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PROTEÇÃO DIVINA


Eu sou do tempo que brincar na rua era a máxima das crianças da decada de 80. Todo tipo de brincadeira. Das mais puras até as mais "safadinhas". Era um prato cheio para psicólogos, recrutadores, assistentes sociais e afins. Dava pra ter uma ideia, bem formada inclusive, dos perfis dos adultos que seriam no futuro.

Fui conhecer o ATARI, avô do PS3 (porque na verdade existiu o bisavô, um tal de DINAVISION ou DINACON, não sei direito se são estes ou se é assim que se escreve, que eu não vi e consequentemente não joguei) aos 9 ou 10 anos de idade. Como era de familia classe média ganhei um SUPERGAME (um primo pobre do ATARI), porem compatível com os cartuchos (você sabe o que é cartucho??) do primo rico.

Muitas coisas ficaram para trás. "...Tempo bom eh eh não volta mais..." Imagino o Tomaz fazendo coisas que eu fazia e minha mãe morreu sem saber. Os perigos que ele possa correr e eu estarei em casa, no trabalho, envolvidos em outros afazeres sem ter a minima noção deste perigo. Sinceramente, espero que ele cresça assim, enfrentando e se possivel superando os desafios da vida, porem eu sei que o meu filho sera uma "criança de tapete". Talvez empinemos uma pipa no parque mas ele vai preferir o pai dele brincando no Wii.

Mas existem tambem muitas coisas que atravessam gerações e dentre tantas uma que é "patente brasileira" é o pastel de feira. Nos ultimos anos tenho ido com uma certa frequencia às feiras livres que acontece em varios lugares aqui da região e não há vigilancia sanitária que interdite qualquer estabelecimento com um "tacho" de ágata com óleo saturado. Multidões cercam barracas, isso mesmo, multidões e barracas. Com um preço "tabelado" vc se ajeita no mais vazio e este "vazio" corresponde pelo menos uns quatro a cinco pedidos na tua frente. E aquele "potinho" de vinagrete no balcão então, dando ao pastel um sabor especial de "Varejão".

Nestas condiçoes, não tem como eu não pedir uma PROTEÇÃO DOS CÉUS. Meu filho com um pouco mais de 1 ano já experimentou destas iguarias. A minha geração ja experimentou de "um tudo" nesta vida. A geração passada então, não experimentava ja fazia parte do cotidiano, rotina. Lembro da minha mãe contando de como se conservava carne de porco. Na própria banha do bicho. Lascava um toucinho e fritava na propria gordura da conserva.
E cá estamos contando história numa espécie de "diário virtual". Meio as avessas é verdade, pois no diário da minha irmã nem a melhor amiga tinha acesso e hoje que desconfiamos da própria sombra e pouco nos importamos com relacionamentos verdadeiros e profundos, lançamos nossas vidas aos quatro ventos cibernéticos (orkut, faceboock, twitter e blog).

E os ateus, agnosticos, céticos e afins acreditam que chegamos até aqui por acaso. Se voce que esta lendo se enquadra em um destes grupos e acredita mesmo na inexistencia de Deus ou de uma "proteção superior" tudo bem. Mas quer um conselho, antes de dar aquela bela mordida no kibe da estufa repita esta oração.
"Que não me faça mal mas faça bem, em nome de Jesus. Amem..."

É isto...

fernando vieira
membro da vineyard café

1 comentários:

Fernando disse...

Milton
Faz um favor favor pra mim!!! O burrico aqui colocou um "c" a mais no "book" do facebook do texto. Revisão urgente nos textos JA rsrsrs

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