritualmente real! Por exemplo: 2º Pedro 1, 8 - 9.
O fato é: não é fazer força para vencer, mas o problema é: você se esqueceu da ação de Deus em sua vida! Isso não é se esquecer em suas cabeças, mas nos seus corações!
Isso é impressionante! Fala com pessoas com problema de auto domínio: Vocês se esqueceram. O que "motivou" o pecado foi o esquecimento! Não é caso de força de vontade. Vontade própria. Pedro diz: não isso, não! O seu coração se esqueceu da graça de Deus.
Uma das maiores diferenças da religião e do evangelho é a motivação. Isso tenho falado nos últimos domingos, lá em nossa comunidade! Você se sentar ao lado de uma pessoa que vive o Evangelho e outra religiosa. As duas vão obedecer da mesma maneira, mas com motivações diferentes!
O evangelho é obedecer por amor, não por medo! Religião: Se eu não obedeço, Deus me rejeitará... isso pressiona emoções, utiliza-se do medo... isso não é a motivação do evangelho!
Porque o medo, chega uma hora não funciona mais, porque com o passar dos tempos, não nos sentimos tão culpados!!
Uma verdade compreendida mentalmente que precisa ser levada ao coração. O que conhecemos com a mente, precisa ser crido com o coração! A vontade não é “eliminada da formula”, simplesmente não obedeça seus instintos! Vença a longo prazo, lembrando com o seu coração a graça de Deus. Voltar ao evangelho e orar para aquilo se torne verdade em nosso coração.
Nossa maior necessidade é o evangelho se tornar espiritualmente real.
COMO?
Uma das coisas mais surpreendentes deste salmo é: para quem ele foi escrito? Com quem Davi esta falando aqui? Por que na realidade isso não é uma oração! Também não é uma exortação, um sermão.
Dois lugares ele menciona anjos. Ele não fala com Deus, não fala com outros! Fala com sua alma. Sua própria alma! Meu ser mais interno! Essa é uma bem disciplinada, longa e sustenta atividade: processo de auto dialogo!
Meditação: disciplina espiritual entre estudo bíblico e oração. Meditação: descer a bíblia e falar com seu coração sobre elas! O salmo 103 é Davi se preparando para louvar a Deus!
Falar com a alma! Meditar na palavra até sentir prazer. Precisamos aprender isso em nossa vida! Tomar verdades lidas na palavra e pensar nas implicações dela! Meditação: mental e emocional!
Meditar até ser tocado pelo Espírito! O Espírito toca e queima nossa vida! Eu sei que o mel é doce, mas agora experimentei a doçura!
Sair do intelectual e ser tocado pelo espiritual! Disciplina regular!
É isso! Como falei nada de "novo" só o título!
Deus te abençoe.
NOVOS PARADIGMAS 3
1º CORINITOS 13. 1 – 8
É impressionante como nosso coração: pode rejeitar o evangelho mesmo depois de convertido...
É impressionante como ainda não entendemos que a única forma de transformar o coração é redescobrir o evangelho.
POR QUE O EVANGELHO IMPACTA NOSSO CARÁTER?
O caráter do cristão é mais importante que suas competências.
A santidade pessoal, é o que as pessoas mais desejam ver. Um caráter como o de Deus é muito mais importante do que todos os nossos dons e talentos na obra de Deus.
O texto de Corintios que sugiro acima, é claro nesse assunto e deveria até nos dar medo! Um caráter divino é mais importante que tudo em nossa vida!
A Igreja de Corinto era cheia de talentos. 1 – 3, Paulo descreve talentos. Ensinadores, dons de liderança (fé que move montanhas - Aqui a maioria dos comentaristas concordam que não é a fé salvadora, mas fé de visão para o futuro, o que transforma as pessoas em lideres.). Preocupação com os pobres. Comprometidos a ponto de morrer pela fé. Uma igreja “bala” no que dizia respeito a crescimento, programas e atividades.
Porém, dos versículos de 4 – 7, encontramos uma lista do eu eles não eram. E isso fica claro em todo o restante da carta do irmão Paulo: Egoístas, invejosos, orgulhosos, rudes, mal educados, se iravam facilmente. Jactanciosos.
Corinto era uma igreja cheia de cristãos com muita competência ministeriais, mas sem caráter parecido como Deus.
Dizendo em outras palavras: Muitos dons espirituais, mas pouco fruto do Espírito. E Paulo fala logo no versículo 1: Dom espiritual sem fruto do Espírito, é como um sino que ressoa. É prato tocando!
Por que Paulo usa essa imagem?
Os comentaristas acham que tinha a ver com os templos pagãos da época e seus cultos. Muito ostentoso, muita musica, alta, muitas procissões. Para os deuses pagãos você tinha que ser muito bonzinho para ser aceito... Tinha que provar sua fé. Provar com obras e barulho!
Paulo esta dizendo que o ministério, que a vida cristã pode ser como um prato que ressoa. Você pode fazer “ministério” para se provar para Deus, para provar aos outros, para provar para você mesmo! Ministério como maneira de provar sua “santidade” e compromisso. Como maneira de justificar-se perante Deus.
Ministério e serviço cristão que não vem com alegria, não vem pela graça, não vem como fruto de devoção... Isso é sino tocando! Isso não impacta vidas. Não promove mudança de caráter em ninguém.
É sucesso ministerial que a longo prazo produz um colapso. Ministério sem caráter pode existir por algum tempo. Isso explica facilmente os muitos fracassos que vemos com tanta freqüência.
Operar dom é diferente de crescer na graça. A mula de Balaão. Profetizou e continuou jumento!
COMO EVANGELHO MODIFICA NOSSO CARATER.
Uma das principais imagens do cristão no Novo Testamento é o MORDOMO.
Cuidava de tudo logo abaixo do dono. Apesar de líder era um dos escravos. Lucas 12. 44 – 45. Um mordomo pode cair em dois erros graves!
Ø Esquecer que é o líder, o que manda nos escravos e na casa. Tem de ter autoridade.
Ø Esquecer que é escravo. Conduz outros, mais é escravo como os outros. Não pode oprimir o outro, não pode usar recursos.
Isso significa que liderança cristã, que vida cristã requer uma combinação única! Meio humilde, meio corajoso! Mas 100% dos dois! Somos lideres e escravos!
A religião: obedeço, logo sou aceito. Espírito do irmão mais velho. Você só é aceito na boa conduta. A religião te dá coragem ou humildade. Nunca as duas coisas.
Você vivendo no “padrão” fica corajoso e olha de cima para baixo para as outras pessoas. Você é ríspido. Você é religioso fora do padrão, te dá humildade, tolerância... Mas não terá confiança.
Quanto mais me apego ao evangelho fico mais humilde e corajoso. Eu sou tão mal que Jesus teve de morrer por mim. Mas tão valorizado que Jesus teve prazer em morrer por mim.
O mesmo fato que me humilha até o chão, me eleva em amor até o céu!
COMO O EVANGELHO AFETA NOSSO TRABAHO NA IGREJA
A justificação é nossa aceitação em Deus. Santificação é a nossa obediência espiritual.
Temos que basear nossa santificação em nossa justificação: obedecer em gratidão por sua graça. Obedecer sem a necessidade de sentir seguros e aceitos. Santificação não tem a ver com performance religiosa.
História dos avivamentos, todas elas, o Evangelho é entendido. Pensando no que somos: Uma Comunidade Cristã, integrante de um Movimento: A Vineyard; isso é vivenciado (no nosso caso) através do que aprendemos chamar de nosso DNA:
Adoração vibrante. Levar o evangelho ao coração. Um louvor apaixonado e vibrante. Ensino bíblico teologicamente profundo. Avivamento não é só emoção. Mas uma questão da ficha da verdade cair. Ensinar o evangelho. Uma comunhão rica em relacionamentos. Amigos cristãos mais experientes na fé. Contexto de comunhão; grupos pequenos. Evangelismo agressivo. Respeitar quem não crê, mas atraente aos não cristãos. Preocupação social com os pobres. Não olhando essas pessoas como inferiores. Apesar dos hábitos que elas têm nos ofenderem.
Flexibilidade cultural. Uma igreja renovada é uma igreja adaptável a cultura, sem perder o Evangelho e sua beleza. Não é somente “pessoas gostando” da igreja, mas pessoas mudando o caráter. Respeitando as igrejas diferentes. Dons espirituais e seu exercício entre a comunidade;
Capacitação e treinamento. Formação de novos líderes. Sinais e maravilhas. Características normais e habituais da vida da igreja – para praticar o ministério de compaixão e poder, em função de curar enfermos e quebrantados expulsar demônios e fazer as obras sobrenaturais de Deus. Naturalemente sobrenatural. Plantação de novas igrejas. Esta obra está no coração do chamado da Vinha. Cada comunidade deve ter uma visão para crescer, multiplicar-se e tocar outras partes do mundo. John Wimber sempre dizia que a melhor forma de evangelizar é plantar uma nova comunidade.
Entendo tudo isso como sinais de uma igreja renovada no evangelho.
Por isso somos cristãos envolvidos com um movimento. Vivenciando igreja em nossa vida diária. Sinta convidado a participar do que o Pai está fazendo em nosso meio.
Amém.
É impressionante como nosso coração: pode rejeitar o evangelho mesmo depois de convertido...
É impressionante como ainda não entendemos que a única forma de transformar o coração é redescobrir o evangelho.
POR QUE O EVANGELHO IMPACTA NOSSO CARÁTER?
O caráter do cristão é mais importante que suas competências.
A santidade pessoal, é o que as pessoas mais desejam ver. Um caráter como o de Deus é muito mais importante do que todos os nossos dons e talentos na obra de Deus.
O texto de Corintios que sugiro acima, é claro nesse assunto e deveria até nos dar medo! Um caráter divino é mais importante que tudo em nossa vida!
A Igreja de Corinto era cheia de talentos. 1 – 3, Paulo descreve talentos. Ensinadores, dons de liderança (fé que move montanhas - Aqui a maioria dos comentaristas concordam que não é a fé salvadora, mas fé de visão para o futuro, o que transforma as pessoas em lideres.). Preocupação com os pobres. Comprometidos a ponto de morrer pela fé. Uma igreja “bala” no que dizia respeito a crescimento, programas e atividades.
Porém, dos versículos de 4 – 7, encontramos uma lista do eu eles não eram. E isso fica claro em todo o restante da carta do irmão Paulo: Egoístas, invejosos, orgulhosos, rudes, mal educados, se iravam facilmente. Jactanciosos.
Corinto era uma igreja cheia de cristãos com muita competência ministeriais, mas sem caráter parecido como Deus.
Dizendo em outras palavras: Muitos dons espirituais, mas pouco fruto do Espírito. E Paulo fala logo no versículo 1: Dom espiritual sem fruto do Espírito, é como um sino que ressoa. É prato tocando!
Por que Paulo usa essa imagem?
Os comentaristas acham que tinha a ver com os templos pagãos da época e seus cultos. Muito ostentoso, muita musica, alta, muitas procissões. Para os deuses pagãos você tinha que ser muito bonzinho para ser aceito... Tinha que provar sua fé. Provar com obras e barulho!
Paulo esta dizendo que o ministério, que a vida cristã pode ser como um prato que ressoa. Você pode fazer “ministério” para se provar para Deus, para provar aos outros, para provar para você mesmo! Ministério como maneira de provar sua “santidade” e compromisso. Como maneira de justificar-se perante Deus.
Ministério e serviço cristão que não vem com alegria, não vem pela graça, não vem como fruto de devoção... Isso é sino tocando! Isso não impacta vidas. Não promove mudança de caráter em ninguém.
É sucesso ministerial que a longo prazo produz um colapso. Ministério sem caráter pode existir por algum tempo. Isso explica facilmente os muitos fracassos que vemos com tanta freqüência.
Operar dom é diferente de crescer na graça. A mula de Balaão. Profetizou e continuou jumento!
COMO EVANGELHO MODIFICA NOSSO CARATER.
Uma das principais imagens do cristão no Novo Testamento é o MORDOMO.
Cuidava de tudo logo abaixo do dono. Apesar de líder era um dos escravos. Lucas 12. 44 – 45. Um mordomo pode cair em dois erros graves!
Ø Esquecer que é o líder, o que manda nos escravos e na casa. Tem de ter autoridade.
Ø Esquecer que é escravo. Conduz outros, mais é escravo como os outros. Não pode oprimir o outro, não pode usar recursos.
Isso significa que liderança cristã, que vida cristã requer uma combinação única! Meio humilde, meio corajoso! Mas 100% dos dois! Somos lideres e escravos!
A religião: obedeço, logo sou aceito. Espírito do irmão mais velho. Você só é aceito na boa conduta. A religião te dá coragem ou humildade. Nunca as duas coisas.
Você vivendo no “padrão” fica corajoso e olha de cima para baixo para as outras pessoas. Você é ríspido. Você é religioso fora do padrão, te dá humildade, tolerância... Mas não terá confiança.
Quanto mais me apego ao evangelho fico mais humilde e corajoso. Eu sou tão mal que Jesus teve de morrer por mim. Mas tão valorizado que Jesus teve prazer em morrer por mim.
O mesmo fato que me humilha até o chão, me eleva em amor até o céu!
COMO O EVANGELHO AFETA NOSSO TRABAHO NA IGREJA
A justificação é nossa aceitação em Deus. Santificação é a nossa obediência espiritual.
Temos que basear nossa santificação em nossa justificação: obedecer em gratidão por sua graça. Obedecer sem a necessidade de sentir seguros e aceitos. Santificação não tem a ver com performance religiosa.
História dos avivamentos, todas elas, o Evangelho é entendido. Pensando no que somos: Uma Comunidade Cristã, integrante de um Movimento: A Vineyard; isso é vivenciado (no nosso caso) através do que aprendemos chamar de nosso DNA:
Adoração vibrante. Levar o evangelho ao coração. Um louvor apaixonado e vibrante. Ensino bíblico teologicamente profundo. Avivamento não é só emoção. Mas uma questão da ficha da verdade cair. Ensinar o evangelho. Uma comunhão rica em relacionamentos. Amigos cristãos mais experientes na fé. Contexto de comunhão; grupos pequenos. Evangelismo agressivo. Respeitar quem não crê, mas atraente aos não cristãos. Preocupação social com os pobres. Não olhando essas pessoas como inferiores. Apesar dos hábitos que elas têm nos ofenderem.
Flexibilidade cultural. Uma igreja renovada é uma igreja adaptável a cultura, sem perder o Evangelho e sua beleza. Não é somente “pessoas gostando” da igreja, mas pessoas mudando o caráter. Respeitando as igrejas diferentes. Dons espirituais e seu exercício entre a comunidade;
Capacitação e treinamento. Formação de novos líderes. Sinais e maravilhas. Características normais e habituais da vida da igreja – para praticar o ministério de compaixão e poder, em função de curar enfermos e quebrantados expulsar demônios e fazer as obras sobrenaturais de Deus. Naturalemente sobrenatural. Plantação de novas igrejas. Esta obra está no coração do chamado da Vinha. Cada comunidade deve ter uma visão para crescer, multiplicar-se e tocar outras partes do mundo. John Wimber sempre dizia que a melhor forma de evangelizar é plantar uma nova comunidade.
Entendo tudo isso como sinais de uma igreja renovada no evangelho.
Por isso somos cristãos envolvidos com um movimento. Vivenciando igreja em nossa vida diária. Sinta convidado a participar do que o Pai está fazendo em nosso meio.
Amém.
AS VOLTAS COM O "TEÓLOGO" SATANÁS
O calendário desse ano nos fez ter uma mais curta estação lúdica (Natal-Carnaval) no Brasil. Mas, creio, deverá ter sido o suficiente para que muitos de nós tenhamos tirado férias, ou alguns dias de folga, para repouso, lazer, sociabilidade, festa, cuidado com a saúde, higiene mental, viagens etc. E, quem sabe, fizemos uma avaliação de pelas quantas andamos e/ou deveríamos andar.
Sempre iniciamos aquela estação ao final da Quadra do Advento (a primeira do Ano Cristão), com sua ênfase na Escatologia Messiânica, e o início da Quadra do Natal (com o Ano Novo e a Epifania, em datas diferentes nas Igrejas do Ocidente e do Oriente), com sua ênfase na Encarnação e na destinação universal do Messias. Terminamos, porém, na quadra pagã do Culto a Baco, na despedida da carne (Carne Vale).
A Quaresma, quadra que se inicia hoje no Ano Cristão, nessa "quarta-feira ingrata" para os fiéis de Baco, e "Quarta-Feira de Cinzas" para os fiéis de
Javé: um momento de "saco e cinzas" (próximo do Yon Kipur dos judeus), nos vai preparando para os grandes temas da Salvação, para o lugar da Cruz e do túmulo vazio. A Quaresma antecede a Paixão, que antecede a Ressurreição, que antecede a Ascensão, que antecede o Pentecostes. Cada ano, como Igrejas históricas, procuramos refazer essa peregrinação existencial.
Javé: um momento de "saco e cinzas" (próximo do Yon Kipur dos judeus), nos vai preparando para os grandes temas da Salvação, para o lugar da Cruz e do túmulo vazio. A Quaresma antecede a Paixão, que antecede a Ressurreição, que antecede a Ascensão, que antecede o Pentecostes. Cada ano, como Igrejas históricas, procuramos refazer essa peregrinação existencial.
Em nossas férias, tivemos a oportunidade de usufruir dessa abençoada natureza que o Senhor agraciou o Brasil, enquanto, no globo todo, ela "geme" na esperança da sua redenção, numa "morte da terra", para usar a expressão de Francis Shaeffer, em obra tanto pioneira quanto profética.
Nesse período os "nacionalistas" (agro-negócio, madeireiras, carvoarias) desmataram a Amazônia de um território maior do que o município de São Paulo. Obviamente que não devemos prestar a atenção aos índios, aos padres, ou aos missionários protestantes estrangeiros, que "querem tomar o que é nosso"... Ou seja, "nosso", quer dizer "deles".
Na estação lúdica as elites e as classes médias (inclusive evangélicas), curtiram, deslumbradas, os templos do consumismo (os seus cartões de crédito e cheques especiais revelam algum desconforto...) enquanto 40 milhões de brasileiros vivem esbeltos de sub-nutrição e 70 milhões enveredam pela obesidade da super-nutrição.
Como já se disse que o sono do segundo grupo é intranqüilizado pelo ronco da barriga do primeiro grupo. Mas, para sermos "bíblicos", "por ventura sou eu guardador do meu irmão?". A Igreja evangélica brasileira "cresceu", a miséria e a violência não decresceram, pelo caráter mutilado da mensagem e da prática evangelizadora. Mea Culpa, Mea Culpa, Mea Máxima Culpa! "Senhor, tem piedade de nós!".
O Messias não começou o seu ministério com prosperidade, mas com o deserto.
É difícil entender que Ele tenha sido levado para lá pelo Espírito, e, justamente, para ser tentado pelo diabo. Mas o Messias começa o seu ministério pela obediência, pelo sofrimento, e, também, pela vitória, sendo, por fim, servido pelos anjos. Que caminho tão diferente daqueles confortáveis propostos pelo mundo de hoje, e, também, por Igrejas de hoje!
O Messias inauguraria a Era dos Mártires. De Paulo a Luther King, cristãos louvaram na cadeia, e nas prisões escreveram páginas indeléveis da trajetória da Igreja. Não é que hoje não existam mártires em muitos países, mas as razões porque os "apóstolos" e "bispos" contemporâneos são detidos, não correspondem aos mesmos motivos espirituais. Afinal, Miami não é Patmos...
Algo que nos chama a atenção na leitura do Evangelho é o "conhecimento bíblico" de Satanás, e o fato de que ele teve a pretensão de tentar o Filho de Deus justamente citando a Bíblia. Esse não é um fato do passado. Não nos enganemos: o ataque ao Messias em nossos dias não vem apenas dos que fazem escárnio da Bíblia, mas pelos que – dentro e fora da Igreja – a citam, por conhecê-la, para corromper o povo de Deus e impedir ou distorcer a sua missão. O ex-anjo de Luz ("Lúcifer"), e os seus conscientes ou inconscientes seguidores, estão aí de Bíblia na mão, sutis, ensinando falsas doutrinas, corrompendo a Verdade, atentando contra a Unidade, sob a indiferença de muitos.
Não se prega mais, com a mesma clareza e a mesma ênfase, o Novo Nascimento. Não se ensina "todo o conselho de Deus", mas apenas alguns. Não se cria comunidades novas de todas as gentes. Não se serve ao faminto. Não se chama Herodes de "raposa". As confrarias de iguais, blindadas dos problemas do mundo e da Igreja, vão contentando a alienada e alienante espiritualidade burguesa, ou o legalismo reducionista, no fundo, auto-indulgente (pecado sério é o dos outros), ou, para os em declínio de hormônios, se dá oportunidade para uma saída honrosa para a castidade. O "teólogo" Satanás está satisfeito, porque domesticamos e selecionamos os textos bíblicos, atrelados ao espírito do século globalizado, à nossa cultura ou à cultura da Nova Roma.
Que o Tempo da Quaresma tenha densidade bíblica e espiritual para cada um de nós, seguindo os passos dolorosos de Jesus. Que a nossa cristificação não nos leve ao objetivo último de fazer crescer a Igreja, mas de promover o Reino de Deus – que é de paz como fruto da justiça – (que é a única razão para o crescimento da Igreja).
Quando o Reino não é promovido – apesar dos números – a Igreja não tem crescido. Um tempo não de desculpas menores para os pecados maiores, para as distorções das heresias, para a indiferença diante da miséria, para a promiscuidade com os poderosos, para a tragédia do dilaceramento do Corpo de Cristo em milhares de "denominações" (termo que, por não estar na Bíblia, não foi citado por Satanás, mas, temos certeza, dele recebe irrestrito apoio).
O Messias foi tentado por Satanás citando a Palavra, e o derrotou por conhecer mais a Palavra do que o príncipe das trevas. Estamos, junto com a Sociedade Bíblica do Brasil, no "Ano da Bíblia", e a Igreja será sarada por "engolir" esse Livro.
Dom Robinson Cavalcanti, bispo diocesano.
Assinar:
Comentários (Atom)














